Em andamento
Eleições 2026
Acerto 64% · n = 125 · 19 falsas
Acerto de 64 em 100, sobre 125 declarações checadas. verdade vale 1, impreciso ½, mentira 0. Disputado e sem fontes ficam fora da conta, nem em cima nem embaixo.
cada evento tem denominador próprio
Em andamento
Acerto 64% · n = 125 · 19 falsas
10 das 26 declarações verificadas desta debate repetem alegação que Escritor Augusto Cury já tinha feito antes.
10 alegações · 26 vezes nesta ocasião
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«A cada 5 ou 6 horas, uma mulher é morta pelos seus parceiros ou pelos seus familiares.»
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«A dor da mulher que a cada 5 ou 6 horas sofre o feminicídio.»
O veredito recai sobre o intervalo entre feminicídios no país.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«A cada 5 ou 6 horas, Caiado, uma mulher é morta pelos seus parceiros. 1571 mulheres no ano passado.»
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«É uma mentira quando uma mulher, reitero que é morta pelos seus parceiros a cada 5 ou 6 horas, essa dor da mulher não é de direita ou de esquerda.»
O veredito recai apenas sobre o intervalo de cinco ou seis horas entre mortes de mulheres por parceiros. A afirmação de que essa dor não tem lado ideológico é juízo e não se checa.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«A cada 5 ou 6 horas uma mulher é morta pelos seus parceiros ou familiares.»
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«E vocês sabiam que as mulheres pagam 4% a mais de juros que os homens, embora sejam melhores pagadoras?»
O veredito recai sobre a diferença de juros. A oração «embora sejam melhores pagadoras» não recebe selo, e o motivo está no contexto.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Elas pagam 4% a mais de juros por ano.»
O veredito recai sobre a diferença de 4% na taxa de juros paga por mulheres.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Você sabia que as mulheres pagam 4% a mais de juros que os homens?»
O veredito é sobre a diferença de juros. A oração seguinte, sobre as mulheres serem melhores pagadoras, não recebe selo, e o motivo está no contexto.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Mas também temos uma agricultura, 350 milhões de toneladas de grãos mais ou menos que nós produzimos.»
O veredito recai sobre as 350 milhões de toneladas. A proposta de dobrar a produção para 700 milhões é compromisso futuro e vai para o módulo de promessas.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Nós temos que dobrar a produção de alimentos do Brasil nos próximos 10 anos. Nós produzimos 350 milhões de toneladas, precisamos produzir 700 milhões de toneladas.»
O veredito é sobre a produção atual de 350 milhões de toneladas. A meta de dobrá-la em dez anos é compromisso futuro e não recebe selo.
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Nós precisamos financiar 10 milhões de microempresas nos próximos anos para preparar o Brasil para o tsunami da robótica e da inteligência artificial.»
A promessa de financiar não recebe selo e está no módulo de promessas. O veredito recai sobre a premissa aferível embutida nela: se existem no país 10 milhões de microempresas para financiar.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«No meu governo, pode ter certeza, eu vou financiar mais de 10 milhões de microempresas. Vou dividir o BNDES em dois, o banco para grande empresa e um banco para pequena e microempresa.»
A promessa de financiar e de dividir o BNDES não recebe selo e está no módulo de promessas. O veredito recai sobre a premissa aferível embutida nela: se existem no país mais de 10 milhões de microempresas para financiar.
Escritor Augusto Cury fez 25 promessas nesta debate, e 10 delas ele já tinha feito antes.
nenhum avaliado ainda
Por que a promessa não recebe veredito
19 compromissos · 79 vezes prometidos
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Então eu acho que eu posso contribuir de fato para convidar os melhores economistas, os melhores gestores públicos e gestores privados para fazer esse pacto nacional. (...) Chamaria brilhantes economistas, por exemplo, com Ilan Goldfajn, que foi o ex-presidente do Banco Central, o Mansueto Almeida, que eu tenho conversado, eu chamaria, talvez até para conversar, (...) Armínio Fraga, e chamaria também governadores que tiveram uma experiência muito grande de gestão, por exemplo, Ratinho Júnior, chamaria o Eduardo Leite, chamaria o próprio Caiado, conversaria com o Zema (...) e também chamaria o Renan Santos, que fez um excelente trabalho no Ministério dos Transportes, chamaria meu amigo o José Múcio. (...) Olha, eu gosto muito do Rafael Fonteles, que é governador do Piauí. Nós chamaríamos as pessoas mais notáveis.»
Cury promete montar o governo convocando economistas e gestores de fora da política tradicional, escolhidos por experiência de gestão, e cita os nomes que chamaria: Ilan Goldfajn, Mansueto Almeida e Armínio Fraga na economia; os governadores Ratinho Junior, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Rafael Fonteles; e ainda Aldo Rebelo, Renan Santos e José Múcio. Para considerar cumprido, o primeiro escalão teria de ser formado por quadros técnicos desse tipo, e não por indicação partidária. Ele não diz que cargos ofereceria, não afirma que os citados aceitaram, e a lista que dá espontaneamente é de centro e de direita, tanto que a mesa cobra um nome de esquerda antes de ele citar Fonteles. Esta é a ocasião mais antiga da promessa no acervo: ele a repetiria no debate da Band, em 23 de agosto.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Eu quero usar toda a minha experiência que eu tive fora da política para chamar os melhores profissionais, os melhores governadores sem histórico de corrupção, os melhores economistas e também os melhores gestores de empresa.»
Compor o governo com profissionais vindos de fora da política, governadores, economistas e gestores de empresa, com o critério declarado de não terem histórico de corrupção. Cumprida se os nomeados para o primeiro escalão não responderem a processo por corrupção. Ele não diz quem são os nomes nem por qual filtro passariam, e apresenta o compromisso nas considerações finais, como contraponto ao tom do debate.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Eu vou chamar os melhores especialistas ou grandes especialistas das universidades, grandes economistas, vou chamar de várias correntes dentro do ecossistema da política brasileira, para fazermos um governo pela primeira vez, não de ego. (...) Não é um governo de amigos, como o Lula faz e como Bolsonaro fez.»
Cury promete montar o primeiro escalão com especialistas de universidades, economistas e gestores de várias correntes, e não por indicação partidária ou de amizade. Para considerar cumprido, os ministérios teriam de ser ocupados por quadros técnicos desse tipo. Ele cita os nomes com quem diz já ter conversado ou que quer chamar: Mansueto Almeida, Marcos Lisboa, Mauro Benevides, Persio Arida e Edmar Bacha na economia, além de Ilan Goldfajn, com quem diz não ter falado; Tereza Cristina para a Agricultura, Paulo Skaf para a indústria, Jean Paul Prates para a energia, José Múcio e Eduardo Leite. Não afirma que os citados aceitaram, e diz que não faria aliança de partido, mas um governo de estado. É a terceira ocasião do compromisso no acervo: já o havia feito na sabatina do SBT News, em 18 de agosto, e no debate da Band, em 23.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Mansueto Almeida, Marcos Lisboa. Convidaria eles (...) sem dúvida. Marcos Lisboa, Mauro Benevides e eu gosto muito de alguém que eu não convidei, que eu não conversei, mas eu gosto muito do Ilan Goldfajn.»
