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Dados em Painel
Cenário Político · Metodologia

Como uma declaração vira checagem

Esta página descreve o processo inteiro: onde a declaração é encontrada, o que conta como evidência, quem decide a classificação, o que entra e o que não entra no placar, e como um erro nosso é corrigido à vista de todos. Nada aqui é resumo de uma regra que mora em outro lugar: é a regra.

A frase que governa todas as outras vem primeiro: classifica-se declaração, nunca pessoa. Um veredito qualifica o que foi dito naquele dia, com aquela base de comparação. Não descreve caráter, não descreve intenção e não se estende ao que a pessoa disser amanhã.

O caminho, da fala dita ao veredito publicado

São seis etapas, e nenhuma pode ser pulada. Uma checagem que chega ao fim sem fonte primária, ou sem passar pela redação, não é publicada como verificada.

  1. 1

    A declaração dita em público

    Só entra fala pública: comício, entrevista, sessão legislativa, publicação em rede social aberta, documento oficial. Conversa privada, gravação vazada sem contexto e paráfrase de terceiro não entram. A declaração é transcrita literal, entre aspas, sem corte que mude o sentido.

  2. 2

    A fonte primária, onde ela pode ser vista ou ouvida na íntegra

    Todo registro carrega o endereço do vídeo, do áudio, da transcrição oficial ou do documento em que a frase aparece completa. É o que separa checagem de acusação: quem discorda do nosso resumo consegue ir ao original e conferir sozinho.

  3. 3

    O resumo neutro do que os dados mostram

    A redação escreve o que a evidência disponível diz sobre o assunto, na linguagem mais seca que couber, sem adjetivo sobre quem falou. É o parágrafo que a pessoa checada deveria conseguir ler sem discordar dos fatos, ainda que discorde da conclusão.

  4. 4

    As fontes de evidência, uma a uma

    Cada fonte entra com endereço, instituição e data, e declarada como uma de três coisas: confirma, refuta ou contexto. Fonte sem endereço público não é aceita.

  5. 5

    A classificação

    Sai da contagem das fontes aprovadas, pela regra de maioria descrita abaixo. A única exceção é a sobreposição editorial, que exige justificativa publicada junto.

  6. 6

    A verificação pela redação

    A redação conferiu a declaração, a fonte primária e as fontes de evidência. Só depois disso a checagem recebe o selo de Verificado pela redação. Até lá ela fica como Em análise, e só aparece para quem pede explicitamente para incluir material não conferido.

O que cada classificação significa

São cinco, e a forma do bloco carrega a aritmética antes da cor: verdade é quadrado cheio, falso é cheio com uma faixa vazada no meio, impreciso é metade preenchida, disputado é partido na diagonal e sem fontes suficientes é só o contorno. Onde a forma tem aritmética, ela é a aritmética: metade preenchida é a meia verdade que impreciso vale no numerador, e o contorno vazio não tem o que preencher porque não há evidência. A cor vem depois porque verdade e falso têm luminância quase idêntica: em preto e branco, ou para quem tem deuteranopia, só a forma separa os dois.

Verdade
A maioria das fontes aprovadas confirma a declaração.
Entra no denominador do acerto e vale 1,0 no numerador.
Falso
A maioria das fontes aprovadas refuta a declaração.
Entra no denominador do acerto e vale 0,0 no numerador.
Impreciso
A redação avaliou que a declaração tem base real, mas omite contexto ou usa a base de comparação errada. É juízo editorial, nunca contagem automática.
Entra no denominador do acerto e vale 0,5 no numerador.
Disputado
As fontes aprovadas empataram: o mesmo número confirma e refuta. Fica registrado como contagem própria e não entra no índice.
Fora do acerto: não entra no numerador nem no denominador.
Sem fontes suficientes
Nenhuma fonte aprovada até agora. Não entra em placar nenhum: a ausência de evidência não é evidência.
Fora do acerto: não entra no numerador nem no denominador.

