Em andamento
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Acerto 71% · n = 122 · 18 falsas
Acerto de 71 em 100, sobre 122 declarações checadas. verdade vale 1, impreciso ½, mentira 0. Disputado e sem fontes ficam fora da conta, nem em cima nem embaixo.
cada evento tem denominador próprio
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Acerto 71% · n = 122 · 18 falsas
20 das 93 alegações de Zema foram ditas mais de uma vez: a mais repetida, 5 vezes.
13 alegações · 122 vezes
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«E fiz em Minas Gerais 7 anos e meio sem corrupção, sem escândalo. Não levei um parente para trabalhar.»
O veredito recai sobre a ausência de corrupção e de escândalo no período de governo.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Mas essa questão, Celso, a oposição não tem o que falar de corrupção no meu governo, não tenho o que falar de escândalo, não tenho que falar de gestão ruim, porque eu levei um time de elite.»
O veredito recai sobre a afirmação de que não houve corrupção nem escândalo no governo dele em Minas Gerais, e não sobre a avaliação da própria equipe.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Não vou abrir mão dos meus princípios éticos, morais e de boa gestão. Dá para conciliar. Em Minas, nós avançamos. Veja se teve escândalo ou fraude durante meu governo?»
O veredito recai sobre a última oração, a pergunta retórica que afirma não ter havido escândalo ou fraude no governo dele. A recusa de abrir mão de princípios é declaração de intenção e não se checa.
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«A única empresa que não foi privatizada e será é a CEMIG.»
A afirmação de que a Cemig é a única empresa estatal de Minas Gerais que não foi privatizada. A previsão de que ela será privatizada é compromisso futuro e não recebe veredito.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Você disse: Faltou uma empresa só que nós não privatizamos, faltou a Cemig, as demais nós vendemos as participações e privatizamos a Copasa e tivemos a grande maioria para privatizar a Copasa.»
O veredito recai sobre a afirmação de que faltou privatizar uma empresa só, a Cemig, e que todas as demais tiveram participação vendida.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«O estado de Minas, quando eu assumi, já tinha incentivos fiscais para os setores. Fábricas de cerveja tem incentivo, autopeças, quem fabrica tem incentivo, e-commerce tem incentivo. Eu não criei nenhum incentivo.»
A afirmação de que não criou nenhum incentivo fiscal. A parte sobre rodar o país para atrair empresas é relato de atuação e não recebe veredito.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Todo incentivo que existiu... existe em Minas, na minha gestão, foi criado antes de eu assumir, em 1º de janeiro de 2019. Eu não criei um incentivo.»
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Me falem algum governador ou até presidente que reduziu quase 50.000 cargos na máquina pública. Eu fiz isso em Minas. Só com isso, o Estado de Minas economizou por ano cerca aí de R$ 4 bilhões de reais.»
O número de cargos reduzidos em Minas Gerais e a economia anual atribuída a essa redução. O desafio retórico a outros governantes não recebe veredito.
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Eu falei que em Minas nós fizemos quase 50.000 cargos, que a proporção para o Brasil seria 500.000.»
O veredito recai sobre o corte de quase 50 mil cargos em Minas Gerais.
101 promessas de Zema no acervo, sobre 57 compromissos distintos.
nenhum avaliado ainda
Por que a promessa não recebe veredito
57 compromissos · 101 vezes prometidos
Prazo durante o mandato, sem data declarada
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Vou mandar a reforma da previdência. Eu não vou ficar fazendo via PEC ou via projeto de lei. O que for mais viável, que é viável é projeto de lei. Então que seja projeto de lei.»
Terceira ocorrência do compromisso de nova reforma da previdência, agora com o instrumento: ele diz que enviará pelo caminho mais viável e que o mais viável é projeto de lei, e não emenda constitucional. Cumprir significa o envio da proposta ao Congresso no início do governo, já que respondia sobre o primeiro dia de mandato. A transcrição automática registra a frase sobre o instrumento de forma truncada.
Prazo desta vez no início do governo, em resposta à pergunta sobre o primeiro dia de mandato
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Uma nova reforma previdenciária. A expectativa de vida tá crescendo, não tem como ficar contribuindo o mesmo tempo. Aquela reforma de 2019 já não é mais suficiente.»
Compromisso de fazer uma nova reforma da previdência, com um parâmetro declarado: o tempo de contribuição não pode continuar o mesmo enquanto a expectativa de vida cresce. É a terceira das quatro frentes, e em (34:29) ele define a via, dizendo que manda o que for mais viável e que o viável é projeto de lei, ainda que a entrevistadora aponte na sequência o risco de insegurança jurídica dessa escolha. Não diz quais idades, quais regimes nem que regra de transição pretende, e não restringe o alcance ao regime próprio dos servidores. Seria cumprida com a aprovação de mudança nas regras de idade ou de tempo de contribuição enviada ou apoiada pelo governo. A avaliação de que a reforma de 2019 não basta é juízo sobre suficiência, não número, e por isso não vai à mesa de checagem.
Prazo desta vez primeiro ano de governo, pela régua das quatro frentes em (21:10); em (34:29) diz que a manda por projeto de lei, «o que for mais viável»
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Como eu disse (...) nós vamos fazer uma reforma da previdência (...) Se elas não forem aprovadas no seu primeiro ano, o mercado vai cobrar o preço.»
Segunda ocorrência do compromisso de nova reforma da previdência, dita na resposta sobre o resultado fiscal que derrubaria os juros. Ele a inclui entre as quatro medidas cuja não aprovação no primeiro ano, diz, o mercado cobrará. Cumprir significa o envio e a aprovação da reforma. Prazo declarado: o primeiro ano de governo.
Prazo desta vez primeiro ano de governo
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Primeiro, que que eu quero fazer? Todo o direito tá adquirido. Quem recebe aposentadoria vai continuar recebendo. (...) Para quem tiver entrando no mercado de trabalho. (...) o que eu quero é que permaneça o sistema atual e que seja feito um cálculo atuarial e, à medida que a expectativa de vida crescer, que seja feita a devida correção. Só isso. E nunca mais vamos precisar falar em reforma da previdência.»
Compromisso de uma nova reforma da previdência com três limites que ele mesmo põe: vale só para quem entrar no mercado de trabalho depois dela, preserva integralmente quem já recebe e não altera a idade mínima de hoje, mantendo o sistema atual acrescido de um gatilho. O gatilho é o conteúdo da promessa: um cálculo atuarial que corrija o tempo de contribuição à medida que a expectativa de vida sobe, mecanismo que ele chama de legado e cujo efeito situa em vinte, trinta e quarenta anos. Perguntado quatro vezes por Lauro Jardim e por Maria Cristina Fernandes qual seria a idade mínima que proporia, recusou o número: «essa conta eu não tenho ela aqui agora.» A promessa fica registrada sem meta de idade, e essa ausência é parte dela. Seria cumprida com a aprovação de regra que vincule automaticamente tempo de contribuição ou idade à expectativa de vida medida pelo IBGE, aplicável a quem ingressar no mercado depois da vigência. O déficit de cerca de 400 bilhões de reais por ano e a informalidade de 40 milhões de brasileiros, ditos na mesma resposta, são afirmações sobre o presente e estão na mesa de checagem desta ocasião.
Prazo desta vez sem prazo declarado; ele descreve o efeito do mecanismo em «20, 30, 40 anos»
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Agora, o que que vai acontecer nos próximos 20 anos? Vamos dizer que a expectativa do brasileiro nos próximos 20 anos aumentou 3 anos. Vai ter, de acordo com o cálculo atuarial, o ajuste do tempo de contribuição de acordo com essa maior expectativa de vida. Isso é algo natural. É como se fosse um gatilho. Isso acontece em muitos países do mundo.»
Terceira formulação do mesmo compromisso na mesma resposta, agora dizendo o que o gatilho ajusta: o tempo de contribuição, e não a idade mínima, na proporção do aumento da expectativa de vida. Dito depois de a entrevistadora pedir a conta de quanto a idade mínima precisaria subir e de ele responder que não tem a conta ali. Seria cumprida se o ajuste automático do tempo de contribuição entrar em vigor. Ele não diz a fórmula nem a periodicidade da correção.
Prazo desta vez sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Ainda o que eu quero é que permaneça o sistema atual e que seja feito um cálculo atuarial e a medida que a expectativa de vida crescer, que seja feita a devida correção. Só isso. E nunca mais vamos precisar falar em reforma da previdência.»