Perguntado com que economistas tem conversado, ele cita Mansueto Almeida, Marcos Lisboa e Mauro Benevides, diz que os convidaria sem dúvida, e acrescenta Ilan Goldfajn, com quem ainda não falou. Segunda ocorrência do compromisso de montar o governo com técnicos. Cumprir exige o convite formal a esses nomes para a equipe econômica. Não fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«vou conversar com a Tereza Cristina, já tenho conversado com ela sobre o Ministério da Agricultura, conversei com o Paulo Skaf, porque quem tem que dirigir a indústria é alguém da indústria que vive as dores da indústria»
Perguntado se faria aliança com PT ou PL para governar, ele responde com nomes de setor: Tereza Cristina para a Agricultura, Paulo Skaf pela indústria, e a régua de que cada pasta seja dirigida por quem vive o setor. Terceira ocorrência do compromisso. Cumprir exige que os ministérios sejam entregues a especialistas do próprio setor. Não fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nós vamos escolher os melhores especialistas para o país. Não é um governo de amigos como o Lula faz e como Bolsonaro fez.»
Perguntado sobre a relação com Pablo Marçal e se retribuiria o apoio, ele responde que não se curvará a ninguém e repete, pela quarta vez, que o ministério sairá da escolha dos melhores especialistas, e não do círculo de amigos. Cumprir exige nomeações por competência declarada. Não fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Eu vou chamar os melhores economistas.»
Quinta ocorrência do compromisso de governo técnico, aqui como resposta ao fato de o programa não trazer metas fiscais: quem faria a conta seriam os melhores economistas, convidados por ele. Cumprir exige que a equipe econômica seja formada por esses nomes. Não fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«para fazer um pacto para governar o país com os melhores especialistas»
Sexta ocorrência do compromisso de governo técnico, aqui ao admitir que muitos líderes têm ego enorme e que transformar admiração em prática pode ser penoso. Cumprir exige nomeações por competência, e não por partido. Não fixou prazo.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«O que eu tenho claro é que nós precisamos financiar 10 milhões de microempresas nos próximos anos para preparar o Brasil para o tsunami da robótica e da inteligência artificial.»
Cury promete financiar 10 milhões de microempresas nos próximos anos, como resposta ao desemprego que espera da automação e da inteligência artificial. Para considerar cumprido, 10 milhões de operações de crédito a micronegócios teriam de ser contratadas com apoio público. Ele não diz o valor total, a fonte do dinheiro nesta passagem nem o ano de conclusão: nos próximos anos é todo o horizonte que dá, e em outro ponto da entrevista fala em 4 ou 5 anos como o tempo do choque tecnológico. Esta é a ocasião mais antiga da promessa no acervo: ele a repetiria no debate da Band, em 23 de agosto, e no Jornal Nacional, em 29. A grandeza dos 10 milhões é afirmação aferível e está checada em separado neste mesmo dossiê.
Prazo desta vez nos próximos anos, sem ano declarado
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«No meu governo, pode ter certeza, eu vou financiar mais de 10 milhões de microempresas.»
Financiar mais de 10 milhões de microempresas no mandato, como caminho para transformar o país em uma das nações mais empreendedoras do planeta e prepará-lo para a automação. Cumprida se o número de microempresas com financiamento público contratado alcançar essa ordem de grandeza. A meta é premissa numérica que se confronta com o estoque de micro e pequenas empresas em atividade e não tem checagem neste dossiê. Ele não diz de onde sai o dinheiro nem em quanto tempo, e repetiu a promessa na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois.
Prazo desta vez sem prazo declarado; situa o compromisso no mandato, «no meu governo»
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nós teremos que usar esse dinheiro para financiar 1 milhão de microempresas por ano para os jovens sem destaque.»
Cury promete financiar 1 milhão de microempresas por ano, dirigidas a jovens, com crédito bancado por dinheiro público. Para considerar cumprido, 1 milhão de operações de crédito a micronegócios teriam de ser contratadas a cada ano do mandato. O número mudou entre as ocasiões e a comparação é o que esta família registra: na sabatina do SBT News, em 18 de agosto, ele falou em 10 milhões de microempresas nos próximos anos e, no mesmo trecho, em 1 milhão com os dividendos da Petrobras; aqui, o compromisso é de 1 milhão por ano, o que ao longo de quatro anos daria 4 milhões. É a quarta ocasião do compromisso no acervo, com o debate da Band, em 23 de agosto, e o Jornal Nacional, em 29.
Prazo desta vez 1 milhão de microempresas por ano, sem ano final declarado
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Número um, nós temos que ter 10 milhões de microempresas financiadas para poder aumentar a massa do pagamento de impostos. Isso melhora a renda.»
Financiar 10 milhões de microempresas, com o objetivo declarado de ampliar a base de arrecadação e a contribuição previdenciária. Cumprida se o número de microempresas com financiamento público contratado no mandato alcançar essa ordem de grandeza. Ele repete a meta em outros dois momentos da entrevista, sempre sem dizer de onde sai o dinheiro, por qual instituição e em quanto tempo.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«para que nós possamos financiar pelo menos 10 milhões de microempresas, caso contrário advogados, engenheiros, médicos, jornalistas, talvez nem vocês aqui vamos estar entrevistando daqui 4 ou 5 anos»
Segunda vez na entrevista em que promete financiar 10 milhões de microempresas, agora amarrada à divisão do BNDES e apresentada como resposta ao desemprego que ele projeta para daqui a quatro ou cinco anos. Para ser cumprido, o crédito teria de alcançar 10 milhões de microempresas.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«nós temos que ter pelo menos 10 milhões de microempresas para nos prepararmos para aumentar o volume de pessoas que (...) pagam a sua parte para a previdência.»
Quarta ocorrência na entrevista, agora com a finalidade de ampliar a base de contribuintes da previdência. Para ser cumprido, o financiamento teria de alcançar 10 milhões de microempresas.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Nós temos que financiar 10 milhões de microempresas no Brasil.»
Terceira ocorrência na entrevista, arrolada entre as respostas ao rombo da previdência. Para ser cumprido, o crédito público teria de alcançar 10 milhões de microempresas.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Então o Bolsa Família ele teria que ser ajustado. Quem assinar a carteira, tenha certeza, não vai perder o benefício, pelo menos por um certo tempo. (...) Quem assina, quem tem uma MEI, uma microempresa individual, também não perderia o benefício, pelo menos por um certo tempo.»
Cury promete ajustar o Bolsa Família para que quem assinar carteira de trabalho ou abrir um MEI siga recebendo o benefício por um tempo, em vez de perdê-lo ao formalizar renda. Para considerar cumprido, a regra de permanência teria de ser ampliada e efetivamente aplicada, com prazo definido de manutenção do pagamento. Ele reconhece que uma regra desse tipo já existe e sustenta que na prática não funciona porque as pessoas não são encorajadas pelo Executivo; não diz por quantos meses valeria a garantia nem que faixa de renda alcançaria. É a ocasião mais antiga da promessa no acervo: ele a repetiria no Jornal Nacional, em 29 de agosto.