Impreciso só existe por decisão da redação. Nenhuma contagem de fontes produz essa classificação, em nenhuma circunstância: é o rótulo para a declaração que tem base real mas omite contexto ou usa a base de comparação errada, e reconhecer isso é juízo editorial. O banco recusa a gravação de uma checagem imprecisa marcada como automática.

A regra de maioria, exata

A classificação automática conta apenas fontes aprovadas: fonte enviada e ainda não conferida não vota. Sobre esse conjunto, a regra é esta, e não tem outra cláusula:

Classificação automática segundo a contagem de fontes aprovadas
Fontes aprovadasClassificação
Nenhuma confirma e nenhuma refutaSem fontes suficientes
Mais confirmam do que refutamVerdade
Mais refutam do que confirmamFalso
O mesmo número confirma e refuta, acima de zeroDisputado

As duas colunas que o leitor vê na checagem são Fontes que confirmam e Fontes que refutam. Existe um terceiro tipo, Contexto, e ele não vota. É onde entra o material que ajuda a entender o assunto sem tomar partido: uma nota técnica que explica a série, o texto da lei citada, a série histórica inteira. Contado como voto, esse material decidiria empates que ele não tem como decidir, e a escolha de anexar um documento explicativo viraria, sem querer, a escolha de um veredito.

A contagem roda no banco, por gatilho, e não na tela. A chave pública deste site viaja no navegador de quem acessa: regra aplicada só pela interface é regra que uma consulta direta contorna.

O que conta e o que não conta no placar

O Acerto das declarações checadas (a coluna que as tabelas do Mentirômetro chamam de «acerto») é uma razão simples, e as duas linhas abaixo são a definição completa. Em palavras: verdade vale 1, impreciso ½, mentira 0. A tela mostra o resultado em porcentagem, de 0 a 100.

total_checado = verdades + falsas + imprecisas
acerto = (verdades + 0,5 × imprecisas) ÷ total_checado

Disputado e Sem fontes suficientes ficam fora do numerador e do denominador. As duas exclusões têm a mesma razão: nenhuma das duas situações é um resultado sobre a declaração. Disputado é uma indefinição nossa, e somá-la ao denominador puniria a pessoa por uma apuração que não fechou. Sem fontes suficientes é ausência de apuração, e ausência de evidência não é evidência. As duas aparecem como contagem própria, visível ao lado do índice, para que a exclusão não vire desaparecimento.

Invalidado nunca soma, em nenhuma configuração de filtro. Uma checagem que a redação retirou continua consultável como registro histórico, com o motivo publicado, e não entra em placar nenhum, nem quando o leitor liga o filtro que exibe as invalidadas. O placar é calculado por uma consulta que só enxerga material verificado; ligar a exibição muda o que aparece na tela, jamais o que é somado.

A mesma alegação dita de novo, e as duas contagens

Uma pessoa pública repete. A mesma afirmação volta na entrevista seguinte, no debate, na sabatina do mês que vem, com palavras diferentes a cada vez, porque ninguém decora a própria frase. Cada uma dessas vezes é uma declaração, tem fonte primária própria, com marca de tempo própria, e recebe checagem própria.

Isso cria uma pergunta que um placar sozinho não responde: cinco mentiras diferentes e uma mentira dita cinco vezes somam cinco nos dois casos, e são coisas muito diferentes. Por isso cada declaração checada aponta para uma alegação canônica, o nome estável daquilo que está sendo afirmado, escolhido pela redação, não por semelhança de texto. Duas frases parecidas podem ser alegações diferentes, e duas frases sem uma palavra em comum podem ser a mesma.

Com ela, o Mentirômetro passa a ter duas leituras, e o alternador na barra fixa do topo troca entre elas, com a página inteira acompanhando:

  • Com repetições: cada vez que a figura disse conta. É a leitura padrão, e a que mede insistência: quem repete a mesma coisa dez vezes escolheu repeti-la dez vezes.
  • Sem repetições: cada alegação conta uma vez, por quantas vezes tenha sido dita. Mede variedade: sobre quantas afirmações distintas aquela pessoa foi apanhada.

