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Dados em Painel
Impreciso

“A dívida de Minas hoje tem os juros que é IPCA mais 1. Quando eu assumi era IPCA mais 4.”

Retrato de ZemaZemaNOVOVerificado pela redação

Dito em
19 de agosto de 2026

Nesta ocasião4 mentiras de 37 checadas

O que recebeu o selo

As duas taxas de juros do refinanciamento da dívida de Minas com a União. A frase seguinte, sobre a prestação caber no orçamento, é avaliação e não recebe veredito.

O que os dados mostram

O «IPCA mais 4» está certo e o «IPCA mais 1» não: hoje é IPCA sem juros. Quando ele assumiu, em janeiro de 2019, o refinanciamento da Lei nº 9.496/1997 estava sob a regra da Lei Complementar nº 148/2014, que fixou correção pelo IPCA mais juros de 4% ao ano. Em 31 de dezembro de 2025 Minas assinou o aditivo de adesão ao Propag, o programa criado pela Lei Complementar nº 212/2025, na modalidade de abatimento de 20% do saldo por entrega de ativos, e nessa faixa os encargos passaram a ser IPCA mais juros reais de 0% ao ano. O que existe de 1% no contrato são duas contrapartidas anuais, não a taxa: 1 ponto percentual do saldo devedor aportado ao Fundo de Equalização Federativa e outro 1 ponto percentual aplicado em investimentos em saneamento, educação, habitação, transporte e segurança. A lei do Propag também prevê faixas de IPCA mais 1% e de IPCA mais 2% para estados que entregam menos ativos ou assumem menos contrapartidas, e reserva os 4% para quem descumpre o aporte.

Conferido no artigo 5º da Lei Complementar nº 212/2025 no Planalto, que traz as quatro faixas de juros por extenso, e não em relato de imprensa; a reportagem entra apenas para a faixa em que Minas entrou e a data do aditivo, que a lei não traz. Nas duas leituras possíveis a taxa contratual continua sendo IPCA mais 0%: somando as duas contrapartidas, o custo anual acima do IPCA é de 2 pontos percentuais, e contando só o aporte ao Fundo de Equalização Federativa é de exatamente 1 ponto percentual ao ano, origem provável do número dele. O erro é contra ele, porque a taxa real é melhor do que a que anunciou. Esta sabatina tem uma única faixa de legenda, automática, e a cobertura escrita do SBT News não cita a passagem, de modo que o algarismo «1» aparece apenas na legenda, duas vezes, em 05:11 e em 11:31; essa repetição é a única corroboração disponível, e o veredito de imprecisão depende dela, porque «IPCA mais zero» tornaria a frase exata.

Sobreposição editorial

A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. O IPCA mais 4% da posse confere, mas a taxa de hoje é IPCA mais 0% desde o aditivo do Propag de 31 de dezembro de 2025; o 1% que existe no contrato é o aporte anual ao Fundo de Equalização Federativa, não os juros.

A mesma alegação, dita 2 vezes

Os juros da dívida de Minas com a União caíram de IPCA mais 4% para IPCA mais 1%

No placar acumulado essas 2 ocorrências contam 2. No consolidado contam uma. Por que as duas contagens existem.

  1. 19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News com Romeu Zema

    «Então, Celsio, mais uma vez, né, o estado, como eu disse, pagava uma taxa de IPCA + 4% ao ano, agora IPCA + 1%.»

    O veredito recai sobre as duas taxas citadas, e não sobre o argumento seguinte, de que aplicar o dinheiro rende mais do que antecipar parcelas.

  2. 19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT News com Romeu Zemaesta

    «A dívida de Minas hoje tem os juros que é IPCA mais 1. Quando eu assumi era IPCA mais 4.»

    As duas taxas de juros do refinanciamento da dívida de Minas com a União. A frase seguinte, sobre a prestação caber no orçamento, é avaliação e não recebe veredito.

A evidência

Fontes que confirmam1

  • Presidência da República, Planalto

    Lei Complementar nº 148, de 25 de novembro de 2014, art. 3º: refinanciamentos da Lei nº 9.496/1997 passam a ser atualizados pelo IPCA acrescido de juros de 4% ao ano, limitados à taxa Selic

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Fontes que refutam2

  • Presidência da República, Planalto

    Lei Complementar nº 212, de 13 de janeiro de 2025, art. 5º: atualização pelo IPCA e juros reais de 0%, 1% ou 2% ao ano conforme a faixa, e 4% ao ano para quem descumpre o aporte

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  • Diário do Comércio · 16/06/2026

    Governo de Minas paga R$ 104,5 milhões do Propag à União: aditivo assinado em 31/12/2025, encargos de IPCA mais juros reais de 0% ao ano, saldo confessado de R$ 179,3 bilhões refinanciado em 360 meses

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Contexto, sem tomar lado1

  • Diário do Comércio

    Governo Zema envia ofício de adesão ao Propag para a União: modalidade de abatimento de 20% do saldo, sem juros, com aporte anual de 1% ao Fundo de Equalização Federativa e 1% em investimentos

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Histórico

  1. 04/09/2026Criada pela redação.
  2. 04/09/2026Verificada pela redação.
  3. 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.

SetorEconomiaInflação, emprego, renda, juros, câmbio, tributos, contas públicas, crescimento.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.