Prazo desta vez sem prazo declarado; a garantia valeria por um certo tempo, que ele não quantifica
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Quem assina, quem tem uma MEI, uma microempresa individual também não perderia o benefício, pelo menos por um certo tempo.»
Segunda vez na mesma sabatina, agora estendida ao microempreendedor individual: manter o Bolsa Família de quem abrir um MEI, ao menos por um tempo. Cumprida se a regra do programa passar a preservar o benefício de quem se formalizar como MEI. Vem depois da observação do entrevistador de que a regra já existe e não funciona na prática, a que ele responde que as pessoas não são encorajadas pelo Executivo.
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Então nós queremos que o Bolsa Família exista, mas as pessoas que assinarem a carteira (...) possam complementar a renda.»
Terceira vez na mesma sabatina: manter o Bolsa Família e permitir que quem assinar a carteira ou abrir uma microempresa complemente a renda com o benefício. Cumprida se o programa passar a admitir acúmulo do benefício com renda formal. Vem em resposta à afirmação do entrevistador de que o Bolsa Família estimula a pobreza, e ele responde que o programa ama a pobreza e não os pobres.
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Eu quero abraçar o Bolsa Família, mas turbinar o Bolsa Família, encorajando cada uma das pessoas. São 19.7 milhões de famílias assinarem a sua carteira e ter uma microempresa para poder complementar a sua renda.»
Quarta vez na mesma sabatina, agora com o universo declarado: levar as 19,7 milhões de famílias do Bolsa Família a assinar a carteira ou abrir uma microempresa sem perder o benefício. Cumprida se o programa passar a admitir esse acúmulo e o governo puser em pé o estímulo à formalização das famílias beneficiárias. O número de famílias no programa é afirmação sobre o presente e está na mesa de checagem.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Só que o Bolsa Família tem que ser ajustado. Quem assina a carteira não vai perder o benefício, pelo menos por um certo tempo. Quem faz uma MEI não vai perder o benefício, pelo menos por um certo tempo.»
Mudar a regra do Bolsa Família para que o beneficiário que assine a carteira ou abra um MEI siga recebendo o benefício por um tempo. Cumprida se a regra do programa passar a garantir a manutenção do benefício nessas condições, em termos mais amplos que os vigentes. O programa já tem a Regra de Proteção, da Lei nº 14.601, de 2023, que mantém metade do benefício por período determinado quando a renda por pessoa supera a linha de entrada, e o Aos Fatos registrou na checagem ao vivo que a proposta descreve regra que já existe. Ele não diz por quanto tempo nem com que valor. Repetiu a promessa na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois, com a meta de alcançar de 10 a 15 milhões de pessoas.
Prazo desta vez sem prazo declarado; diz que o benefício se mantém «pelo menos por um certo tempo»
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«E também nós precisamos ajustar o Bolsa Família, porque nós precisamos colocar 10 a 15 milhões de pessoas do Bolsa Família tendo a possibilidade de ter uma segunda renda sem perder o benefício. (...) Quem assinar a carteira não vai perder o benefício, e quem tiver um MEI também não vai perder o benefício. Nós vamos melhorar a arrecadação como nunca da previdência.»
Mudar a regra do Bolsa Família para que o beneficiário que assine a carteira ou abra um MEI não perca o benefício, alcançando de 10 a 15 milhões de pessoas hoje fora da atividade formal, com o argumento de que isso elevaria a arrecadação previdenciária. Cumprida se a regra do programa passar a garantir a manutenção do benefício nessas condições, em termos mais amplos que os vigentes. O programa já tem a Regra de Proteção, prevista na Lei nº 14.601, de 2023, que deixa a família com renda por pessoa acima da linha de entrada seguir recebendo metade do benefício por um período determinado, e a Agência Lupa registrou falta de contexto na proposta por esse motivo. Ele não disse por quanto tempo manteria o pagamento, com que valor nem a que custo.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«nós precisamos ajustar o Bolsa Família porque nós precisamos colocar 10 a 15 milhões de pessoas do Bolsa Família tendo a possibilidade de ter uma segunda renda sem perder o benefício.»
Compromisso de mudar a regra de permanência no Bolsa Família para que o beneficiário possa ter uma segunda renda sem sair do programa, alcançando de 10 a 15 milhões de pessoas. Para ser cumprido, a regra teria de ser alterada e o alcance teria de chegar a esse contingente. O tamanho do público de 10 a 15 milhões é afirmação sobre o programa de hoje e fica na mesa de checagem.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Em cada favela, em cada comunidade, deveria ter um banco do empreendedor e uma escola do empreendedor, como em cada escola pública, como em cada igreja e cada cidade pequena, média ou grande.»
Cury promete uma escola do empreendedor em cada favela, comunidade, escola pública, igreja e cidade, para ensinar quem recebe o crédito a montar e a tocar o próprio negócio. Para considerar cumprido, o ensino de empreendedorismo teria de estar disponível na rede pública e nas comunidades, com programa, material e professores. Ele não diz aqui se seria disciplina do currículo regular ou curso à parte, nem quem pagaria; no Jornal Nacional, em 29 de agosto, diria que a escola de empreendedorismo funcionaria dentro das escolas públicas que já existem. Esta é a ocasião mais antiga da promessa no acervo.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«E em cada comunidade ou favela vai haver uma escola do empreendedor, e também uma agência do empreendedor. Em cada escola pública também haverá uma agência do banco do empreendedor e uma escola do empreendedor.»
Instalar uma escola do empreendedor em cada comunidade, em cada favela e em cada escola pública do país. Cumprida se essa rede for criada e alcançar a cobertura declarada. Na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois, ele reduziu o compromisso a um curso dentro da grade das escolas já existentes, com professores da própria rede formados por empresários voluntários, e é essa diferença entre a rede prometida aqui e o curso descrito lá que a avaliação futura terá de olhar.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Em cada comunidade ou favela vai haver uma escola do empreendedor e também uma agência do empreendedor.»
Primeira das duas frases em que o candidato distribui a escola do empreendedor pelo território, nesta dirigida às comunidades e favelas. Cumprida se houver uma escola de formação em empreendedorismo instalada em cada comunidade e favela do país. O candidato não disse quantas unidades isso representa nem fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Em cada favela, em cada escola pública, uma escola do empreendedor e um banco do empreendedor.»
Cury promete uma escola do empreendedor em cada favela e em cada escola pública, para formar quem vai receber o crédito às microempresas que promete financiar. Para considerar cumprido, o ensino de empreendedorismo teria de estar disponível na rede pública e nas comunidades, com programa, material e professores. Ele não diz aqui se seria disciplina do currículo ou curso à parte, nem quem pagaria, e a formulação desta ocasião é mais estreita do que a da sabatina do SBT News, em 18 de agosto, que incluía igrejas e todas as cidades. É a quarta ocasião do compromisso no acervo, com o debate da Band, em 23 de agosto, e o Jornal Nacional, em 29.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«A escola de empreendedorismo vai funcionar nas escolas já existentes, vai usar a rede pública, as escolas do ensino fundamental e médio que têm que se transformar em escola de empreendedorismo. Tem que haver horário para isso, dentro da grade curricular, (...) inclusive nas comunidades ou favelas, um curso de empreendedorismo (...) onde as pessoas terão a oportunidade de aprender a fazer curso de cabeleireiro, técnico de informática, técnico de gestão de pessoas, de marketing digital e assim por diante. (...) Esses professores serão treinados da rede pública a partir de cursos onlines com grandes empreendedores do país, que vão doar o seu tempo.»