Manter as regras de aposentadoria como estão e criar um gatilho automático: cálculo atuarial que corrija a exigência de contribuição na medida em que a expectativa de vida subir. É a segunda vez na mesma resposta que ele descreve a reforma, agora com o conteúdo, depois de o entrevistador perguntar duas vezes qual idade mínima proporia. Seria cumprida se a regra de ajuste automático pela expectativa de vida entrar em vigor. Ele não apresenta o efeito fiscal do mecanismo e diz, mais adiante, que não tem a conta consigo.
Prazo desta vez sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Perdemos uma oportunidade, então o que nós precisamos é criar. Agora é um legado que eu vou deixar, você entende? Porque aí vai, qualquer um que fizer o cálculo vai falar: «A partir de agora, com esse mecanismo aqui, a previdência passa a ser sustentável.»»
Quarta vez na mesma resposta: ele diz que criar o gatilho é o legado que pretende deixar, depois de lembrar que a reforma de 2019 previa mecanismo automático de aumento do tempo de contribuição conforme a expectativa de vida apontada pelo IBGE e que a previsão caiu. Seria cumprida se o mecanismo estiver criado e em vigor ao fim do mandato. Ele não diz por que instrumento, se emenda constitucional ou lei ordinária.
sem prazo declarado
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«O que eu quero, Celso, é acabar com a informalidade no Brasil, dar condição para quem não trabalha formalmente trabalhar. (...) O que eu quero é dar flexibilidade: todo país desenvolvido, país sério, o trabalho é por hora. Eu não quero acabar com a CLT. Deixa a CLT e põe essa outra opção aqui.»
Criar um regime de contratação por hora trabalhada, paralelo à Consolidação das Leis do Trabalho e sem substituí-la, para quem hoje não consegue trabalho formal em dias ou horários alternados. A ressalva é parte do compromisso e ele a repete: não quer acabar com a CLT, e a nova modalidade seria uma opção ao lado dela, comparada por ele à escolha entre regime total e regime parcial de bens no casamento. Os casos que dá são o estudante que quer trabalhar num sábado em lanchonete de shopping ou em rede de lojas e quem trabalha segunda, quarta e sexta por doze horas e quer também terça e quinta. Seria cumprida se um regime de contratação por hora, adicional e não substitutivo da CLT, entrar em vigor por lei. Ele não diz como ficariam férias, décimo terceiro, fundo de garantia e recolhimento previdenciário nessa modalidade, nem qual seria a jornada máxima diária, e não respondeu à comparação que a pergunta fez com as mudanças de Javier Milei na Argentina. O acervo registra o mesmo compromisso de Renan Santos no debate da Band, em 23 de agosto, e na sabatina do Globo, do Valor e da CBN, em 27 de agosto. A afirmação de que a CLT não prevê esse tipo de trabalho é sobre o presente e está checada em separado neste dossiê, com a ressalva de que o veredito depende de conferir a fala no áudio.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«O que eu quero é dar flexibilidade (...) todo país desenvolvido, país sério, o trabalho é por hora. Eu não quero acabar com a CLT. Deixa a CLT e põe essa outra opção aqui.»
Compromisso de criar, ao lado da CLT e sem revogá-la, um regime de contratação com pagamento por hora trabalhada, que ele descreve como a saída para o estudante que quer trabalhar só no sábado e para quem quer um segundo emprego em dias alternados. Cumprir significa a aprovação da lei que institua esse contrato por hora mantendo a CLT em vigor. Sem prazo declarado. A afirmação de que em todo país desenvolvido o trabalho é por hora é sobre o presente, com aferição própria, assim como a de que a CLT está perto de completar 100 anos.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Agora, hoje, por que que nós não poderíamos ter aqui no Brasil alguém que vai trabalhar, mesmo que seja na CLT, que fale: «Eu quero optar por receber aqui o meu 13º ao longo do ano». Ele poderia, você entende?»
Terceira vez que o compromisso aparece na resposta sobre trabalho, e a quarta na sabatina, agora dentro da própria CLT: permitir que o empregado escolha receber o décimo terceiro diluído ao longo do ano, em vez de acumulado. Seria cumprida se norma aprovada no governo dele autorizar essa opção. Ele não diz se a escolha seria do empregado sozinho ou negociada com o empregador, nem o efeito sobre o cálculo do fundo de garantia.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Segundo, eu vou melhorar em muito um dos problemas que a previdência tem no Brasil e que os políticos não enxergam. (...) Quase metade, 40 milhões de brasileiros não recolhem para a previdência. Se nós melhorarmos essa formalidade, esse rombo diminui sensivelmente. (...) Tem muito estudante que não pode trabalhar de segunda a sexta-feira e que tá disponível para trabalhar final de semana. Vê se existe contrato de trabalho hoje que permite isso.»
Reduzir a informalidade criando forma de contratação que hoje não existe, como o contrato só de fim de semana para o estudante, com o argumento de que mais gente formalizada diminui o rombo da previdência. É a mesma proposta de regime alternativo à CLT que ele apresentou na sabatina do Jornal SBT News, em 19 de agosto de 2026, quando disse que quer acabar com a informalidade e pôr uma opção de trabalho por hora ao lado da CLT, sem extingui-la. Seria cumprida se lei aprovada no governo dele criar essa modalidade de contrato. Ele não diz o instrumento nem o prazo.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Na hora que você vai trabalhar, você só engole CLT no Brasil. Eu quero que o patrão, o empregado tenham opções. Aqui no Brasil eles criaram uma ideia que não pode ter opção. (...) Por que que na hora de trabalhar é obrigado a ter só CLT?»
Segunda vez na mesma resposta: dar a patrão e a empregado formas de contratação para escolher, em vez da CLT como via única. Ele compara com o regime de bens do casamento, que o casal escolhe, depois de a entrevistadora observar que quem procura emprego não tem a mesma liberdade. Seria cumprida se lei aprovada no governo dele instituir alternativa de contratação de adesão facultativa. Na sabatina do Jornal SBT News, em 19 de agosto de 2026, ele já dizia que não quer acabar com a CLT, e sim pôr outra opção ao lado dela.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Agora, se nessa reforma, nessa introdução de um novo regime trabalhista, for considerado o seguinte: você vai receber por hora, mas aqui nesse seu regime de trabalho, você já está recebendo e não ficando acumulado para você receber no futuro, férias, 13º, fundo de garantia, etc. Talvez é algo que o trabalhador possa ter essa opção. Ele faz a opção. (...) Eu quero que o patrão, o empregado tenham opções.»
Terceira aparição no acervo do mesmo compromisso, e a mais detalhada até aqui: um regime de trabalho por hora, opcional, ao lado da CLT, em que férias, 13º e fundo de garantia são pagos ao longo do ano em vez de acumulados para o futuro. Duas condições que ele declara fazem parte da promessa: a escolha é do trabalhador, e a cobertura previdenciária não entra na negociação, «previdência é algo que é sagrado, sobre isso é inegociável». Ele estende a ideia a quem já está na CLT, dizendo que essa pessoa também poderia optar por receber o 13º ao longo do ano. O caso que usa para justificar é o do estudante que só pode trabalhar no fim de semana e não encontra contrato para isso. Seria cumprida com a aprovação de lei que crie a modalidade por hora, facultativa, preservada a contribuição previdenciária. Ele não diz o custo da hora, o piso, o limite de jornada nem como o trabalhador ficaria protegido da imposição do empregador, objeção que Maria Cristina Fernandes levanta duas vezes e que ele responde com a analogia do regime de bens no casamento. A afirmação sobre 40 milhões de brasileiros fora da previdência, que ele usa como razão da mudança, está na mesa de checagem desta ocasião.
Prazo durante o mandato
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Tem um presidente aqui que quer que tudo seja investigado a fundo, dou a quem doer. Isso já muda o cenário do Brasil.»
Segunda ocorrência do compromisso de mandar investigar tudo, agora como argumento de que a credibilidade do presidente por si já mudaria a percepção do país. Cumprir significa não obstruir investigação que alcance aliados e familiares. Sem prazo declarado.
Prazo desta vez sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«E quando eleito presidente, eu vou falar: «Eu quero que tudo seja investigado. Doa a quem doer.» Se for alguém do meu partido, (...) não tem problema. Se for alguém da minha família, não tem problema.»
Compromisso de não blindar ninguém de investigação, com dois alcances que ele nomeia: integrantes do próprio partido e da própria família. Repetido em (22:03), quando diz que só o fato de haver um presidente que quer tudo investigado a fundo já muda o cenário, e sustentado com o argumento de que presidente sem o que ele chama de rabo preso não se deixa chantagear. O presidente não determina a abertura de inquérito, e o compromisso aferível é de conduta: seria cumprida se, ao longo do mandato, não houver ato do governo que obstrua apuração sobre aliados ou parentes, nem troca de autoridade encarregada de investigação que alcance o próprio campo. Ele não anuncia instrumento, norma nem instância nova para isso.
