“Então, Celsio, mais uma vez, né, o estado, como eu disse, pagava uma taxa de IPCA + 4% ao ano, agora IPCA + 1%.”
ZemaNOVOVerificado pela redação
- Dito em
- 19 de agosto de 2026
- Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião4 mentiras de 37 checadas
O que recebeu o selo
O veredito recai sobre as duas taxas citadas, e não sobre o argumento seguinte, de que aplicar o dinheiro rende mais do que antecipar parcelas.
O que os dados mostram
Segunda vez que o par de taxas aparece na mesma sabatina, agora para justificar por que o estado não antecipou parcelas. O encargo anterior, de IPCA mais 4% ao ano, está no art. 2º da Lei Complementar nº 148, de 2014. O atual não é IPCA mais 1%: Minas aderiu ao Propag na modalidade de abatimento de 20% do saldo devedor, que corresponde a juros reais de 0% ao ano com correção só pelo IPCA. Os 1% da frase correspondem ao aporte anual ao Fundo de Equalização Federativa exigido como contrapartida, ao qual se soma outro 1% de investimento obrigatório no próprio estado.
Dito em resposta à insistência do sabatinador sobre por que o estado não usou a receita adicional para antecipar a dívida. A primeira menção ao mesmo par de taxas está aos 5min11 do vídeo, na resposta sobre a herança deixada ao sucessor.
Sobreposição editorial
A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. O encargo anterior era mesmo IPCA mais 4% ao ano, mas a taxa contratada no Propag é IPCA sem juros reais; o 1% citado é a contrapartida anual, não o juro.
A mesma alegação, dita 2 vezes
Os juros da dívida de Minas com a União caíram de IPCA mais 4% para IPCA mais 1%
No placar acumulado essas 2 ocorrências contam 2. No consolidado contam uma. Por que as duas contagens existem.
- 19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News com Romeu Zemaesta
«Então, Celsio, mais uma vez, né, o estado, como eu disse, pagava uma taxa de IPCA + 4% ao ano, agora IPCA + 1%.»
O veredito recai sobre as duas taxas citadas, e não sobre o argumento seguinte, de que aplicar o dinheiro rende mais do que antecipar parcelas.
- 19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News com Romeu Zema
«A dívida de Minas hoje tem os juros que é IPCA mais 1. Quando eu assumi era IPCA mais 4.»
As duas taxas de juros do refinanciamento da dívida de Minas com a União. A frase seguinte, sobre a prestação caber no orçamento, é avaliação e não recebe veredito.
A evidência
Fontes que confirmam1
Presidência da República
Lei Complementar nº 148, de 25 de novembro de 2014, art. 2º, I e II: juros de 4% ao ano mais atualização pelo IPCA
Fontes que refutam2
Presidência da República
Lei Complementar nº 212, de 13 de janeiro de 2025, art. 5º, II: juros reais de 0% ao ano para o estado que reduzir ao menos 20% da dívida e cumprir as contrapartidas de 1% ao fundo e 1% em investimentos
O Globo · 04/09/2026
Dívida de Minas com a União divide candidatos ao governo e vira tema central da eleição no estado, 4 de setembro de 2026: acordo com abatimento de 20% do saldo, parcelamento em até 30 anos, correção pelo IPCA e juros zerados
Histórico
- 06/09/2026Criada pela redação.
- 06/09/2026Verificada pela redação.
- 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.
SetorEconomiaInflação, emprego, renda, juros, câmbio, tributos, contas públicas, crescimento.
Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.