Colocar um curso de empreendedorismo dentro da grade curricular das escolas públicas de ensino fundamental e médio já existentes, com professores da própria rede formados em cursos online por empresários voluntários e com formação técnica de saída em áreas como cabeleireiro, informática, gestão de pessoas e marketing digital. Cumprida se o componente entrar no currículo da rede e a formação dos professores ocorrer. Os entrevistadores citaram o programa de governo, que fala em criar mais de 10 mil escolas de empreendedorismo; na entrevista ele reduziu o compromisso a um curso dentro das escolas existentes, sem obra, sem equipamento e sem contratação, e disse que a mesma oferta chegaria às comunidades.
Prazo desta vez quatro anos, conforme a pergunta que ele não contestou
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«em cada favela, em cada (...) comunidade vai ter (...) uma escola de empreendedor. (...) eu quero que haja um grupo de voluntariados, de um multirão de pessoas da iniciativa privada»
Segunda ocorrência na entrevista, dita depois da visita à Rocinha: a escola de empreendedor chegaria a cada favela e a cada comunidade, tocada por voluntários da iniciativa privada. Para ser cumprido, o curso teria de chegar às comunidades, e não só às escolas da rede regular.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«E vamos criar um novo ministério da segurança, porque a segurança é vital para diminuir a criminalidade, o feminicídio e uma série de outros crimes.»
Cury promete criar um ministério dedicado à segurança pública. Para considerar cumprido, teria de existir uma pasta própria, com estrutura e orçamento, no lugar do arranjo de 2026, em que a segurança pública é uma secretaria nacional dentro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele não diz que atribuições a nova pasta teria, nem de onde viriam as competências, e a promete no mesmo movimento em que promete fundir de 8 a 10 ministérios. Repetiria o compromisso no Jornal Nacional, em 29 de agosto.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Se eu me tornar presidente, você que defende tanta segurança, eu vou criar um ministério, Ministério da Segurança, e você vai ser o xerife do Brasil. Você vai estar no meu governo.»
Criar um Ministério da Segurança, que hoje não existe como pasta autônoma, e entregá-lo a Ronaldo Caiado, a quem chama de xerife do Brasil. Cumprida se a pasta for criada por lei ou medida provisória no mandato. Caiado declina do convite no ar, dizendo que estará na Presidência, e assume nesta mesma noite compromisso da mesma família, com Lincoln Gakiya à frente da pasta. Cury repetiu a promessa na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois, com o mesmo convite.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Você sabe que, se eu me tornar presidente, você que defende tanta segurança, eu vou criar um ministério, Ministério da Segurança.»
Dito na abertura da pergunta que o candidato dirigiu a Ronaldo Caiado, junto com o convite para chefiar a pasta. Cumprida se a pasta for criada e instalada. O candidato não disse de que órgãos ela seria formada nem fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Caiado, se eu ganhar, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública e você vai ser o xerife do Brasil.»
Cury promete criar uma pasta dedicada à segurança pública. Para considerar cumprido, teria de existir um ministério próprio, com estrutura e orçamento, no lugar do arranjo de 2026, em que a segurança pública é uma secretaria nacional dentro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ele faz a promessa no mesmo bloco em que promete enxugar pelo menos oito ministérios, condiciona a criação à vitória e não diz que competências a nova pasta reuniria nem de onde elas viriam. É a quarta ocasião do compromisso no acervo: já o havia feito na sabatina do SBT News, em 18 de agosto, e no debate da Band, em 23, e voltaria a fazê-lo no Jornal Nacional, em 29.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«E além disso, nós temos que criar o Ministério da Segurança Pública. Até brinquei com o Caiado: se eu criá-lo, ele seria o xerife do Brasil, ele assumiria esse ministério.»
Criar um Ministério da Segurança Pública, que hoje não existe como pasta autônoma: a área é parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Cumprida se a pasta for criada por lei ou medida provisória no mandato. É a segunda estrutura nova que ele anuncia na mesma resposta em que promete cortar de 8 a 10 ministérios, e ele diz, em tom de brincadeira, que convidaria Ronaldo Caiado para comandá-la.
sem prazo declarado nesta ocorrência
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Nós vamos turbinar a produção agrícola. (...) E se nós dobrarmos a produção de alimentos de 350 para 700 milhões de toneladas, nos próximos 10 anos vamos sentar de igual para igual com a China e com a Índia e com os Estados Unidos, porque nós alimentaremos cerca de 2 bilhões a 2 bilhões e meio de seres humanos.»
Dobrar a produção brasileira de alimentos em dez anos, de 350 milhões para 700 milhões de toneladas, com o argumento de que o país passaria a alimentar de 2 bilhões a 2 bilhões e meio de pessoas. Cumprida se a produção alcançar essa marca até 2036. O ponto de partida de 350 milhões de toneladas está checado em separado neste dossiê e corresponde à safra de grãos, não a toda a produção de alimentos. Repetiu a promessa na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois, com os mesmos números.
Prazo desta vez 10 anos
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«E se nós dobrarmos a produção de alimentos, de 350 para 700 milhões de toneladas nos próximos 10 anos, vamos sentar de igual para igual com a China, com a Índia e com os Estados Unidos, porque nós alimentaremos cerca de 2 bilhões a 2 bilhões e meio de seres humanos.»
Segunda vez que o compromisso aparece na mesma tréplica, e é aqui que aparecem a meta e o prazo: sair de 350 para 700 milhões de toneladas em dez anos. Cumprida se a produção brasileira de grãos chegar a 700 milhões de toneladas até 2036. A projeção de alimentar de 2 a 2,5 bilhões de pessoas é grandeza aferível e fica na mesa de checagem.
Prazo desta vez próximos 10 anos, o que leva a 2036
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Estou preocupado em duplicar a produção de alimento nos próximos 10 anos, para que o Brasil tenha relevância, não por bomba atômica.»
Cury promete dobrar a produção brasileira de alimentos em dez anos, e apresenta a meta como a forma de relevância internacional que prefere, em oposição à bomba nuclear que atribui ao adversário Renan Santos. Para considerar cumprido, a produção teria de dobrar até 2036 ante a base de 2026. Nesta ocasião ele não dá os números de partida e de chegada, que no Jornal Nacional, em 29 de agosto, seriam 350 milhões e 700 milhões de toneladas, e liga a meta ao que quer exportar: proteína, tecnologia e bioenergia, e não grão em natura. É a terceira ocasião do compromisso no acervo: já o havia feito no debate da Band, em 23 de agosto.
