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Dados em Painel
Impreciso

“Eu sei que metade dos brasileiros quase trabalham na informalidade. Quase metade, 40 milhões de brasileiros não recolhem para a previdência.”

Retrato de ZemaZemaNOVOVerificado pela redação

Dito em
25 de agosto de 2026

Nesta ocasião7 mentiras de 40 checadas

O que recebeu o selo

O veredito recai sobre a dimensão da informalidade: a fração («quase metade») e o contingente («40 milhões»). A proposta de reduzir o rombo previdenciário formalizando esse contingente é projeção e não recebe selo.

O que os dados mostram

O contingente que ele citou está certo; a fração não. Pela PNAD Contínua do IBGE no trimestre móvel de abril a junho de 2026, 38,58 milhões dos 103,06 milhões de ocupados estavam em posições informais, o que dá 37,4%. No trimestre seguinte, de maio a julho de 2026, o mais recente antes da sabatina, foram 38,78 milhões em 103,34 milhões, ou 37,5%. Os 40 milhões que ele mencionou ficam pouco acima da medida, dentro do que uma fala de arredondamento comporta; «quase metade» não, porque 37,5% está mais perto de um terço do que de metade. Uma segunda distinção que a frase apaga: informalidade e não contribuição à Previdência não são a mesma medida. Quem é conta própria com CNPJ, o caso do microempreendedor individual, conta como formal na PNAD e recolhe; e há informais que contribuem por conta própria. A conta dos 38,6 milhões soma empregados do setor privado sem carteira (13,57 milhões), trabalhadores domésticos sem carteira (4,13 milhões), empregadores sem CNPJ (787 mil), conta própria sem CNPJ (18,85 milhões) e trabalhadores familiares auxiliares (1,24 milhão).

A régua alternativa muda a fração, não a conclusão. A definição de informalidade do IBGE, somada no resumo, é a padrão; com o conceito mais estreito de «sem carteira assinada» (17,7 milhões), a fração cairia para 17%, e com «não contribuinte de instituto de previdência», que é literalmente o que ele disse, o contingente seria diferente dos dois, porque inclui informais que contribuem e exclui formais que não contribuem. O SIDRA não publica tabela trimestral com o corte de contribuição previdenciária entre ocupados, e essa ausência é o motivo pelo qual a checagem se apoia na informalidade, que é a régua mais próxima e a que a checagem do anfitrião usou na entrevista da véspera. Calibragem: no Jornal Nacional do dia 24 ele disse o mesmo em outra formulação e a redação anfitriã marcou fato, apoiada nos 37,4% do segundo trimestre. A diferença aqui é a palavra «quase metade», que não estava lá, e é só por ela que o selo muda. O número foi conferido na tabela 6320 do SIDRA, posição na ocupação e categoria do emprego, somada posição a posição, que é o dado bruto. Não há transcrição independente desta fala: o veredito se apoia na legenda automática.

O que ainda falta apurar: A frase não aparece em nenhuma cobertura publicada da sabatina; a transcrição é a legenda automática do YouTube, e a expressão «quase metade», que decide o selo, repousa só nessa legenda.

Sobreposição editorial

A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. O contingente de cerca de 40 milhões está próximo dos 38,6 milhões de trabalhadores informais medidos pelo IBGE, mas a fração é de 37,4% dos ocupados, e não «quase metade»; além disso, informalidade e ausência de contribuição previdenciária são universos diferentes.

A evidência

Fontes que confirmam2

  • IBGE

    SIDRA tabela 6320, PNAD Contínua, pessoas ocupadas por posição na ocupação, trimestres móveis abr-mai-jun e mai-jun-jul de 2026: 38,58 e 38,78 milhões em posições informais, sobre 103,06 e 103,34 milhões de ocupados

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  • g1, reproduzido por Deixa Comigo Macajuba · 24/08/2026

    Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Romeu Zema à Globo (24/08/2026): reprodução da checagem do g1 sobre a entrevista da véspera, com 37,4% de informalidade e 38,54 milhões de trabalhadores no 2º trimestre de 2026

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Fontes que refutam0

Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.

Histórico

  1. 05/09/2026Criada pela redação.
  2. 05/09/2026Verificada pela redação.
  3. 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.

SetorEconomiaInflação, emprego, renda, juros, câmbio, tributos, contas públicas, crescimento.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.