“A cada 5 ou 6 horas, Caiado, uma mulher é morta pelos seus parceiros. 1571 mulheres no ano passado.”
Escritor Augusto CuryAVANTEVerificado pela redação
- Dito em
- 23 de agosto de 2026
- Onde foi dito
- Debate da Band, primeiro turno
Eleições 2026 - Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião13 mentiras de 71 checadas
O que os dados mostram
Os dois números batem, e o total é exato. O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em julho de 2026, registra 1.571 vítimas de feminicídio no Brasil em 2025, alta de 4,0% sobre 2024 e maior número da série. Distribuídas por 8.760 horas do ano, dá uma morte a cada 5 horas e 35 minutos, dentro do intervalo de 5 a 6 horas que ele citou. O mesmo Anuário mostra que, nos casos com autoria identificada, 60,9% foram cometidos por parceiro íntimo, 18,9% por ex-parceiro e 12,1% por familiar. Na leitura estrita da oração, só parceiro e ex-parceiro, são 79,8% dos casos, ou uma morte a cada 7 horas, e não a cada 5 ou 6.
Divergência declarada: a Lupa, publicada pela Band, deu o mesmo veredito de verdadeiro, mas com 1.568 vítimas e média de uma a cada 5 horas e 35 minutos. O infográfico do próprio Anuário 2026 traz 1.571, que é exatamente o número que ele citou, e é esse que o dossiê usa. Conferido no PDF do Anuário, onde o número mora. O contraexemplo mais forte é a leitura estrita de «pelos seus parceiros», que exclui familiares e desconhecidos e alarga o intervalo para cerca de 7 horas; ela não derruba o veredito porque o total de 1.571 e o intervalo de 5 a 6 horas conferem para o feminicídio como o Anuário o mede, mas está registrada aqui e no resumo. Formulação diferente da sabatina do Jornal Nacional de 29/08/2026: lá as 1.571 mulheres vieram na pergunta do entrevistador e não entraram no placar; aqui são fala dele, com a cláusula adicional sobre os parceiros.
Classificação automática: 2 fontes confirmam contra 0 que refutam: verdade. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.
A mesma alegação, dita 5 vezes
No Brasil uma mulher é morta pelo parceiro ou por familiar a cada cinco ou seis horas
No placar acumulado essas 5 ocorrências contam 5. No consolidado contam uma. Por que as duas contagens existem.
- 18/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News com Augusto Cury
«A cada 5 ou 6 horas, uma mulher é morta pelos seus parceiros ou pelos seus familiares.»
- 23/08/2026Debate da Band, primeiro turno
«A dor da mulher que a cada 5 ou 6 horas sofre o feminicídio.»
O veredito recai sobre o intervalo entre feminicídios no país.
- 23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta
«A cada 5 ou 6 horas, Caiado, uma mulher é morta pelos seus parceiros. 1571 mulheres no ano passado.»
- 28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN com Augusto Cury
«É uma mentira quando uma mulher, reitero que é morta pelos seus parceiros a cada 5 ou 6 horas, essa dor da mulher não é de direita ou de esquerda.»
O veredito recai apenas sobre o intervalo de cinco ou seis horas entre mortes de mulheres por parceiros. A afirmação de que essa dor não tem lado ideológico é juízo e não se checa.
- 28/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN com Augusto Cury
«A cada 5 ou 6 horas uma mulher é morta pelos seus parceiros ou familiares.»
A evidência
Fontes que confirmam2
Fórum Brasileiro de Segurança Pública
20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, edição completa, julho de 2026
Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Segurança em números 2026 (p. 2): 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, alta de 4,0%; parceiro íntimo 60,9%, ex-parceiro 18,9%, familiar 12,1%
Fontes que refutam0
Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.
Contexto, sem tomar lado2
Aos Fatos · 23/08/2026
Checamos em tempo real o debate presidencial da Band: transcrição literal da fala sobre feminicídio
Lupa/Band · 24/08/2026
Veja checagem do que Renan, Caiado e Cury falaram no debate da Band: transcrição literal e rótulo «verdadeiro», com 1.568 vítimas
Histórico
- 04/09/2026Criada pela redação.
- 04/09/2026Verificada pela redação.
SetorSegurança públicaCrime, polícia, homicídios, facções, armas, violência doméstica e feminicídio.
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