Prazo desta vez os próximos 10 anos, ou seja, até 2036
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Nós temos que dobrar a produção de alimentos do Brasil nos próximos 10 anos. Nós produzimos 350 milhões de toneladas, precisamos produzir 700 milhões de toneladas, porque se a FAO tiver correta, que é o órgão da ONU, vai haver fome nos próximos 25 anos, porque vamos precisar de 70% a mais de alimentos.»
Dobrar a produção brasileira de alimentos em dez anos, de 350 milhões para 700 milhões de toneladas, e vender o país no exterior também como centro de proteína animal e de bioenergia, não apenas como exportador de grãos. Cumprida se a produção alcançar essa marca até 2036. O ponto de partida de 350 milhões de toneladas foi checado em separado e corresponde à safra de grãos; a projeção que ele atribui à FAO, de 70% a mais de alimentos em 25 anos, ficou para checagem.
Prazo desta vez 10 anos
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Nós precisamos dobrar a produção de alimentos.»
Segunda ocorrência na entrevista, agora arrolada entre as respostas ao rombo da previdência. Para ser cumprido, a produção de alimentos teria de dobrar em relação à de hoje.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Em cada favela, em cada comunidade, deveria ter um banco do empreendedor e uma escola do empreendedor, como em cada escola pública, como em cada igreja e cada cidade pequena, média ou grande.»
Cury promete instalar uma agência do banco do empreendedor em cada favela, comunidade, escola pública, igreja e cidade do país, para dar crédito a quem quiser abrir um negócio pequeno, uma confeitaria ou um salão de beleza, nos exemplos que ele mesmo dá. Para considerar cumprido, essa rede teria de existir e operar crédito nesses locais. Ele não diz quantas agências seriam, com que estrutura, nem em quanto tempo; o dinheiro aparece nas frases seguintes, na divisão do BNDES e nos dividendos da Petrobras. É a ocasião mais antiga da promessa no acervo: ele a repetiria no debate da Band, em 23 de agosto, e no Jornal Nacional, em 29.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«E em cada comunidade ou favela vai haver uma escola do empreendedor, e também uma agência do empreendedor. Em cada escola pública também haverá uma agência do banco do empreendedor.»
Instalar uma agência do banco do empreendedor em cada comunidade, em cada favela e dentro de cada escola pública. Cumprida se essa rede de agências for criada e alcançar a cobertura declarada. Ele não diz de qual banco se trata, se seria o banco da microempresa que quer separar do BNDES, com que orçamento nem em quanto tempo. Repetiu o compromisso na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois, citando a favela da Rocinha.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Em cada escola pública também haverá uma agência do banco do empreendedor e uma escola do empreendedor.»
Segunda vez que o compromisso aparece na mesma tréplica, agora estendido das comunidades e favelas para toda a rede pública de ensino. Cumprida se houver uma agência do banco do empreendedor instalada em cada escola pública do país. Sem prazo declarado.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Em cada favela, em cada escola pública, uma escola do empreendedor e um banco do empreendedor.»
Cury promete instalar uma agência do banco do empreendedor em cada favela e em cada escola pública, para operar o crédito às microempresas. Para considerar cumprido, essa rede de agências teria de existir e conceder crédito nesses locais. Ele não diz quantas seriam, com que estrutura, nem em quanto tempo, e nesta ocasião a fonte do dinheiro é declarada: os dividendos da Petrobras. É a quarta ocasião do compromisso no acervo: já o havia feito na sabatina do SBT News, em 18 de agosto, e no debate da Band, em 23, e voltaria a fazê-lo no Jornal Nacional, em 29.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Eu estive na favela da Rocinha hoje e eu falei que em cada favela, em cada comunidade vai ter uma agência de um banco de empreendedor e também uma escola de empreendedor.»
Instalar uma agência de um banco do empreendedor em cada favela e em cada comunidade do país, ao lado da escola de empreendedorismo que promete no mesmo trecho. Cumprida se essa rede de agências for criada e alcançar a cobertura declarada. Ele não diz de qual banco se trata, se seria o banco da microempresa que quer separar do BNDES, com que orçamento nem em quanto tempo.
sem prazo declarado
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«E eu repaginaria, se for o presidente desse país, todas as embaixadas brasileiras para serem 4.0. Para que as embaixadas não vendam o país como fazenda do mundo apenas, mas como supermercado do mundo, como centro de biotecnologia, de inovação e também de produção de conhecimento.»
Repaginar todas as embaixadas brasileiras, o que chama de embaixadas 4.0, para que a promoção do país no exterior deixe de ser só a de produtor agrícola e passe a incluir alimentos processados, biotecnologia, inovação e produção de conhecimento. Cumprida se o Itamaraty adotar programa com esse objeto para a rede de postos. Na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois, ele deu conteúdo ao mesmo compromisso: formar embaixadores e servidores para atuarem como influenciadores digitais, sem aumento de custo e sem contratação externa.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Toda embaixada deveria ter influencers. Toda embaixada deveria vender o Brasil de maneira adequada. (...) Tem outra proposta de contratar influências, justamente nesse sentido: influencers nativos, ao menos 10 influenciadores nativos em países com até 50 milhões de habitantes, para vender o Brasil.»
Cury promete transformar cada embaixada em um posto de comunicação digital, com presença ativa e produção de conteúdo, e contratar ao menos 10 influenciadores nativos em cada país de até 50 milhões de habitantes para promover a imagem brasileira. Para considerar cumprido, o Itamaraty teria de instituir o programa nas embaixadas e realizar essas contratações no exterior. Ele reage à formulação da jornalista, que resume a proposta como transformar embaixador em influencer, mas confirma o conteúdo, e o argumento que dá é o de que o país é mal vendido, sobretudo em meio ambiente e agricultura. É a terceira ocasião do compromisso no acervo: já o havia feito no debate da Band, em 23 de agosto, e no dia seguinte a esta sabatina, no Jornal Nacional de 29 de agosto, recuaria da contratação externa e passaria a falar em treinar os servidores que já existem, sem aumento de custo. A diferença entre as duas formulações, em dois dias, é o que esta família torna visível.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Tem outra proposta de contratar (...) influencers nativos, ao menos 10 influenciadores nativos em países com até 50 milhões de habitantes para vender o Brasil.»
Segunda ocorrência na mesma resposta, e agora com número: contratar ao menos dez influenciadores nativos em países de até 50 milhões de habitantes para promover o Brasil. Cumprir exige a contratação desses influenciadores pelo governo federal, país a país. Não fixou prazo.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Nós precisamos transformar colaboradores nas mais diversas embaixadas para vender o Brasil com dignidade. (...) Então nós precisamos repaginar as embaixadas brasileiras, e influenciadores digitais pode ser importante. Agora, não tô dizendo em aumentar custos. Nós, em destaque, deveríamos treinar os embaixadores e também os colaboradores para serem influenciadores para vender melhor o Brasil lá fora.»