Prazo desta vez durante o mandato, a partir da posse
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Agora, eu sou totalmente favorável. Diferente de outros políticos, Malu, eu não quero que ninguém fique protegido, ninguém. Eu quero investigação a fundo com relação a tudo, apuração e punição. (...) Quero investigação do mesmo jeito.»
Repetição do compromisso já registrado na entrevista ao Antagonista de 4 de agosto de 2026, aqui sob confronto: Malu Gaspar cobrou a compra de energia da Cemig junto a usinas ligadas ao grupo do banqueiro Daniel Vorcaro, a queda de um diretor da estatal e a doação de um milhão de reais da família dele ao diretório mineiro do partido em 2022. Ele responde pedindo apuração de tudo, inclusive contra quem é do próprio campo, e diz já ter pedido ao atual governador de Minas que investigue a fundo. Perguntado em seguida por que parara de citar Flávio Bolsonaro, investigado no mesmo caso, respondeu que quer investigação do mesmo jeito. Como presidente não determina abertura de inquérito, o compromisso aferível é de conduta: seria cumprida se, no mandato, não houver ato do governo que obstrua apuração sobre aliados, parentes ou financiadores, nem troca de autoridade encarregada de investigação que alcance o próprio campo. Ele não anuncia norma nem instância nova para isso.
Prazo desta vez durante o mandato, a partir da posse
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Quero investigação do mesmo jeito.»
Repetição do compromisso quinze segundos depois, agora aplicada a Flávio Bolsonaro, investigado no mesmo caso, quando a entrevistadora pergunta por que ele deixou de falar do adversário. Ele acrescenta que não tira nada do que disse e que tudo continua publicado nas redes sociais. Seria cumprida se o governo dele não interferir nem selecionar quem é investigado. O compromisso vem junto com a queixa de que há investigações tendenciosas em curso, que ele não delimita.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Como eu disse (...) nós vamos fazer uma reforma administrativa e privatizada. Se elas não forem aprovadas no seu primeiro ano, o mercado vai cobrar o preço.»
Segunda ocorrência do compromisso de privatizar as estatais, listado ao fim da mesma frase sobre as quatro medidas do ajuste. Cumprir significa a venda do controle das estatais federais. Prazo declarado: o primeiro ano de governo. A legenda automática registra a palavra como privatizada, no lugar de privatização.
Prazo desta vez primeiro ano de governo
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Quero fazer a a as privatizações, como eu mencionei aqui.»
Terceira ocorrência do compromisso de privatizar as estatais, dita na resposta sobre o que faria já no primeiro dia de governo. Cumprir significa a venda do controle das estatais federais. Sem prazo declarado nesta ocorrência, ainda que a pergunta fosse sobre o primeiro dia.
Prazo desta vez sem prazo declarado, em resposta à pergunta sobre o primeiro dia de governo
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Primeiro, privatizar tudo. Para mim não tem vaca sagrada, inclusive correios, tudo, tudo. Não tem o que não privatizar. O estado já tem uma tarefa gigante para fazer na área de segurança pública, de saúde, de educação e ainda quer ser empresário, coisa que ele não sabe fazer.»
Compromisso de privatizar as estatais federais sem exceção, com os Correios citados nominalmente como exemplo de que não há, na expressão dele, vaca sagrada. É a primeira das quatro frentes de trabalho que enumera para reequilibrar as contas públicas, e ele volta a ela duas vezes: em (21:01), quando repete as quatro, e em (34:29), quando diz querer fazer as privatizações. Não lista quais empresas, quantas, nem por qual modelo (venda de controle, venda de participação ou capitalização). Seria cumprida com a transferência do controle de estatais federais durante o mandato, e a única empresa nomeada por ele serve de referência mínima de escopo. Ele não afirma nada sobre o valor ou o número das estatais federais de hoje, então não há premissa numérica a conferir nesta fala.
Prazo desta vez primeiro ano de governo, pela régua que ele mesmo dá às quatro frentes em (21:10): «se elas não forem aprovadas no seu primeiro ano, o mercado vai cobrar o preço»
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Primeiro, Caixa não tá aí. A Caixa tem um papel social de distribuição. A Caixa não entra, não. Mas entra, mas entra BNDES, entra Banco do Brasil, entra Petrobras. (...) Eu quero levar adiante esses projetos de privatização. (...) Eu vou privatizar empresas operacionais (...) A Embrapa é uma estatal, não será privatizada (...) de forma alguma. (...) Não, de forma alguma. (...) Eu vou privatizar a empresa que tem finalidade lucrativa. Caixa não.»
A quarta ocorrência desta família no acervo é também a primeira em que ele desenha a fronteira. Em 4 de agosto de 2026 a promessa era privatizar tudo, sem vaca sagrada, com os Correios citados de exemplo; aqui ele lista quem entra, BNDES, Banco do Brasil e Petrobras, e quem fica fora, Caixa Econômica Federal, Embrapa e IBGE, com um critério declarado: privatiza a empresa que tem finalidade lucrativa, e a Caixa fica de fora por ser, na descrição dele, um braço da assistência social. Seria cumprida com a transferência de controle, ou o encaminhamento formal dela, das estatais que ele nomeia, e a exclusão das três é parte do compromisso, o que torna aferível também o que ele se comprometeu a não fazer. Ele não diz por qual modelo nem em que ordem. Na legenda automática, Embrapa aparece como «rapa» e BNDES como «BNDS», e as duas entram na citação na forma correta. As exclusões do IBGE e da Caixa Econômica Federal são respostas a perguntas de Malu Gaspar que nomeiam as duas, e as perguntas ficam aqui, e não na citação.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«E uma revisão de programas sociais. Precisamos do Bolsa Família, mas tem muita fraude e tem muito marmanjão que tem ofertas de emprego e se recusa tanto a trabalhar quanto a completar o ensino fundamental, o ensino médio. E eu vou rever isso.»
Compromisso de rever os programas sociais federais, quarta das quatro frentes, mantendo o Bolsa Família e atacando dois pontos que ele nomeia: a fraude no cadastro e o beneficiário em idade de trabalhar que recusa emprego ou não conclui o ensino fundamental e o médio. Em (34:52) situa esta frente como a que depende apenas do Executivo, sem passar pelo Congresso, e em (21:01) repete que vai rever os programas. Seria cumprida com revisão declarada dos programas, mantido o Bolsa Família, com regra publicada sobre fraude e sobre contrapartida de trabalho ou de escolaridade. A afirmação de que há muita fraude nos programas é afirmação sobre o presente, sem número nesta fala, e vai à mesa de checagem, onde pode ser confrontada com as auditorias da Controladoria-Geral da União e do Tribunal de Contas da União sobre o Cadastro Único.
Prazo desta vez sem prazo declarado; ele diz em (34:52) que esta frente depende só do Executivo, e em (36:27) que no primeiro dia manda uma série de medidas
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Como eu disse, nós vamos rever programas sociais (...) Se elas não forem aprovadas no seu primeiro ano, o mercado vai cobrar o preço.»
Segunda ocorrência do compromisso de rever os programas sociais, agora na resposta sobre qual resultado fiscal concreto produziria a queda dos juros. Ele põe a revisão entre as quatro medidas que o mercado cobrará se não forem aprovadas no primeiro ano de governo. Cumprir significa a revisão formal das regras dos programas de transferência de renda. Prazo declarado: o primeiro ano.
Prazo desta vez primeiro ano de governo
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Nós vamos fazer aquilo que for melhor, tá certo? Então nós falamos reforma da previdência, revisão dos programas sociais. Isso depende só do executivo, só. Não depende de legislativo, não.»
Terceira ocorrência do compromisso de rever os programas sociais, agora com a afirmação de que a revisão depende só do Executivo. Cumprir significa a mudança das regras dos programas por ato do próprio governo, sem passar pelo Congresso. Sem prazo declarado. A afirmação de que a revisão não depende do Legislativo é premissa sobre a norma vigente, com aferição própria.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«E dá para combater muita fraude. Tem fraude para todo lugar, inclusive nos programas sociais, que são importantíssimos serem mantidos. Precisamos combater a fraude na previdência.»