Cada modo tem seu próprio acerto e sua própria faixa de confiança, calculados pela mesma fórmula sobre a sua própria base. Eles divergem, e a divergência é informativa: repetir três vezes a mesma verdade inflava o acerto contagem com repetições, e na outra deixa de inflar. A faixa sem repetições é mais larga porque a amostra é menor, e isso é honestidade da conta, não defeito dela.

Dentro de uma alegação canônica o veredito é um só. Se a mesma afirmação foi classificada de duas maneiras em ocasiões diferentes, uma das duas apurações está errada, e agrupar é o que faz isso aparecer. Quando aparece, a redação decide qual vale e as duas passam a valer o mesmo, com justificativa pública e registro da alteração. Até que essa decisão seja tomada, a alegação fica sem agrupamento e as ocorrências contam como distintas, que é a leitura conservadora.

Na página de cada checagem, quando a alegação foi dita mais de uma vez, há um bloco com todas as ocorrências: a data, a ocasião, a redação literal daquela vez e o link para a fala. Ele existe para que o agrupamento seja conferível por quem lê, e não uma afirmação nossa sem lastro.

A promessa, e por que ela não recebe veredito

Uma declaração afirma algo sobre o passado ou o presente, e por isso pode ser confrontada com dado que já existe: o número bate ou não bate. Uma promessa afirma intenção sobre o futuro. No dia em que é feita ela não é verdadeira nem falsa: ela é, mais tarde, cumprida, cumprida em parte, descumprida, abandonada, ou ainda não vencida.

Por isso a promessa mora em mesa própria, com vocabulário próprio, e nunca recebe selo de verdade ou mentira. Se ela entrasse no acervo de checagem, o cadastro lhe daria uma classificação, e um selo de mentira numa promessa que apenas ainda não venceu seria acusação sobre pessoa real produzida por um gatilho, sem ninguém decidir.

  • Registrada: O compromisso está no acervo com a fonte. A redação ainda não avaliou o que foi feito dele.
  • Em andamento: Há ato público em curso na direção do que foi prometido, e o prazo não venceu.
  • Cumprida: O que foi prometido aconteceu, e a fonte que mostra isso está anexada.
  • Cumprida em parte: Parte do que foi prometido aconteceu, e a parte que faltou está descrita.
  • Descumprida: O prazo venceu sem que o que foi prometido acontecesse.
  • Abandonada: O compromisso foi retirado em público por quem o fez.

Sair de Registrada exige justificativa pública: o banco recusa a mudança sem o argumento ao lado. Dizer que alguém descumpriu uma promessa é uma afirmação sobre pessoa real, e ela não existe no acervo sem a apuração que a sustenta, datada e assinada pela redação.

A contagem funciona como a das alegações, e pela mesma razão: a mesma promessa é feita com outras palavras em cada comício. Cada ocorrência aponta para um compromisso, o nome canônico daquilo que foi prometido, e é isso que permite dizer quantas vezes a pessoa voltou ao mesmo compromisso, e em quais ocasiões. «Fez setenta e seis promessas» e «tem quarenta e sete compromissos» podem descrever a mesma pessoa na mesma campanha, e a tela mostra os dois números porque eles respondem a perguntas diferentes.

O setor, e por que ele é um só

Toda declaração verificada carrega um setor, a área de política pública de que ela trata. São dez, o vocabulário é fechado, e o banco recusa verificar uma checagem sem ele.