Formar embaixadores e servidores das embaixadas para atuarem como influenciadores digitais na promoção comercial e da imagem do país, sem aumento de custo e sem contratação externa. Cumprida se o Itamaraty adotar programa de formação com esse objeto. Os entrevistadores citaram o programa de governo, que prevê contratar ao menos 10 influenciadores digitais em países de até 50 milhões de habitantes e ao menos 20 nos maiores ou estratégicos, o que levaria a centenas ou milhares de contratações; questionado, ele reformulou o compromisso para a formação do pessoal já existente, e é essa diferença que a avaliação futura terá de olhar. Sobre a diplomacia de negociação, disse que as tarefas de pacificação continuam com diplomatas de carreira.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«(...) deveríamos treinar os embaixadores e também os colaboradores para serem influenciadores para vender melhor o Brasil lá fora, porque o Brasil não é vendido bem lá fora.»
Segunda ocorrência na entrevista, agora com a ressalva de que não haveria aumento de custo: em vez de contratar, o governo treinaria embaixadores e servidores como influenciadores. Para ser cumprido, essa formação teria de ser oferecida aos quadros das embaixadas.
sem prazo declarado
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«E uma polícia que eu quero criar, a Polícia Foco. 5% da força de trabalho de todos os municípios convertidos numa polícia de combate. Foco, vamos acrescentar mais 400 mil policiais que serão treinados pela elite dessas forças de segurança.»
Criar uma polícia de combate chamada Foco, convertendo 5% dos servidores de todos os municípios e acrescentando 400 mil policiais, treinados pelas forças de segurança já existentes. Cumprida se a corporação for criada por lei e o efetivo chegar a essa ordem de grandeza. Os 400 mil policiais e a conta dos 5% da força de trabalho municipal são premissas numéricas sem checagem neste dossiê. Ele não diz quem pagaria o efetivo, se o município ou a União, nem como a nova polícia se encaixaria no artigo 144 da Constituição, que lista os órgãos de segurança pública.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Uma nova polícia que nós queremos criar, na verdade expandir, que é a polícia foco: 5% da força de trabalho dos municípios ser convertida numa polícia de combate preventivo, para termos um ecossistema onde acrescentamos quase mais 400.000 policiais.»
Cury promete criar a polícia foco, uma força municipal de prevenção formada pela conversão de 5% da força de trabalho de cada prefeitura, treinada pela elite da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Federal, com academia própria e armamento condicionado a esse treinamento, o que segundo ele acrescentaria quase 400 mil policiais ao país. Para considerar cumprido, a nova força teria de ser criada por lei, com regulamentação equivalente à das demais polícias, e chegar a esse efetivo. Pressionado pela mesa sobre se seria transformar servidor da prefeitura em policial, corrige o desenho: seriam contratações novas, e só se houver servidor excedente a conversão se aplicaria. Diz que o Senado já examina projeto que fixaria de 0,2% a 0,4% da população municipal em polícia municipal, e que as guardas municipais existentes seriam treinadas e equipadas dentro do mesmo programa. Os 400 mil e a aritmética dos percentuais são afirmações aferíveis, e a primeira está checada em separado neste mesmo dossiê. Já havia feito a promessa no debate da Band, em 23 de agosto.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«a guarda metropolitana, a guarda municipal será turbinado porque em grande parte das cidades não há polícia municipal. Nós vamos treiná-las, equipá-las, valorizá-las com inteligência»
Cobrado a explicar quem treinaria a nova polícia municipal e se ela andaria armada, ele repete o compromisso pela via das guardas já existentes: turbinar, treinar, equipar e valorizar as guardas metropolitanas e municipais, e criá-las onde não há. Cumprir exige o programa federal de formação e equipamento dessas guardas. Não fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Se nós convertermos 5% daqueles que estão aptos, daqueles que vão ser avaliados tanto física, intelectual e emocionalmente para poder participar, temos que seguir, obviamente a Constituição. Aí nós vamos aumentar um efetivo de quase 400.000 policiais.»
Terceira vez que a proposta aparece na mesma sabatina, agora com o critério de seleção: converter 5% dos servidores municipais aptos, avaliados física, intelectual e emocionalmente, para somar quase 400 mil policiais. Cumprir exige a avaliação, a formação e a incorporação desse efetivo. Não fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«contratar novos policiais e obviamente se houver pessoas excedentes dentro do município convertê-los»
Diante da pergunta se transformaria funcionário de prefeitura em policial, ele fecha a proposta pela quarta vez: contratar policiais novos e converter apenas os servidores excedentes do município. Cumprir exige concurso municipal para a nova polícia e regra de aproveitamento de servidores. Não fixou prazo.
sem prazo declarado
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Eu tenho um projeto chamado FATO, Força de Alerta Total. (...) Vai se integrar a Polícia Federal com a Polícia Militar, chega de 400 a 410 mil policiais militares, com a Polícia Civil, com a Polícia também rodoviária.»
Integrar Polícia Federal, Polícias Militares, Polícias Civis e Polícia Rodoviária Federal num sistema que chama de FATO, Força de Alerta Total, para chegar antes do crime. Cumprida se a estrutura de integração for criada e entrar em operação. Ele não diz sob que comando ficaria nem como o arranjo se compatibiliza com a subordinação das polícias estaduais aos governadores, prevista no artigo 144 da Constituição. O efetivo de 400 mil a 410 mil policiais militares que cita está checado em separado neste dossiê. Ronaldo Caiado assume compromisso da mesma família nesta mesma noite.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«eu sou a favor, reitero, de integrar as polícias, treinar as polícias pela primeira vez, fazer um ecossistema para gerar segurança neste país»
Quinta ocorrência, ao encerrar o bloco de segurança e responder sobre câmeras corporais. Cumprir exige que as polícias passem a operar num sistema único de informação e comando, com formação comum. Não fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Tem um projeto chamado FATO, força de alerta total: integrar a Polícia Federal com a Polícia Militar e equipá-las com a Polícia Civil, com as polícias, inclusive rodoviária, federal, estadual.»
Cury promete integrar num sistema único a Polícia Federal, as polícias militares e civis dos estados e as rodoviárias, no projeto que chama de FATO, Força de Alerta Total, e diz que a integração se faz com reconhecimento facial, banco de material genético, um sistema único de informações, câmeras inteligentes, drones e inteligência artificial. Para considerar cumprido, teria de existir uma base nacional alimentada pelas polícias dos três níveis e uma estrutura de comando integrado em funcionamento, criada por norma. Ele não diz o custo, quem operaria a base de dados nem como resolveria a competência dos estados sobre as próprias polícias, e ressalva na mesma resposta que a coordenação federal não pode ser de cima para baixo. A sigla sai da legenda automática como a palavra fato, em minúsculas, e foi restaurada entre colchetes. Já havia feito a promessa no debate da Band, em 23 de agosto.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nós precisamos integrar, Maria. Mas não é possível haver uma segurança adequada se nós não fizermos uma integração adequada e também formarmos um corpo só para combater esse crime organizado e os milhares de outros crimes.»
Segunda vez na sabatina, agora explicando que a Polícia Militar tem informação que a Federal não tem, e a Civil de um estado tem o que a de outro não tem. O compromisso é formar um corpo único de combate ao crime organizado. Cumprir exige a integração das bases de informação e o comando conjunto. Não fixou prazo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Como eu disse, nós temos que integrar, Lauro, temos que integrar todas as polícias. Nós temos que ter reconhecimento facial, tem que ter material genético, tem que ter um sistema de informações para que todas as pessoas de todas as polícias possam estar de fato integrada para ter uma resposta muito mais rápida.»