Compromisso de atacar a fraude nos programas sociais federais e na previdência, mantidos os programas, que ele qualifica como importantes de preservar. É a segunda frente que ele oferece à pergunta sobre onde cortaria, e repete, sem a contrapartida de emprego e de escolaridade, o compromisso já registrado na entrevista ao Antagonista de 4 de agosto de 2026. Seria cumprida com revisão declarada dos programas sociais federais e com regra publicada de combate à fraude no cadastro e nos benefícios previdenciários, mantidos os programas. Ele não diz quanto espera economizar, em quais programas, nem por qual mecanismo de auditoria. A afirmação de que «tem fraude para todo lugar» é juízo sobre o presente sem número nesta fala. Na legenda automática a oração sai como «Precisamos fraude na previdência»: o verbo não está na faixa, e a citação o traz na forma que a frase anterior dele, «dá para combater muita fraude», sustenta; as três palavras seguintes da faixa («e modesta parte») pertencem à frase seguinte, «modéstia à parte, eu sou especialista em fazer ajuste», e por isso ficaram fora da citação.
sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Muitos países já colocaram limites e eu acho que nós temos que fazer (...)»
Segunda vez na mesma resposta: adotar no Brasil os limites que outros países já impuseram às apostas. A frase é interrompida pela entrevistadora, que pergunta se ele fala em limitar ou em acabar, já que há regras em vigor contra a indução ao jogo. Seria cumprida se o governo dele impuser restrição à publicidade e à oferta de apostas. Ele não nomeia os países nem os limites.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Se ela hoje tiver dependendo só de bets, essa parte vai deixar de existir, sim.»
Acabar com a operação de apostas online, inclusive a da loteria estadual que ele concedeu em Minas em 2021, quando a entrevistadora pergunta se proibiria empresas como a que passou a operar jogos online no estado. Primeira das três vezes em que ele trata do assunto nesta sabatina, e a única em que diz o efeito da medida sobre a concessão mineira. Seria cumprida se as apostas de quota fixa deixarem de ser autorizadas no país no governo dele. Ele não diz o instrumento, se lei, decreto ou revogação da regulamentação em vigor.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Então eu quero acabar. Se não for possível acabar, pelo menos que seja dado um limite muito rigoroso, mais do que cigarro até. (...) Se ela hoje tiver dependendo só de bets, essa parte vai deixar de existir, sim.»
Compromisso de proibir as apostas de quota fixa e, na hipótese de a proibição não passar, de impor restrição mais dura que a do cigarro, o que na regra brasileira significaria vedar publicidade, patrocínio e exposição em espaço público. A alternativa é dele e faz parte do compromisso. Ele estende a promessa ao próprio passado: perguntado se as loterias estaduais que ele autorizou a operar apostas, caso da Loteria de Minas concedida na gestão dele em 2021, deixariam de existir, respondeu que a parte dependente de bets acabaria. Seria cumprida com o envio de proposta de proibição ou, na segunda hipótese, com regra que restrinja publicidade e acesso em patamar ao menos igual ao do tabaco. Ele não diz por qual via faria, se por lei ou por regulamento, e não trata do que aconteceria com a receita federal que a atividade gera, tema da checagem sobre bets nesta mesma ocasião. A afirmação de que o governo federal não tem programa de apoio ao viciado em jogo está na mesa de checagem.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Mas eu vou bem na linha do que eu comentei aqui. Primeiro, quem estiver no setor público precisa ter total transparência em todos os gastos, em todas as agendas. Acho que até telefonemas.»
Segunda ocorrência do compromisso de transparência total, agora como resposta ao que assinaria no primeiro dia de governo. Ele estende a exigência a todo o setor público e acrescenta os telefonemas. Cumprir significa a publicação de gastos, agendas e registro de contatos de quem ocupa cargo público federal. Ele não fixa prazo, embora a pergunta fosse sobre o primeiro dia de mandato.
Prazo desta vez sem prazo declarado, em resposta à pergunta sobre o primeiro dia de governo
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Eu, como presidente vou dar transparência a tudo que eu gastar, a tudo que eu tiver de agenda e vou exigir de ministros e vou falar: «Quero toda a máquina pública mostrando tudo.» Não tem nada de 100 anos de sigilo. Não precisa de sigilo operação policial. Algumas coisas que estão na justiça, gasto de governo tem de estar escancarado.»
Compromisso de publicar os próprios gastos e a própria agenda, exigir o mesmo dos ministros e acabar com o sigilo de cem anos, com duas ressalvas que ele mesmo abre: operação policial e processo na Justiça. Na retomada em (33:42) amplia o escopo a quem estiver no setor público e chega a incluir os telefonemas, dizendo que como governador não teve agenda secreta. Seria cumprida se gastos e agendas do presidente e dos ministros passarem a ser publicados de forma completa e tempestiva, e se nenhum documento receber, no mandato, classificação de sigilo de cem anos. Ele não diz por qual instrumento faria isso, se por decreto, se por mudança na Lei de Acesso à Informação, nem o que entraria na publicação dos telefonemas.
Prazo desta vez sem prazo declarado; ele apresenta a medida como a primeira coisa a fazer, na pergunta de (33:20) sobre o que assinaria no primeiro dia de governo
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nós precisamos ter um setor público mais transparente. Tudo que se gasta lá em Brasília, ministros, presidentes, 100 anos de sigilo. Será que alguém quer conferir as contas do Floriano Peixoto, da princesa Isabel? Então, como governador, eu dei exemplo. Tudo que eu gastei, tudo que eu utilizei do estado, no mês seguinte estava ali para qualquer um conferir.»
Repetição do compromisso registrado em 4 de agosto de 2026: publicar os gastos do presidente e dos ministros e acabar com o sigilo de cem anos, tomando como padrão o que diz ter feito como governador, com a despesa publicada no mês seguinte. Esta ocasião acrescenta um limite que ele mesmo declara, e que a avaliação futura precisa carregar: perguntado por que o benefício fiscal de 2,3 milhões de reais concedido a uma empresa da família dele só veio a público por ordem judicial, respondeu que incentivo fiscal é segredo industrial e que Minas nunca deu publicidade a isso, nem na gestão dele. A promessa de transparência total convive, na mesma sabatina, com a defesa do sigilo dos incentivos. Seria cumprida se gastos e agendas do presidente e dos ministros passarem a ser publicados de forma completa e tempestiva e se nenhum documento receber, no mandato, classificação de sigilo de cem anos.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«(...) uma reforma administrativa, já devia ter sido feita há muito tempo para dar racionalidade ao estado.»
Compromisso de aprovar a reforma administrativa, apresentada como a segunda das quatro frentes de trabalho e justificada por dar, na palavra dele, racionalidade ao Estado. Repetido em (21:01) na forma «nós vamos fazer uma reforma administrativa». Ele não descreve o conteúdo da reforma nesta sabatina: não diz o que muda em estabilidade, carreiras, concursos ou avaliação de desempenho, e o entrevistador lembra em (33:02) que a matéria depende de proposta de emenda à Constituição, sem que ele conteste a via. Seria cumprida com a aprovação de proposta de reforma administrativa enviada ou apoiada pelo governo.
Prazo desta vez primeiro ano de governo, pela régua que ele dá às quatro frentes em (21:10): «se elas não forem aprovadas no seu primeiro ano, o mercado vai cobrar o preço»
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Como eu disse (...) nós vamos fazer uma reforma administrativa (...) Se elas não forem aprovadas no seu primeiro ano, o mercado vai cobrar o preço.»
Segunda ocorrência do compromisso de reforma administrativa, dita na resposta sobre o resultado fiscal que derrubaria os juros, entre as quatro medidas que ele diz que o mercado cobrará se não passarem no primeiro ano. Cumprir significa a aprovação da reforma no Congresso. Prazo declarado: o primeiro ano de governo.
Prazo desta vez primeiro ano de governo
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Se o Brasil não cortar gastos, Milton, o Brasil não se viabiliza. (...) Então é fundamental reforma administrativa, tá lá há mais de 10 anos. Parece que nenhum presidente quis enfrentar isso. Eu vou enfrentar isso aí.»
Compromisso de aprovar a reforma administrativa, que ele descreve como parada há mais de dez anos por falta de presidente disposto a encarar o assunto. É a mesma promessa que ele fez ao Antagonista em 4 de agosto de 2026, ali como a segunda das quatro frentes de ajuste; aqui ela reaparece como a primeira resposta à pergunta de abertura da sabatina, que pedia onde ele cortaria e quanto economizaria. Ele não respondeu com número: nomeou duas frentes, a reforma e o combate à fraude, e passou ao histórico de Minas. Não diz o que a reforma muda em estabilidade, carreiras, concursos ou avaliação de desempenho, nem por qual instrumento a enviaria. Seria cumprida com a aprovação de proposta de reforma administrativa enviada ou apoiada pelo governo.
sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«E é o que vai acontecer com a privatização. Eu quero utilizar esses recursos para investimento naquilo que melhora a vida do brasileiro: saúde, infraestrutura. Você já pensou o Brasil com estradas boas, ferrovias, pro custo logístico cair? (...) Nós vamos utilizar esses recursos para dinamizar a economia, fazer ela crescer.»