  • EconomiaInflação, emprego, renda, juros, câmbio, tributos, contas públicas, crescimento.
  • Segurança públicaCrime, polícia, homicídios, facções, armas, violência doméstica e feminicídio.
  • SaúdeSUS, filas, vacinas, medicamentos, epidemias, profissionais de saúde.
  • EducaçãoEscolas, universidades, institutos federais, alfabetização, professores.
  • SocialAssistência, previdência, direitos trabalhistas, moradia, fome, desigualdade.
  • InfraestruturaTransporte, obras, energia, saneamento, telecomunicações.
  • Meio ambienteDesmatamento, clima, unidades de conservação, terras indígenas, licenciamento.
  • InstituiçõesJudiciário, Congresso, eleições, corrupção, liberdade de imprensa, Forças Armadas.
  • InternacionalPolítica externa, comércio exterior, tarifas, organismos multilaterais, migração.
  • OutroNada acima descreve o assunto. Escolha só depois de descartar os nove.

Um valor por declaração, e não vários. A pergunta que o setor existe para responder é em que assunto esta figura erra mais, e ela só tem resposta se as parcelas fecharem em cem por cento. Com etiqueta múltipla, somar por assunto dá mais do que o acervo inteiro, e a frase «um terço das mentiras é de economia» deixa de ser verificável.

A exigência vale no momento em que a checagem passa a contar, e não no momento em que ela é escrita. Contribuição da comunidade chega com declaração e fonte, não com taxonomia editorial; é a moderação que classifica antes de publicar. O efeito é que nenhum gráfico de setor tem uma fatia «sem assunto»: ou a declaração tem setor, ou ela não está em conta nenhuma.

A ocasião, e por que a mesma checagem conta quatro vezes

Uma ocasião é um momento datado dentro de um evento: o debate, a sabatina, a entrevista, o comício, o pronunciamento, a coletiva. Ela existe porque a escala do evento é grossa demais para o que a checagem apura: numa campanha de um ano, uma fala dita num debate de terça vira mais uma linha numa lista de duzentos nomes, e a pergunta “quem se saiu pior no debate de ontem” não tem onde ser respondida.

Uma declaração vinculada a uma ocasião conta em quatro placares ao mesmo tempo: o vitalício da pessoa, o daquela noite, o do evento em que a noite acontece, e o da pessoa dentro desse evento. Não é contagem em dobro: são quatro recortes do mesmo registro, e cada um responde a uma pergunta diferente. A soma das ocasiões de um evento é sempre menor que o placar do evento, porque a maior parte do que se diz numa campanha é dita fora de debate, e a página imprime as duas contagens lado a lado para que a diferença não pareça erro.

O vínculo é sempre manual. Não há regra automática por data, e a razão é banal: duas ocasiões podem acontecer no mesmo dia. E há uma trava no banco que a redação não consegue contornar pela tela: uma declaração só pode ser atribuída a quem está na lista de presentes. Tirar da lista alguém que já tem fala vinculada também é recusado, porque a página passaria a publicar uma citação de quem ela própria diz não ter estado lá.

O índice de uma ocasião não se compara com o acerto vitalício de ninguém. Numa noite, cada pessoa tem entre zero e quatro falas checadas, e o intervalo de confiança sobre essa amostra cobre quase todo o eixo. Por isso a tabela de presentes é ordenada por contagem de mentiras, e não pelo limite inferior de Wilson que ordena o resto do módulo: Wilson existe para impedir que amostra pequena lidere, e usá-lo onde toda amostra é pequena ordenaria ruído com aparência de rigor.

Mediadores e convidados podem ser checados numa ocasião sem serem candidatos. Quando isso acontece, a declaração conta no placar da noite e no placar vitalício da pessoa, e não conta no placar do evento, que é somado a partir das candidaturas registradas. A tabela de presentes marca essas linhas, em vez de deixar o leitor descobrir sozinho que os números não fecham.

Por que o ranking usa o intervalo de Wilson

A proporção crua não ordena nada quando a amostra é pequena. Quem tem uma única checagem verdadeira tem índice de 100,0% e lideraria qualquer ranking ordenado por proporção, à frente de quem tem noventa verdades em cem checagens. O problema não é de justiça: é de aritmética, e a aritmética tem solução conhecida.

O ranking é ordenado pelo limite inferior do intervalo de Wilson a 95%, a resposta à pergunta “qual é o pior valor plausível para esta proporção, dada a amostra que temos”. Com uma checagem, o limite despenca; com cem, ele encosta na proporção.