Terceira vez, e é aqui que ele diz o instrumento: reconhecimento facial, banco de material genético e um sistema de informações comum a todas as polícias. Cumprir exige que esse sistema exista e seja alimentado pelas polícias das três esferas. Não fixou prazo.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Eu dividiria o BNDES em dois na primeira semana, o banco para as grandes empresas e um banco para a microempresa.»
Cury promete separar o BNDES em dois bancos na primeira semana de governo, um para grandes empresas e outro para microempresas. Para considerar cumprido, a cisão teria de ser feita e o banco das microempresas teria de existir como instituição própria, com carteira e governança separadas. Esta é a única ocasião em que ele carimba prazo na promessa, e é o prazo mais curto que dá em toda a sabatina; no Jornal Nacional, em 29 de agosto, repetiria a divisão sem prazo. Ele não diz por que instrumento faria a separação, decreto, lei ou reorganização estatutária, e o BNDES é empresa pública cuja reestruturação depende de ato do controlador e de aprovações regulatórias.
Prazo desta vez a primeira semana de governo
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Vou dividir o BNDES em dois: o banco para grande empresa e um banco para pequena e micro empresa.»
Separar o BNDES em duas instituições, uma voltada à grande empresa e outra à pequena e à microempresa, como instrumento do financiamento em massa que promete na mesma frase. Cumprida se houver iniciativa formal do Executivo para cindir o banco ou para criar a instituição voltada à microempresa. Repetiu o compromisso na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois, com as mesmas palavras.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Pelo menos eu dividiria o BNDES em dois, o banco da grande empresa e o banco da microempresa, para que nós possamos financiar pelo menos 10 milhões de microempresas.»
Separar o BNDES em duas instituições, uma voltada à grande empresa e outra à microempresa, como instrumento do financiamento em massa que promete e da chamada economia distribuída. Cumprida se houver iniciativa formal do Executivo para cindir o banco ou para criar a instituição voltada à microempresa. Ele repete o compromisso no bloco sobre previdência, com as mesmas palavras.
29/08/2026Sabatina do Jornal Nacional
«Eu dividiria o BNDES em duas partes, o banco da grande empresa e o banco da microempresa.»
Segunda ocorrência na entrevista, arrolada entre as medidas para sustentar a previdência. Para ser cumprido, o banco teria de ser separado nas duas carteiras.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Agora, em alguns setores que serão prejudicados, nós temos que rever para uma escala 6x1.»
Segunda vez na mesma resposta, agora com a exceção nomeada: manter a escala 6x1 nos setores que forem prejudicados pela mudança. Cumprida se a lei que adotar a 5x2 previr regime próprio para esses setores. Ele não disse quais setores entram na exceção, nem por que critério a exceção seria dada.
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Bom, eu sou a favor da escala 5x2, e eu sei que algumas exceções nós temos que rever (...). Agora, em alguns setores que serão prejudicados, nós temos que rever para uma escala 6x1.»
Perguntado se é a favor ou contra o projeto que põe fim à escala 6x1, Cury se declara a favor da escala 5x2 e promete rever as exceções: os setores que a mudança prejudicar continuariam na 6x1. Para considerar cumprido, o governo teria de apoiar a aprovação da 5x2 e a regra final teria de trazer o regime de exceção setorial que ele anuncia. Ele não diz que setores seriam excetuados, por quanto tempo, nem por que instrumento, e justifica o apoio pela saúde do trabalhador, citando burnout em 30% dos trabalhadores brasileiros, número que está checado em separado neste dossiê.
Prazo desta vez sem prazo declarado; ele fala do projeto que já tramita no Congresso
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«A escala 5x2 atende a necessidade dos trabalhadores. Eles vão poder ter mais tempo com a família, mais qualidade de vida e consequentemente produzirão mais. A escala 6x1 atende determinados setores da economia. O que nós temos que fazer, na minha opinião, Renan, é ajustar para atender a necessidade dos trabalhadores e também as necessidades das empresas.»
Comentário sobre a resposta de Renan Santos à pergunta da jornalista da Band News FM a respeito do fim da escala 6x1. Cumprida se a norma que substitui a 6x1 pela 5x2 entrar em vigor com regime de exceção para os setores que o candidato diz serem atendidos pela escala atual. O candidato não nomeou os setores nem fixou prazo.
sem prazo declarado, condicionado a «se eu ganhar»
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Eu acho que você vai ser meu xerife.»
Segunda vez que o convite aparece no debate, na réplica em que o candidato cobra de Ronaldo Caiado os números da violência contra a mulher, e depois de o convidado já ter recusado. Cumprida se Ronaldo Caiado for nomeado para o comando da segurança pública federal. Sem prazo declarado.
Prazo desta vez sem prazo declarado
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Brinquei até com o Caiado: Caiado, se eu ganhar, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública e você vai ser o xerife do Brasil, já que você diminuiu tanta criminalidade.»
Cury diz ter convidado Ronaldo Caiado, governador de Goiás e adversário dele na disputa presidencial, para comandar o Ministério da Segurança Pública que promete criar, na função que chama de xerife do Brasil. Para considerar cumprido, o convite teria de ser formalizado depois de eleito, com a nomeação ou a recusa registradas. Ele apresenta a oferta como brincadeira e a condiciona à vitória, e no mesmo bloco cita outros nomes com quem diz já ter conversado: Tereza Cristina para a Agricultura, Paulo Skaf para a indústria, além de Jean Paul Prates, José Múcio e Eduardo Leite.
sem prazo declarado
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Nós temos que encorpar, valorizar, trabalhar a nossa Polícia Federal, que na minha opinião é uma das melhores polícias federais do mundo. (...) mas não pode ter interferência política como está tendo.»
Ampliar o efetivo e a estrutura da Polícia Federal e manter a corporação livre de interferência política, comparando os menos de 15 mil policiais brasileiros com os 38 mil do FBI. Cumprida se houver concurso e ampliação verificável do efetivo no mandato. Os dois números que ele usa para justificar a ampliação estão checados em separado neste dossiê. Ele não diz de quanto seria o aumento, com que orçamento nem em quanto tempo.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nós precisamos encorpar, treinar e valorizar a Polícia Federal.»
Cury promete ampliar o efetivo da Polícia Federal, treinar e valorizar a corporação, que abre a resposta dele sobre crime organizado. Para considerar cumprido, o número de servidores da PF teria de crescer ante a base de 2026, por concurso e nomeação, com melhora de remuneração e equipamento. Ele não diz de quanto seria a ampliação, de onde sairia o dinheiro nem em quanto tempo, e sustenta o pedido na comparação entre o efetivo da PF e o do FBI, que é afirmação aferível e está checada em separado neste mesmo dossiê. Já havia feito a promessa no debate da Band, em 23 de agosto.
sem prazo declarado
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«O Brasil realmente é uma grande nação. Temos terras raras e devemos trazer indústrias para processar essas terras raras.»