Compromisso sobre o destino do dinheiro das privatizações: saúde e infraestrutura, com estradas e ferrovias citadas como o alvo capaz de derrubar o custo logístico. Ele opõe esse uso ao dividendo estatal, argumentando que trocar um ativo lucrativo por outro de retorno maior não é mau negócio. Seria cumprida se as receitas de desestatização apuradas no mandato forem consignadas a investimento em saúde e em infraestrutura, e não ao pagamento corrente da dívida ou à despesa de custeio. Ele não diz a proporção entre as duas áreas, nem por qual instrumento orçamentário vincularia a receita, o que é a dificuldade central da promessa, já que ele defende no mesmo dia a desvinculação de receitas.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nós vamos utilizar esses recursos para dinamizar a economia, fazer ela crescer.»
Segunda vez na mesma resposta que ele destina a receita das privatizações a investimento, agora dita como impulso à economia, logo depois da comparação em que vender um negócio de cem mil de lucro para comprar outro de duzentos mil não seria mau negócio. Seria cumprida se a receita das vendas for aplicada em investimento, e não em despesa corrente nem em abatimento de dívida. Ele não diz quanto nem em quê.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«É preciso uma revisão. A a o Brasil está envelhecendo. Nós estamos precisando cada vez de mais recurso na saúde e cada vez temos menos alunos na educação.»
Perguntado no bate-bola sobre os pisos constitucionais de saúde e educação, ele se compromete com a revisão da regra, com o argumento de que a população envelhece, a saúde precisa de mais dinheiro e a educação tem menos alunos. Cumprir significa o envio de proposta que mude a vinculação constitucional dos dois pisos. Nesta ocorrência ele não diz qual seria o mecanismo, se desvinculação, novo percentual ou remanejamento entre as duas áreas. Sem prazo declarado. A queda no número de alunos é premissa sobre o presente, com aferição própria.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nessa parte eu quero que nós passemos a usar dados demográficos. Nós temos cidades no Brasil que é composta majoritariamente por jovens, atende perfeitamente. E temos cidades que são cidades de aposentados, aonde só tem pessoas maduras, idosos, os jovens foram embora, e hoje nós temos o mesmo tratamento. (...) Eu quero que nós tenhamos mudança de acordo com a questão demográfica. (...) Mas de acordo com critérios técnicos, não é falar deixou de existir, não.»
Compromisso de trocar o critério de destinação obrigatória das receitas da União para saúde e educação: no lugar do percentual fixo de arrecadação, um cálculo que leve em conta a composição etária de cada lugar, de modo que cidade de população jovem e cidade de população idosa não recebam o mesmo tratamento. A ressalva é dele e delimita a promessa: não é acabar com a vinculação, é mudar o critério, «de acordo com critérios técnicos». Para a educação, acrescenta que o repasse tem de ser acompanhado pelo desempenho, sem dizer que indicador usaria nem que consequência o desempenho teria sobre o dinheiro. Seria cumprida com o envio de proposta de emenda constitucional que substitua os percentuais mínimos de saúde e de educação por critério demográfico. Ele não apresenta o cálculo, o indicador nem quem o mediria.
sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«O que eu quero aqui no Brasil não é cópia de El Salvador, não. Como empresário eu fazia benchmark, eu adaptava a solução. O que eu quero no Brasil é reconquistar territórios. Que fique muito claro. Na hora que você reconquista territórios ocupados pelo crime, primeiro a vida das pessoas já melhora demais, acaba a extorsão.»
Compromisso de retomar do crime organizado os territórios que ele diz ocupados, apresentado como a única coisa que ele importaria de El Salvador. Ele delimita a promessa duas vezes: recusa copiar o modelo de Bukele e, perguntado se aplicaria aqui as restrições a habeas corpus e as prisões em massa vigentes lá, responde «de forma alguma». O que sustenta a escolha, na argumentação dele, é a economia do crime: território ocupado é território que rende extorsão e furto de energia, e ele cita o executivo da Light dizendo que a empresa não recebe por 52% da energia que fornece, número que é afirmação sobre o presente e vai à mesa de checagem. Seria cumprida com retomada verificável e permanente de áreas sob domínio de facção, com serviço público restabelecido. Ele não diz quais territórios, com que efetivo, nem quem executaria a operação, se as polícias estaduais, as Forças Armadas ou uma força federal.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«(...) eu quero reconquistar território.»
Repetição do compromisso vinte segundos depois, quando os entrevistadores insistem em saber o que ele traria das regras de exceção de El Salvador: ele responde que só um conceito, descarta trazer as restrições a habeas corpus e as prisões em massa e reduz o que quer importar à reconquista de território. Seria cumprida se o Estado retomar áreas hoje sob domínio de facções. A recusa de copiar as regras salvadorenhas está dita na mesma passagem e delimita o compromisso.
Prazo ao longo do mandato, sem data declarada; ele afasta o primeiro mês de governo
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Eu sou favorável, como estava dizendo aqui, a reformas políticas. Nós precisamos, inclusive, mudar a questão da governança dentro do próprio Congresso. Um presidente barrar algo que 60% dos senadores assinaram, estão endossando. Será que esse presidente está representando adequadamente os interesses, a vontade do povo, dos parlamentares? Então, o Brasil carece de reformas. Nós vamos fazer essas de um dia pro outro, não, mas ao longo do tempo nós vamos fazer. Nós precisamos melhorar esses mecanismos de governança.»
Compromisso de encaminhar reformas políticas, com um conteúdo declarado: mudar as regras internas de governança do Congresso para que o presidente de uma casa não possa engavetar matéria que a maioria dos parlamentares endossa. A promessa vem como resposta à pergunta sobre qual seria a estratégia dele para eleger as mesas da Câmara e do Senado em fevereiro de 2027, e ele não apresenta candidatos nem estratégia. Seria cumprida com o envio ao Congresso de proposta que altere as regras de tramitação e de poder de pauta das presidências das casas. Ele mesmo põe o freio no ritmo, ao dizer que não se muda de um dia para o outro e que a velocidade do avanço é imprevisível.
Prazo desta vez ao longo do mandato, sem data: «Nós vamos fazer essas de um dia pro outro, não, mas ao longo do tempo nós vamos fazer»
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Eu vou fazer as mudanças, mas não espero que eu vou chegar lá no mês e fazer tudo. Isso não é tarefa para humano e para ninguém.»
Fechamento da mesma resposta sobre reformas: ele reafirma em primeira pessoa que fará as mudanças de governança, de unificação das eleições e de punição à corrupção que acabou de listar, e ao mesmo tempo afasta a expectativa de que saiam no primeiro mês. É a segunda vez que assume o compromisso na mesma resposta. Seria cumprida se as reformas que ele lista forem encaminhadas e aprovadas ao longo do mandato.
sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Nós temos de avançar nesse tipo de formalização, mas sempre deixar para o mercado resolver isso. Eu sou totalmente contrário a um governo que chega e fala: «É isso, isso e isso.» Eu quero que as empresas de aplicativo, junto com aqueles que prestam serviço, venham a resolver. Talvez uma lei que fale: empresa de aplicativo, você vai ter que contratar (...) no mínimo com essas. (...) É o MEI como está hoje. E, na minha opinião, o MEI pode ter um teto maior e com avanço na contribuição.»
Compromisso de formalizar o motorista de aplicativo pela via do microempreendedor individual, com dois ajustes: teto de faturamento maior e contribuição maior. A negociação, diz ele, cabe às plataformas e aos motoristas, com a lei fixando no máximo um piso de condições, e não ao governo. Perguntado duas vezes por Maria Cristina Fernandes qual alíquota cobraria de um motorista de aplicativo, ele não deu o número, e a promessa fica registrada sem ele. Seria cumprida com a aprovação de mudança no regime do MEI que eleve o teto de receita e a contribuição, alcançando o motorista de aplicativo. O valor que ele estima para a contribuição atual, «deve ser R$ 60 por mês, alguma coisa assim», é afirmação sobre o presente e vai à mesa de checagem, não a esta. Na legenda automática a resposta sai truncada em dois pontos. Num deles a palavra que completaria a frase, «condições», ele não chega a dizer, e por isso ela não entra na citação; no outro, a citação traz o verbo inicial de «É o MEI como está hoje».
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«E na minha opinião o MEI pode ter um teto maior e com avanço na contribuição.»
Elevar o teto de faturamento do MEI e aumentar junto a contribuição, mantendo o MEI como porta de entrada do motorista de aplicativo na previdência. Segunda vez que ele trata da formalização desses trabalhadores na mesma sabatina, agora dizendo o que mudaria no regime. Seria cumprida se lei aprovada no governo dele elevar o limite de receita do MEI. Ele não diz o novo teto nem a nova contribuição, e o valor de cerca de 60 reais por mês que cita adiante é descrição do que se paga hoje.
