“Desde 2004, a imprensa me considera o autor brasileiro mais lido no país. Então, eu fui o autor brasileiro mais lido no século XX.”
Escritor Augusto CuryAVANTEVerificado pela redação
- Dito em
- 18 de agosto de 2026
- Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião3 mentiras de 35 checadas
O que recebeu o selo
O veredito recai sobre o conjunto da fala, o reconhecimento pela imprensa e o século a que ele o atribui. A oração «no século XX» só existe na legenda automática e nenhuma reportagem sobre esta sabatina a reproduz, o que está registrado no campo de condicional.
O que os dados mostram
A primeira metade se sustenta e a segunda troca o século. Cury estreou como autor em 16 de abril de 1999, com «Inteligência Multifocal», e publicou um segundo livro em 2000; o século XX terminou em 31 de dezembro de 2000, com ele no início da carreira editorial. A circulação em massa veio depois: em 2010 a revista Trip registrava cerca de 11 milhões de exemplares vendidos, em 2011 a IstoÉ contabilizava cerca de 12 milhões distribuídos em 28 obras e o classificava como o maior vendedor de livros do país, e em 2017 a Forbes, citando o mercado editorial, registrava mais de 30 milhões de exemplares e o apresentava como o autor mais lido do país naquele século. O próprio sítio dele diz «o autor mais lido da última década no Brasil, pela revista ISTOÉ e pelo jornal Folha de S. Paulo». O reconhecimento existe, e é do século XXI.
A data da estreia está na relação de obras com data de publicação: «Inteligência Multifocal» em 16 de abril de 1999 e «A Pior Prisão do Mundo» em 2000. A leitura mais generosa, a de que «século XX» fosse forma coloquial para «virada do século», também não sustenta a frase: as reportagens que o apontam como o mais lido são de 2010 em diante, e o marco que ele mesmo cita, 2004, já é século XXI. Nenhuma das páginas de editora brasileira ou portuguesa do livro traz a data da primeira edição, e por isso a data de 1999 entra como contexto, pela relação de obras, e não como fonte que vota. O que vota é a caracterização publicada pela imprensa, que fala em «últimas décadas» e «século XXI»; o sítio oficial dele fala em «última década», não em século XX. Este dossiê não aplica falso porque a oração anterior, dita por ele na mesma respiração, é a versão correta do mesmo fato, e o erro está no rótulo do século, não no reconhecimento.
O que ainda falta apurar: A expressão «século XX» só aparece na legenda automática do YouTube; nenhuma reportagem sobre esta sabatina reproduz a frase.
Sobreposição editorial
A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. O reconhecimento existe e é do século XXI: ele estreou como autor em abril de 1999 e a circulação em massa começou nos anos 2000, com IstoÉ, Folha e Forbes o apontando como o mais lido do país no século atual e na última década.
A evidência
Fontes que confirmam1
Estado de Minas
10 livros de Augusto Cury que conquistaram milhões de leitores, agosto de 2026: «autor de mais de 70 livros publicados e traduzidos em mais de 70 países», consolidado como um dos escritores brasileiros mais lidos das últimas décadas
Fontes que refutam0
Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.
Contexto, sem tomar lado3
Augusto Cury
Sítio oficial de Augusto Cury: «O Autor Mais Lido da Última Década», com o reconhecimento atribuído à revista ISTOÉ e à Folha de S.Paulo
Wikipédia
Verbete Augusto Cury, relação de obras com data: estreia com «Inteligência Multifocal» em 16 de abril de 1999 e «A Pior Prisão do Mundo» em 2000
Gazeta do Povo · 13/04/2026
Por que Augusto Cury, escritor da autoajuda, quer ser presidente do Brasil, 13/04/2026: reconhecido como um dos escritores brasileiros mais bem-sucedidos do século XXI, com mais de 30 milhões de exemplares, e atrás de Paulo Coelho em vendas de todos os tempos
Histórico
- 04/09/2026Criada pela redação.
- 04/09/2026Verificada pela redação.
- 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.
SetorOutroNada acima descreve o assunto. Escolha só depois de descartar os nove.
Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.