Limite inferior de Wilson a 95% conforme o tamanho da amostra
ChecagensVerdadesAcerto cru (%)Limite inferior (%)
11100,0%20,7%
55100,0%56,6%
1005050,0%40,4%
100100100,0%96,3%

A faixa desenhada na régua de cada figura é esse mesmo intervalo. A ponta esquerda da faixa é o número que ordena a tabela, e não uma ilustração dele. Desenho e algoritmo são o mesmo objeto, de propósito: é o que impede a classe de defeito em que o gráfico mostra uma coisa e a ordem da lista mostra outra.

Quem tem menos de 5 checagens contadas sai do ranking principal e aparece num bloco separado, marcado como Amostra pequena. Abaixo disso a faixa cobre mais de metade do eixo, e misturar uma pessoa com duas checagens e outra com sessenta na mesma lista ordenada é publicar um primeiro lugar que não significa nada.

Quando a redação sobrepõe a contagem

A contagem de fontes acerta na maioria dos casos e erra em alguns. Duas fontes fracas que confirmam não valem uma auditoria oficial que refuta, e nenhuma contagem sabe disso. Por isso a redação pode sobrepor a classificação automática, e a sobreposição tem preço.

Toda sobreposição manual exige justificativa escrita e pública. O banco não aceita a troca sem ela. A justificativa aparece na própria checagem, junto do selo, e a interface deixa explícito que aquele veredito não veio da contagem: o leitor sabe que houve decisão editorial ali, e lê a razão dela antes de aceitar o resultado.

Enquanto a sobreposição vale, fonte nova não muda o selo: recalcular por cima apagaria em silêncio uma decisão assinada. Quando a redação desfaz a sobreposição, a classificação volta na hora para o que a contagem diz, e a justificativa sai junto: ela documentava uma decisão que deixou de existir, e mantê-la faria a tela publicar um argumento ao lado de um selo que não é mais o dele.

Como corrigimos erros

Erramos, e o desenho do módulo assume isso desde o início. O que não é aceitável é corrigir sem que se veja.

Invalidado. A redação retirou esta checagem, e o motivo está publicado abaixo. Continua visível como registro histórico e não soma em placar nenhum. O motivo é obrigatório e escrito por extenso: o banco recusa a invalidação sem ele. A checagem invalidada não é apagada: continua no endereço em que foi publicada, riscada e com a razão em cima, porque quem leu e compartilhou o veredito antigo precisa poder voltar e encontrar a correção no mesmo lugar.

Correção é sempre visível, nunca silenciosa. Trocar o texto de um veredito no lugar, sem marca, transformaria a checagem num documento sem história, e a história é justamente o que permite conferir se mudamos de opinião por evidência nova ou por pressão.

O filtro de verificação, e os três estados

Toda tela do módulo que lista checagens tem um controle com três estados. Ele governa o que aparece. E, num dos casos, muda o estatuto de todos os números da tela.

  • Somente verificadas

    O padrão. Só entra o que a redação conferiu. É o estado em que os números da tela podem ser citados sem ressalva.

  • Verificadas + em análise

    Inclui o material enviado e ainda não conferido, marcado como Em análise. Ligar este estado marca todo número da tela como provisório, com aviso desenhado: um placar que mistura conferido e não conferido não é um placar.

  • Exibir invalidadas

    Traz de volta o que a redação retirou, riscado e com o motivo. Continua sem somar em placar nenhum. Serve para auditar o nosso histórico de erros, não para reabrir o veredito.

O estado escolhido vive no endereço da página. É deliberado: uma tela que mostra material não conferido precisa ser compartilhável exatamente como foi vista, para que quem receber o link veja os mesmos avisos que quem enviou. Filtro guardado só na memória do navegador produziria duas telas diferentes sob o mesmo endereço, e a diferença entre elas é justamente a que muda o valor do que está escrito.