Prazo durante o mandato
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«A Embrapa é uma estatal, não será privatizada. IBGE, vou privatizar IBGE? Não, de forma alguma. (...) Caixa não.»
Segunda vez que ele delimita o alcance da privatização, agora nomeando Embrapa e IBGE ao lado da Caixa como estatais que ficam de fora, por não terem finalidade lucrativa. Seria cumprida se as três continuarem estatais ao fim do mandato. A legenda automática grafa «rapa» e «IBGEG» nos dois nomes, ditos na sequência da pergunta sobre pesquisa tecnológica.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Vamos pegar aqui. Primeiro, Caixa não tá aí. A Caixa tem um papel social de distribuição. A Caixa não entra não.»
Deixar a Caixa Econômica Federal fora do programa de privatização, com o argumento de que ela tem papel social de distribuição. Dito na abertura da resposta sobre por que privatizar Petrobras, Banco do Brasil e Caixa, e é a primeira das duas vezes em que ele delimita o alcance da promessa de privatizar tudo. Seria cumprida se a Caixa continuar estatal ao fim do mandato. Na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, ele havia dito que não há vaca sagrada e que não tem o que não privatizar, incluindo os Correios.
sem prazo declarado nesta ocasião: perguntado «em quanto tempo o senhor pretende fazer isso», respondeu pelo mecanismo, não pelo calendário
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Eu quero que a SELIC caia para níveis civilizados, tipo 6%. E dá para cair.»
Compromisso de levar a taxa básica de juros a cerca de 6% ao ano, patamar que ele chama de civilizado, e ele indica onde pretende agir para isso: um presidente com histórico de austeridade faria o mercado precificar a queda, e é aí que diz que vai atacar mais. A entrevistadora lembra na sequência que um presidente não define a Selic, e ele não reformula a meta. Diferente da versão desta mesma família dita por Ronaldo Caiado no debate da Band de 23 de agosto de 2026, aqui não há meta para a inflação, apenas para o juro. Seria cumprida se a Selic chegar a cerca de 6% durante o mandato. A estimativa que ele monta em volta, de economia de 800 bilhões de reais por ano, ou 2 bilhões por dia, com a Selic a 6%, é afirmação sobre grandeza do presente e vai à mesa de checagem, não a esta.
Prazo desta vez sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Bom, isso foi feito há 10 anos atrás com teto de gastos do Temer. Na hora que chega um governo responsável, o mercado precifica. (...) Mas como eu disse aqui, quando a taxa de juros cair, e vai cair, a vida não vai ficar tão difícil. Um problema vai resolvendo o outro. Na hora que a taxa de juros cai, o valor da prestação dele que ele pagou, está pagando para adquirir a moto, o carro, diminui.»
Compromisso de derrubar a taxa básica de juros no mandato, sustentado no mesmo mecanismo que ele já dera ao Antagonista em 4 de agosto de 2026: um governo tido como responsável faz o mercado precificar a queda antes mesmo da posse, e o exemplo que dá é a valorização das ações da Copasa e da Cemig depois da eleição de 2018. A meta de 6% não é dita por ele nesta sabatina: ela entra pela pergunta de Lauro Jardim, que a atribui à entrevista dele à TV Globo do dia anterior. Ele não a contesta e não a repete, e volta ao tema em (46:29) afirmando que o juro vai cair, sem número e sem data. Seria cumprida se a Selic chegar a cerca de 6% ao ano durante o mandato. As grandezas em volta, o juro nominal de 14% e o real de 8% a 9% como maior do mundo, e a valorização das ações após 2018, são afirmações sobre o presente e sobre o passado e estão na mesa de checagem desta mesma ocasião.
sem prazo declarado, mas com desenho de calendário: «um cronograma aonde esse incentivo vai sendo reduzido ao longo (do tempo)»
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Zona Franca tem, na minha opinião, a zona franca tem de ter lá um cronograma aonde esse incentivo vai sendo reduzido ao longo, ou então é um outro país que vai operar em outras condições, o que eu não concordo.»
Fixar para a Zona Franca de Manaus um cronograma de redução gradual do incentivo, em vez de mantê-lo por prazo indeterminado. Dito em resposta direta à pergunta sobre se pretende mexer nesse regime, que ele chama de discussão bem séria. O regime tem prazo assegurado no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, o que faz da mudança matéria de emenda constitucional. Seria cumprida se o governo dele encaminhar e aprovar a transição. Ele não diz o ritmo da redução nem o ano em que o regime terminaria.
Prazo desta vez sem prazo declarado; o incentivo cairia por cronograma de duração que ele não informa
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Eu sou favorável a incentivo para regiões que precisem, mas sempre ter um tempo, um desmame. Eu falo que incentivo tem de ser igual um filho que você vai criar. Eu acho que não é normal um homem de 45 anos tá recebendo mesada. (...) Na minha opinião, a zona franca tem de ter lá um cronograma aonde esse incentivo vai sendo reduzido ao longo do tempo (...) Então eu sou favorável a ter um desmame para tudo.»
Compromisso de submeter a Zona Franca de Manaus a um cronograma de redução gradual do incentivo, e de aplicar a mesma régua ao resto dos benefícios fiscais federais, que ele chama de desmame. A ressalva é dele: é favorável a incentivo para região que precise, o que sai é a perpetuidade. Seria cumprida com o envio de proposta que fixe calendário de redução do regime da Zona Franca. Ele não diz em quantos anos, a partir de que ano nem que setores seriam afetados primeiro, e a alternativa que enxerga caso o incentivo caia de uma vez, a produção migrar para outro país, aparece como risco reconhecido e não como condição. Perguntado antes quais incentivos federais reveria, citou apenas a lei de informática, que já não vigora, e ouviu de Malu Gaspar que estava citando só o que não existe mais; a Zona Franca entrou na conversa por proposta dela, e a promessa é a resposta dele.
sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Então eu sou favorável a ter um desmame para tudo. Eu acho que quem precisa de ajuda tem de receber, mas tem de encontrar independência e autonomia ao longo do tempo.»
Terceira vez na mesma resposta: o desmame deixa de ser regra para a Zona Franca e passa a valer para todos os incentivos. Seria cumprida se o governo dele encaminhar norma geral que dê prazo de vigência e escala de redução às renúncias fiscais federais. Ele não diz se a regra alcançaria os incentivos já concedidos ou apenas os novos.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Em Minas eu mantive. Agora no Brasil nós temos de estar revendo alguns pontos. Nós já tivemos incentivos aqui no Brasil, como já teve lá atrás a lei da informática, como já teve para indústria naval.»
Rever os incentivos fiscais federais, mantendo o que funciona e cortando o que ele chama de fracasso, com a lei da informática e o apoio à indústria naval como exemplos do que deu errado. Dito na resposta sobre se manteria os incentivos concedidos no governo Lula, depois de ele afirmar que em Minas manteve todos os que encontrou e não criou nenhum. Seria cumprida se o governo dele encaminhar a revisão e ela entrar em vigor. Pressionado a nomear os incentivos federais que considera injustos, ele cita apenas os que já não estão em vigor.
sem prazo declarado
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Agora me diz uma coisa, um deputado que já tem as emendas dele, se eu chegar para ele e falar: «Deputado, se você investir nesses projetos aqui que eu tenho na sua região, no seu estado, tem aqui 600 projetos. Qualquer um que você investir, eu ainda vou te ajudar.» Você já tem mais um motivo para ele caminhar juntamente com você.»
Oferecer a cada deputado uma carteira de projetos do governo na região dele e ajuda federal a quem direcionar a própria emenda para um deles, como forma de construir base no Congresso. Dito na resposta sobre como governaria sem loteamento de ministérios, depois de a entrevistadora observar que a emenda impositiva já é do parlamentar e não depende do governo. Seria cumprida se o governo dele publicar essa carteira de projetos e o apoio federal a quem aderir. Os 600 projetos são o que ele diz levar ao parlamentar, e não uma meta de governo.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Mas o que eu posso falar é o seguinte, se você escolher esses aqui, para cada R$ 1 que você coloca, eu coloco mais um. Foi o que eu fiz em Minas, republicanamente, com toda a transparência.»
Bancar um real do orçamento federal para cada real de emenda parlamentar aplicado nos projetos escolhidos pelo governo, modelo que ele diz ter usado como governador de Minas. É a segunda vez que ele descreve o mecanismo na mesma resposta, agora com a proporção declarada, depois de a entrevistadora insistir que o parlamentar não precisa escolher os projetos do governo. Seria cumprida se o governo dele instituir e executar esse pareamento de recursos. Ele não diz o valor total reservado nem o critério de escolha dos projetos elegíveis.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«(...) acabar com as decisões monocráticas em várias questões. Hoje o Congresso vota uma coisa, o Supremo (...) desvota tudo.»