Atrair para o país as indústrias de processamento de terras raras, em vez de exportar o minério bruto. Cumprida se plantas de processamento forem instaladas no mandato. Ele formula o compromisso como dever, «devemos trazer», e não diz que instrumento usaria; no mesmo trecho cita o potencial de energia renovável e de hidrogênio verde sem prometer medida para eles. Lula assumiu compromisso desta mesma família em 23 de agosto de 2026, na entrevista à Record, e de novo na sabatina do Jornal Nacional, em 27 de agosto.
28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nós temos mais de 11 milhões de toneladas provadas de terras raras e nós temos que trazer indústrias para fabricar baterias, fabricar carros aqui.»
Cury promete atrair indústrias que processem no Brasil as terras raras extraídas aqui, fabricando baterias e veículos no país em vez de exportar o minério bruto. Para considerar cumprido, teria de haver plantas de processamento e de manufatura instaladas com esse objeto durante o mandato. Ele não diz que incentivo ofereceria, de que países viriam as indústrias, nem em quanto tempo, e a reserva de mais de 11 milhões de toneladas que usa como premissa é afirmação aferível e está checada em separado neste mesmo dossiê. Já havia feito a promessa no debate da Band, em 23 de agosto.
sem prazo declarado
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Vamos pacificar, sem dúvida nenhuma, a relação entre Estados Unidos e o Brasil, Brasil e Estados Unidos, porque eu sempre fui um homem da pacificação. (...) Eu sei como pacificar. Eu sei como conversar de igual para igual, mas nunca vai ser uma relação subserviente.»
Negociar com os Estados Unidos a saída do conflito comercial e diplomático, sem aceitar a sobretaxa que cita, de 25% mais 12,5%, e sem o que chama de subserviência, mantendo ao mesmo tempo a relação com a China. Cumprida se houver acordo que reduza as tarifas sobre a pauta brasileira de exportação. Ele não diz que contrapartida ofereceria nem quem conduziria a negociação; na sabatina do Jornal Nacional, seis dias depois, disse que a tarefa continuaria com diplomatas de carreira.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«As relações serão ótimas com Estados Unidos, as relações também serão ótimas com a China, porque o Brasil merece se desenvolver.»
Segunda vez que o compromisso aparece na mesma resposta, agora com a China somada aos Estados Unidos. Cumprida se as duas relações forem conduzidas sem crise comercial ou diplomática aberta durante o mandato. Sem prazo declarado.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Tem que se repaginar o currículo escolar, tem que haver empreendedorismo, gestão financeira, oratórioa.»
Cury promete refazer o currículo escolar para incluir empreendedorismo, gestão financeira e oratória, e justifica a última pela glossofobia que atribui a 75% dos jovens. Para considerar cumprido, esses conteúdos teriam de entrar no currículo da rede pública, o que depende de mudança na Base Nacional Comum Curricular e de formação de professores para dar as aulas. Ele não diz em que etapa da escolaridade entrariam nem quanto tempo de aula ocupariam. É a ocasião mais antiga da promessa no acervo: ele a repetiria no debate da Band, em 23 de agosto, quando falou de currículos do ensino fundamental e acrescentou o esporte.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Nós temos que repaginar os currículos do ensino fundamental, ter aula de empreendedorismo, aula de gestão financeira, oratória, porque 75% dos jovens têm glossofobia ou medo de falar em público. E, além disso, nós precisamos ter muito esporte para prevenir duas drogas, a droga química, cocaína e crack, por exemplo, e a droga digital.»
Mudar o currículo do ensino fundamental para incluir empreendedorismo, gestão financeira, oratória e esporte, este último apresentado como prevenção ao uso de drogas químicas e ao excesso de tela. Cumprida se a Base Nacional Comum Curricular for alterada com esses componentes. O currículo da educação básica é aprovado pelo Conselho Nacional de Educação e homologado pelo MEC, e a execução depende de estados e municípios, que são as redes donas do ensino fundamental. O índice de 75% de glossofobia está checado em separado neste dossiê. Lula tem no acervo promessa de educação financeira nas escolas, mas aqui o compromisso vem numa frase só, com quatro componentes, e ficou numa família própria.
sem prazo declarado
18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«E além disso, o que nós temos que fazer é ter uma economia distribuída. Eu quero transformar o Brasil numa das nações mais empreendedoras do planeta.»
Cury põe como objetivo do mandato transformar o Brasil numa das nações mais empreendedoras do planeta, apoiado no que chama de economia distribuída: muitos negócios pequenos em vez de poucas empresas grandes, que é como ele acha que se evita desemprego em massa com a automação. Para considerar cumprido, seria preciso uma medida declarada de comparação internacional, taxa de empreendedorismo ou de abertura de negócios, em que o Brasil suba de posição, e ele não diz qual usaria nem a que posição quer chegar. Os instrumentos que cita para o objetivo são as promessas de crédito a microempresas, do banco e da escola do empreendedor.
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Assim, nós vamos transformar a nação brasileira numa das nações mais empreendedoras do planeta, preparando esta nação para o tsunami da inteligência artificial e da robótica.»
Fecho da tréplica em que o candidato encadeia o financiamento de microempresas, a cisão do BNDES e as escolas e agências do empreendedor. Cumprida se o Brasil subir na taxa de empreendedorismo aferida por medida declarada, e o candidato não disse qual seria. Sem prazo declarado.
sem prazo declarado
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«Para mim, nós teríamos que tratar a corrupção como crime hediondo, crime violento. E teria que ter um prazo para julgar, no máximo seis meses, e ir para a cadeia mesmo. (...) A corrupção vai ser tratada como crime violento, porque é um crime contra o seu filho, a sua família e o seu futuro.»
Enquadrar os crimes de corrupção na Lei dos Crimes Hediondos e fixar prazo máximo de seis meses para o julgamento, com cumprimento de pena em prisão. Cumprida se lei com os dois dispositivos for aprovada. A Lei nº 8.072, de 1990, lista os crimes hediondos e não inclui os crimes contra a administração pública, e o tempo de tramitação de um processo depende do Judiciário, não do Executivo. Ele fecha a resposta repetindo o compromisso em termos afirmativos, depois de tê-lo aberto no condicional.
Prazo desta vez sem prazo declarado para a lei; prazo de seis meses para cada julgamento
23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta ocasião
«E pode ter certeza, se eu sentar na cadeira de presidente, se eu for digno do seu voto, nós vamos mudar essa nação. A corrupção vai ser tratada como crime violento, porque é um crime contra o seu filho, a sua família e o seu futuro.»
Segunda vez que o compromisso aparece na mesma resposta, agora no fecho e em forma afirmativa, sem o condicional da primeira ocorrência e sem repetir o prazo de seis meses para o julgamento. Cumprida se a corrupção passar a receber tratamento penal de crime hediondo. Sem prazo declarado.
Mostrando 127 checagens verificadas.
cada linha tem denominador próprio · manchete só a partir de 5 checagens
Economia
n = 36
Segurança pública
n = 18
Instituições
n = 18
Saúde
n = 15
Social
n = 12
Educação
n = 10
Internacional
n = 7
Outro
n = 6 · amostra pequena
Meio ambiente
n = 5