“Nós não podemos ser subservientes, colocar 25% mais 12,5%, 37,5%, e prejudicar a nossa pauta de exportação.”
Escritor Augusto CuryAVANTEVerificado pela redação
- Dito em
- 23 de agosto de 2026
- Onde foi dito
- Debate da Band, primeiro turno
Eleições 2026 - Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião13 mentiras de 71 checadas
O que recebeu o selo
O veredito recai sobre as três alíquotas. A qualificação de que isso é uma crueldade é juízo e não recebe selo.
O que os dados mostram
As três alíquotas conferem e a soma está certa. O aviso do Representante de Comércio dos Estados Unidos publicado no Federal Register em 20 de julho de 2026, na investigação da Seção 301 sobre comércio digital e serviços de pagamento eletrônico do Brasil, impôs tarifa adicional de 25% sobre todos os produtos brasileiros, com as exceções do Anexo I, a partir de 22 de julho de 2026. O aviso de 28 de julho de 2026, que trata de 60 economias investigadas por não proibirem a importação de bens produzidos com trabalho forçado, fixou 10% para as economias que já têm proibição ou que se comprometeram a tê-la e 12,5% para as demais; o item 8 desse aviso determina expressamente 12,5% sobre os produtos do Brasil, com efeito a partir de 24 de julho de 2026. Somadas, as duas medidas dão os 37,5% que ele citou.
Leitura do parágrafo inteiro, e não da ementa: é ela que traz a distinção entre 10% e 12,5% no aviso do trabalho forçado, e a determinação nominal para o Brasil no item 8, que é a que fixa o veredito. O contraexemplo mais forte é que nem toda mercadoria paga os 37,5%. As duas medidas têm anexos de exceção, e mais de dois mil produtos brasileiros saíram da lista, entre eles carne bovina, café, suco de laranja, pescados e componentes de aeronaves. A soma que ele cita é a alíquota cheia sobre quem não está isento, e não a alíquota média da pauta. Conferido no texto integral dos avisos no Federal Register, e não em reportagem sobre eles. Atribuição: a Band registrou na cobertura do debate que ele falou de «alíquotas que somam 37,5%».
Classificação automática: 2 fontes confirmam contra 0 que refutam: verdade. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.
A evidência
Fontes que confirmam2
Federal Register (USTR) · 20/07/2026
Notice of Action: Brazil's Acts, Policies, and Practices Related to Digital Trade and Electronic Payment Services, 20/07/2026: tarifa de 25% sobre todos os produtos do Brasil, vigente em 22/07/2026
Federal Register (USTR) · 28/07/2026
Notice of Actions in Section 301 Investigations [...] Forced Labor, 28/07/2026, item 8: 12,5% sobre os produtos do Brasil, vigente em 24/07/2026, contra 10% para as economias com proibição em vigor
Fontes que refutam0
Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.
Contexto, sem tomar lado2
Forbes Brasil
EUA ampliam lista de isenções e retiram mais de 2.100 produtos brasileiros do tarifaço, julho de 2026: carne bovina, café, laranja, suco de laranja e componentes de aeronaves entre os isentos
Band · 23/08/2026
Augusto Cury: «Sei pacificar, mas relação com EUA não será subserviente»: registra a fala sobre «a cobrança cumulativa de alíquotas que somam 37,5%»
Histórico
- 04/09/2026Criada pela redação.
- 04/09/2026Verificada pela redação.
SetorInternacionalPolítica externa, comércio exterior, tarifas, organismos multilaterais, migração.
Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.