Compromisso de acabar com as decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal, que ele delimita como valendo para várias questões, sem dizer quais. Vem no mesmo bloco em que pede novas regras para a corte, com o argumento de que decisão individual desfaz o que o Congresso aprovou. Não diz o instrumento, e o alcance declarado é parcial, não total, o que precisa constar do registro para que a avaliação futura não cobre mais do que ele prometeu. Seria cumprida se norma em vigor passar a exigir decisão de colegiado nas hipóteses hoje decididas por um ministro só.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«O STF não pode ter decisões monocráticas como tá tendo, valer mais a assinatura de um ministro do que de 400 deputados.»
Acabar com as decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal, com o argumento de que a assinatura de um ministro passa a valer mais do que o voto de centenas de deputados. Ele já havia assumido o mesmo compromisso na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, onde delimitou o alcance a «várias questões»; aqui fala da corte sem delimitar hipótese, o que amplia o compromisso e precisa constar do registro. Seria cumprida se norma em vigor passar a exigir decisão de colegiado nos casos hoje decididos por um ministro só. Ele não diz o instrumento, se emenda constitucional, lei ou mudança no regimento interno do tribunal, e não trata das hipóteses de urgência em que a decisão individual é depois submetida ao plenário. O número de deputados que ele cita é arredondamento retórico: a Câmara tem 513 cadeiras.
sem prazo declarado; ele condiciona o impeachment à renovação do Senado na eleição de 2026
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Totalmente favorável. Se Deus quiser, nós vamos ter um um Senado que vai ser renovado e vai fazer isso. Temos lá frutas podres que precisam ser eliminadas.»
Perguntado no bate-bola sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, ele se diz totalmente favorável e conta com um Senado renovado na eleição de 2026 para aprová-lo. Cumprir significa o governo dele apoiar formalmente os pedidos contra ministros nominados, cuja admissão cabe ao presidente do Senado e cuja aprovação exige dois terços da Casa. Sem prazo declarado, e a execução que ele descreve depende do Senado, não dele.
Prazo desta vez sem prazo declarado, condicionado à renovação do Senado na eleição de 2026
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Se Deus quiser, nós vamos ter renovação no Senado e impeachment desses ministros. E se depender de mim, prisão.»
Compromisso de levar adiante o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, que ele acusa de corrupção e chama de «algumas frutas podres», contando com o que descreve como renovação do Senado na eleição de 2026. Nenhum ministro é nomeado: ele diz «desses ministros» depois de citar carona em jatinho de banqueiro e contrato de 129 milhões para esposa, o que está checado em separado neste dossiê. Seria cumprida se o Senado aprovar o impeachment de ao menos um ministro, com apoio formal do governo dele: pelo artigo 52, inciso II, da Constituição, processar e julgar ministros do Supremo por crime de responsabilidade é competência privativa do Senado, e o parágrafo único do mesmo artigo exige dois terços dos votos para condenar. O acréscimo «se depender de mim, prisão» não é ato do presidente da República: dependeria de denúncia da Procuradoria-Geral da República e de decisão do próprio Supremo, e fica registrado como parte da fala sem que a avaliação futura possa cobrá-lo dele como ato próprio. Ele não declara prazo nem nomes.
sem prazo declarado nesta ocorrência
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«O estado era o maior cemitério de obras abandonadas (...) do Brasil e entreguei tudo ou estão sendo entregues agora nesse resto de ano.»
Compromisso de entregar, até o fim de 2026, as obras que o governo de Minas Gerais herdou paradas e que ainda estão em execução. Cumprir significa a entrega das obras restantes dentro do mandato de governador, que termina em 31 de dezembro de 2026. A parte da frase que diz que ele já entregou tudo é afirmação sobre o passado, com aferição própria pelo registro de obras do governo mineiro.
Prazo desta vez até o fim de 2026, no resto do mandato de governador
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«O estado hoje está solvente, o estado está investindo. Tudo que o PT parou de obra, eu concluí ou tá sendo concluído.»
O mesmo compromisso de conclusão das obras paradas, dito uma segunda vez na sabatina, agora na resposta sobre por que o governo mineiro não antecipou parcelas da dívida. Cumprir significa a entrega das obras ainda em execução, que ele atribui à interrupção pelo governo anterior. Ele não diz quantas obras são nem quais, e a parte já concluída é afirmação sobre o passado, com aferição própria.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«E também quero que o presidente não tenha mais a liberdade que tem hoje para indicar as pessoas para o Supremo. (...) Eu quero que o presidente também receba uma lista tríplice de notáveis que foi preparada pelo Senado, pela OAB, pelo Superior Tribunal de Justiça e não que fique nomeando o advogado dele, o advogado do PT, o advogado, o ministro dele, como foi feito.»
Compromisso de mudar a regra de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, retirando do presidente a liberdade de indicar qualquer nome e obrigando-o a escolher dentro de lista tríplice de notáveis preparada pelo Senado, pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Superior Tribunal de Justiça. Ele toma como modelo o que diz ter feito como governador, ao escolher desembargadores a partir de lista tríplice, o que está checado em separado neste dossiê. A regra vigente está no artigo 101 da Constituição, que prevê nomeação livre pelo presidente após aprovação do Senado, de modo que a mudança dependeria de emenda constitucional; ele não diz por qual via pretende fazê-la, nem como as três instituições comporiam uma lista só. Seria cumprida se emenda com esse desenho for aprovada e se as indicações passarem a sair de lista tríplice.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«E o STF também para nomear os ministros. Eu quero que o presidente tenha uma lista tríplice. Como governador, eu nomeei desembargadores através de lista tríplice.»
Obrigar o presidente da República a escolher os ministros do Supremo Tribunal Federal dentro de uma lista tríplice, em lugar da indicação livre que o artigo 101 da Constituição prevê hoje, o que dependeria de emenda constitucional. Ele já havia assumido o compromisso na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, quando disse que a lista seria preparada pelo Senado, pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Superior Tribunal de Justiça; aqui não diz quem a formaria, e essa é a diferença entre as duas redações. Seria cumprida se emenda com esse desenho for aprovada e as indicações passarem a sair de lista tríplice. A afirmação de que nomeou desembargadores por lista tríplice quando governador é sobre o passado e está checada em separado neste dossiê, onde consta que o mecanismo alcança as vagas do quinto constitucional e não as demais.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Mas para o Supremo eu eu quero novas regras. Primeiro, quero aprovar uma lei aonde quem vai para o Supremo precisa ter pelo menos 60 anos de idade, ser alguém com uma longa carreira jurídica ou acadêmica.»
Compromisso de aprovar norma que exija, de quem for indicado ao Supremo Tribunal Federal, no mínimo 60 anos de idade e longa carreira jurídica ou acadêmica. Ele fala em lei, e os requisitos de ingresso estão hoje no artigo 101 da Constituição, que pede mais de 35 e menos de 70 anos de idade, na redação da Emenda Constitucional 122, de 2022, além de notável saber jurídico e reputação ilibada, de modo que uma idade mínima de 60 anos dependeria de emenda constitucional. Não define o que contaria como longa carreira, nem quantos anos de exercício. Seria cumprida se a exigência entrar em vigor e passar a valer para as indicações seguintes.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Nós precisamos, Celso, de muitas mudanças no judiciário. Muitas. Eu quero idade mínima de 60 anos. STF é para quem teve uma carreira intocável no setor jurídico ou então no setor acadêmico.»
Exigir de quem for indicado ao Supremo Tribunal Federal no mínimo 60 anos de idade e carreira no setor jurídico ou no setor acadêmico, que ele descreve como intocável. Ele já havia assumido o mesmo compromisso quinze dias antes, na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, quando disse que queria aprovar lei com essa exigência; aqui não diz o instrumento. Os requisitos de ingresso estão no artigo 101 da Constituição, que pede mais de 35 e menos de 70 anos de idade, na redação da Emenda Constitucional nº 122, de 2022, além de notável saber jurídico e reputação ilibada, de modo que uma idade mínima de 60 anos dependeria de emenda constitucional. Seria cumprida se a exigência entrar em vigor e passar a valer para as indicações seguintes. Ele não define quantos anos de exercício contariam como carreira, nem se a alternativa acadêmica dispensa a formação jurídica.
sem prazo declarado
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Agora se ele tiver um equipamento novo para derrubar drone de bandido, escuta de bandido, será muito bem-vindo.»