A enquete de intenção de voto

Isto não é pesquisa eleitoral registrada, e não pode ser lido como uma. O art. 33 da Lei 9.504/97 obriga quem realiza pesquisa de opinião pública relativa a eleição a registrar cada uma na Justiça Eleitoral antes de divulgá-la, com metodologia, plano amostral e contratante. Nada aqui passa por esse registro, porque nada aqui é aquilo.

O que existe é uma enquete entre leitores cadastrados: um levantamento não probabilístico, aberto a quem tem conta neste portal e confirmou o e-mail. Não há sorteio, não há cota, não há peso por perfil demográfico. Quem responde é quem decidiu responder, e essa população não representa o eleitorado de lugar nenhum.

  • Uma intenção de voto por cargo, por evento

    Cada conta declara no máximo uma intenção para cada cargo de cada evento. Trocar de opinião substitui a declaração anterior e fica registrado no histórico, sem somar duas vezes.

  • Branco ou nulo e “ainda não decidi” são opções explícitas

    As duas existem na tela porque sem elas o agregado mente. Quem não pretende votar em ninguém e quem ainda não escolheu seriam empurrados para um candidato, ou sumiriam do denominador, e nos dois casos os percentuais publicados descreveriam uma decisão que ninguém tomou.

  • O motivo é opcional e passa por moderação

    Quem quiser explicar a escolha pode escrever uma linha. O texto só aparece depois de conferido, e a declaração é contada de qualquer forma.

Recorte com menos de 20 respostas não é publicado. A supressão acontece dentro do banco, e não na tela: o recorte pequeno não sai de lá, nem por consulta direta. Com mais de cinco mil municípios e uma base de leitores, um recorte de duas ou três respostas identifica pessoas, e a diferença entre dois recortes publicados é o ataque clássico contra agregado. Onde o piso não é alcançado, a tela diz que o recorte foi suprimido, em vez de mostrar um número frágil sem aviso.

Quem pode responder a cada cargo

A enquete respeita a geografia do cargo. A verificação é feita pelo banco, no momento em que a declaração é gravada, e não pelo formulário: a tela é sugestão, o banco é a regra.

  • Cargo nacional

    Qualquer conta com e-mail confirmado pode declarar intenção. Presidência e Senado por outra via não têm recorte territorial de eleitor neste módulo.

  • Cargo estadual

    Só quem declarou aquela unidade da federação no próprio perfil. Quem não declarou localidade não vota em cargo estadual.

  • Cargo municipal

    Só quem declarou aquele município. A checagem é do município exato, não do estado que o contém.

Trocar de unidade da federação ou de município trava nova troca por 90 dias. Sem essa trava, o caminho para inflar um recorte municipal é curto: mudar de cidade, declarar, voltar, repetir. A localidade do momento da resposta fica congelada junto com ela: quem se mudar depois não reescreve o agregado do passado, e as declarações que a localidade nova não cobre mais são desativadas com o motivo registrado, em vez de apagadas.

A regra editorial que governa tudo

Três compromissos, e nenhum deles é negociável por conveniência de tela ou por pressa de publicação.

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    Classifica-se declaração, nunca pessoa

    Nenhum rótulo deste módulo é adjetivo de gente. O selo de uma declaração é «Falso», que qualifica a frase e não quem a disse: falsidade não é o mesmo que dolo, e nenhum selo afirma que houve intenção de enganar. O plural «mentiras» aparece nos contadores, e ali ele conta um acervo de declarações classificadas como falsas; nunca é aplicado a uma pessoa.

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    Toda afirmação da plataforma tem fonte clicável

    A declaração tem a fonte primária onde ela pode ser vista na íntegra. Cada evidência tem o endereço do documento. Um veredito sem link é um veredito sem apuração publicada, e não vai ao ar.

  3. 3

    Correções são visíveis

    Nada é editado em silêncio. O que foi retirado continua no endereço em que foi publicado, com o motivo por escrito, porque o leitor que viu o erro precisa encontrar a correção no mesmo lugar.

Onde continuar