O que o mercado espera
Toda semana o Banco Central pergunta a mais de uma centena de instituições o que elas projetam para a economia brasileira, e publica a mediana das respostas. É a melhor medida disponível do consenso — e é uma medida de opinião, não de fato.
Mediana das projeções de até 151 instituições participantes, coletada pelo Banco Central. São expectativas, não dados apurados — mudam toda semana e costumam errar.
A coluna do ano não quer dizer o mesmo em todas as linhas: inflação e PIB são o resultado acumulado ao longo do ano; juros, dólar, desemprego e dívida são a posição projetada para 31 de dezembro. Cada linha diz qual é a sua.
| Indicador | 2026 | 2027 | Menor e maior projeção em 2026 |
|---|---|---|---|
| Inflação%acumulado no ano | 20265,12 | 20274,22 | |
| Juros% a.a.no fim do ano | 202614,00 | 202712,00 | |
| PIB%crescimento no ano | 20261,99 | 20271,60 | |
| DólarR$no fim do ano | 20265,20 | 20275,29 | |
| Desemprego%no fim do ano | 20265,40 | 20275,90 | |
| Dívida bruta% do PIBno fim do ano | 202683,30 | 202787,10 |
De onde vem este número
O Sistema de Expectativas de Mercado do Banco Central coleta projeções de bancos, gestoras, consultorias e empresas não financeiras. A mediana publicada aqui é a dos últimos trinta dias de coleta — a mesma base que o Boletim Focus usa na sua tabela principal. Instituição que não responde numa semana não entra naquela leitura.
A dispersão entre o menor e o maior palpite diz tanto quanto a mediana: quando o painel discorda muito, o consenso é frágil. E discordância entre analistas não é a mesma coisa que incerteza sobre o futuro — a primeira costuma ser bem menor que a segunda.
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