Na mesma resposta, e logo depois de recusar a vinda de militares americanos, ele repete o compromisso de cooperação e o desloca do satélite para o equipamento: aceitaria tecnologia americana para derrubar drone de facção e para escuta. Cumprir significa a cessão ou a compra desse equipamento por acordo com os Estados Unidos. Sem prazo declarado.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«Primeiro, Leandro, soberania sempre, agora cooperação com outros países para combater as facções criminosas (...), nós vamos fazer sim. Se os Estados Unidos puder mandar imagem de satélite pra gente ver aonde eles estão dominando, estão instalando barricadas, etc. Eu quero. (...) É algo a ser analisado. (...) Não vamos precisar disso não. Nós temos condição de levar adiante. Agora, se ele tiver um equipamento novo para derrubar drone de bandido, escuta de bandido, será muito bem-vindo.»
Firmar cooperação com outros países, e nomeadamente com os Estados Unidos, para combater as facções criminosas, com duas ressalvas que fazem parte do compromisso e não podem ser cortadas dele: «soberania sempre» e a recusa, por ora, de entrada de pessoal estrangeiro. O que ele diz que aceitaria é imagem de satélite para ver onde as facções dominam e instalam barricadas, e equipamento para derrubar drone e fazer escuta de criminosos, que seria «muito bem-vindo». Perguntado se permitiria a entrada de forças armadas norte-americanas em cooperação com o Exército brasileiro, e se aceitaria pessoal para treinar as polícias, responde que é «algo a ser analisado», cita a aceitação por parte do Equador e da Colômbia e em seguida diz que «não vamos precisar disso não», porque considera a Polícia Federal e o Exército muito qualificados. Seria cumprida se houver acordo ou memorando de cooperação em vigor com esse conteúdo, sem cessão de comando e sem presença de força estrangeira em operação no território brasileiro. Ele não diz que órgão conduziria a cooperação, que contrapartida o Brasil daria, nem em que prazo. O acervo registra compromisso da mesma família de Lula na sabatina do Jornal Nacional, em 27 de agosto.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Sou totalmente favorável à revisão de todos esses julgamentos que tiveram caráter político e não judicial.»
Perguntado no bate-bola final sobre indulto a Jair Bolsonaro, responde com um compromisso mais largo e menos definido: a revisão de todos os julgamentos que classifica como de caráter político, e não judicial. Não fala em indulto, em graça nem em anistia, não delimita quais processos entram nessa conta, não diz quem faria a revisão e não indica instrumento, o que torna o objeto o mais indefinido entre os compromissos desta sabatina, e fica registrado com essa ressalva. Seria cumprida se o governo editar indulto ou graça, ou apoiar formalmente medida de revisão, alcançando as condenações que ele descreve como políticas. A qualificação dos julgamentos como políticos é juízo dele, não fato aferível, e não vai à mesa de checagem.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News
«E precisamos resolver isso. Passar uma borracha nessa história. Aí o Brasil precisa olhar pra frente. E o que houve com o ex-presidente foi um tribunal político e não jurídico. No mínimo, um novo tribunal. Nós precisamos fazer para que haja isenção.»
Submeter a condenação de Jair Bolsonaro a um novo julgamento, em foro que considere isento, por entender que o primeiro foi político e não jurídico. Ele já havia assumido compromisso desta família na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, quando, perguntado sobre indulto, respondeu que era favorável à revisão de todos os julgamentos de caráter político; aqui a redação é mais estreita e mais concreta, porque delimita o caso do ex-presidente e fala em novo tribunal. Seria cumprida se o governo propuser ou apoiar formalmente medida que submeta o caso a novo julgamento, e a via não é declarada: o presidente da República não anula condenação do Supremo nem designa outro foro. A qualificação do julgamento como político é juízo dele e não vai à mesa de checagem; a negativa de que houve tiros e derramamento de sangue no 8 de janeiro está checada em separado neste dossiê, e a comparação com outras tentativas de golpe na história ficou registrada lá como juízo.
Prazo o mandato de quatro anos, sem disputar a reeleição
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Como eu falei, eu não tenho plano de reeleição, eu tenho plano de fazer mudanças.»
Compromisso sobre a própria candidatura, dito duas vezes: em (15:45) afirma não se importar de ser presidente de um mandato só para fazer o que considera necessário, ficar impopular e voltar para casa, e em (21:18) diz não ter plano de reeleição. Em (22:25) a entrevistadora resume que ele está disposto a não se reeleger e ele segue a resposta sem corrigir. Não é proposta de mudança de regra, e por isso não se confunde com o fim da reeleição por emenda constitucional prometido por outro candidato desta mesma série: aqui o objeto é a decisão dele. Seria cumprida se, eleito em 2026, ele não registrar candidatura à Presidência em 2030. A forma exata importa para a avaliação futura: ele fala de plano e de disposição, e em nenhum momento renuncia formalmente ao direito de concorrer.
Prazo desta vez eleição de 2030, se eleito em 2026
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Eu não sou político de carreira, tem que ficar muito claro. Eu não importo de ser presidente de um mandato para fazer aquilo que é necessário no Brasil. Me desgastar, ficar impopular, eu vou voltar para minha casa satisfeitíssimo, como eu fiz em Minas Gerais.»
Perguntado como venceria o lobby do funcionalismo que travou as reformas administrativa e previdenciária no Congresso, ele se compromete a cumprir um só mandato, se esse for o preço de tomar as medidas impopulares. Cumprir significa não disputar a reeleição em 2030. O prazo é o próprio mandato de quatro anos.
Aplicar à aposentadoria rural o mesmo gatilho de expectativa de vida
sem prazo declarado; efeito projetado por ele «ao longo dos próximos 20, 30 anos»
Aumentar a punição para os casos de corrupção
Prazo ao longo do mandato, sem data: «não espero que eu vou chegar lá no mês e fazer tudo»
Comparecer ao próximo debate presidencial
Prazo o próximo debate, sem data nem emissora declaradas
Decretar prisão preventiva na terceira reincidência
sem prazo declarado
Dividir o Banco do Brasil em três ou quatro bancos antes de vender
sem prazo declarado
Escola de tempo integral para todas as crianças
sem prazo declarado
Expedir mandado de prisão automático por rompimento de tornozeleira
sem prazo declarado
Garantir ao policial liberdade de abordagem
sem prazo declarado
Manter o reajuste do BPC igual ao do salário mínimo
Prazo durante o mandato, a cada reajuste anual
Privatizar a Petrobras com um operador por refinaria e por região
sem prazo declarado
Reajustar o salário mínimo pela inflação mais ganho real anual
Prazo durante o mandato, a cada reajuste anual
Renegociar as dívidas dos estados com a União
sem prazo declarado
Rever o pacto federativo em favor dos estados
sem prazo declarado
Unificar as eleições num só pleito a cada quatro ou cinco anos
Prazo ao longo do mandato, sem data
Autorizar os estados a legislar sobre segurança pública
sem prazo declarado
Conceder indulto a Jair Bolsonaro
sem prazo declarado
Encerrar a pauta do 8 de janeiro no governo
sem prazo declarado
Manter o Bolsa Família com contrapartida de curso de qualificação
sem prazo declarado
Não admitir ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro
sem prazo declarado
Negociar com os Estados Unidos o fim das tarifas e das sanções a empresas brasileiras
sem prazo declarado, com permanência de um dia, cinco ou dez, o tempo que for necessário
Pacificar a relação comercial e diplomática com os Estados Unidos
sem prazo declarado para o acordo; a viagem seria no início do mandato, no que ele chama de primeiro avião, e duraria «um dia, cinco ou 10, o tempo que fosse necessário»
Reunir os presidentes dos Estados Unidos, da Colômbia, da Bolívia e do Peru contra o tráfico de drogas
Prazo imediatamente, isto é, no início do mandato
Anunciar o nome da vice até o prazo de registro da candidatura
Prazo até 5 de agosto de 2026, o dia seguinte ao da sabatina
Manter o Bolsa Família e suspender o pagamento de quem recusar oferta de emprego
sem prazo declarado
Não levar parentes para o governo nem deixar familiar se aproveitar do cargo
Prazo durante o mandato
Não trocar cargos e emendas por apoio no Congresso
sem prazo declarado
Obrigar o setor público a ganho anual de eficiência repassado em redução de tributos
sem prazo declarado para a aprovação; ele projeta em (20:05) a inflexão da carga tributária «daqui a 10 anos»
Reduzir o fundo eleitoral
sem prazo declarado
Reduzir o número de ministérios
sem prazo declarado; ele situa a medida na largada do governo, quando diz em (36:27) que no primeiro dia manda uma série de medidas
Tirar as travas do Estado ao investimento privado
sem prazo declarado
Universalizar o acesso ao programa jovem aprendiz
sem prazo declarado
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Economia
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