Em andamento
Eleições 2026
Acerto 71% · n = 122 · 18 falsas
Acerto de 71 em 100, sobre 122 declarações checadas. verdade vale 1, impreciso ½, mentira 0. Disputado e sem fontes ficam fora da conta, nem em cima nem embaixo.
cada evento tem denominador próprio
Em andamento
Acerto 71% · n = 122 · 18 falsas
7 das 37 declarações verificadas desta sabatina repetem alegação que Zema já tinha feito antes.
34 alegações · 37 vezes nesta ocasião
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Não foi de um dia pro outro que mudou de menos 11 bilhões para mais 5 bilhões, como eu disse, foi ao longo de 7 anos.»
O veredito recai sobre a passagem de um déficit de R$ 11 bilhões para um superávit de R$ 5 bilhões.
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«E Minas tinha um déficit, tá lá, 11 bilhões em 2018, último ano do desgoverno PT. Em 2024, um superávit de cinco.»
Os dois valores orçamentários. A qualificação do governo anterior como desgoverno é juízo e não recebe veredito.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«No último ano do governo PT, o saldo negativo do estado foi 11 bilhões, déficit de 11 bilhões. Em 2024 foi superavit de cinco.»
Os dois resultados orçamentários, o de 2018 e o de 2024.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Peguei o estado com déficit de 11 bilhões e, depois de dois anos, entreguei cinco superávits. Nos últimos cinco anos, Minas Gerais gastou menos do que arrecada. A folha de pagamento que representava 67% caiu para 49%.»
Recebem veredito os três números: o déficit herdado, a contagem de superávits e a trajetória da despesa com pessoal sobre a receita corrente líquida. A afirmação de que ele é «especialista em fazer ajuste» é juízo e não entra.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Depois peguei o estado com déficit de 11 bilhões e depois de 2 anos entreguei cinco superavites. Nos últimos 5 anos, Minas Gerais gastou menos do que a receita.»
O veredito recai sobre o déficit herdado de R$ 11 bilhões, sobre os cinco superávits e sobre os cinco anos seguidos em que o estado gastou menos do que arrecadou. A autoclassificação como especialista em ajuste, dita na mesma resposta, é juízo e não se checa.
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Minas Gerais tem 853 municípios.»
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Minas é um estado totalmente heterogêneo, 853 municípios.»
O número de municípios de Minas Gerais. A caracterização do Estado como heterogêneo é juízo e não recebe veredito.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Segundo, eu fui governador, pelo que eu sei, ele só foi parlamentar até hoje. e governador de um estado que é o mais heterogêneo do Brasil, 21 milhões de habitantes, 853 municípios.»
O veredito recai sobre os 853 municípios de Minas Gerais. A comparação de currículo com o adversário e o juízo sobre a heterogeneidade do estado não são objeto deste veredito.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Eu fui governador de um estado que é o mais heterogêneo do Brasil, 21 milhões de habitantes, 853 municípios.»
Recebem veredito os dois números, população e número de municípios. A afirmação de que Minas é o estado «mais heterogêneo do Brasil» é juízo comparativo sem indicador definido e não entra.
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Acho que não foi por acaso que eu fui reeleito no primeiro turno em 2022.»
A reeleição em primeiro turno em 2022. A avaliação sobre não ter sido por acaso é juízo e não recebe veredito.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Primeiro eu quero lembrar aqui que eu fui reeleito em primeiro turno em 2022.»
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Eu fui reeleito em primeiro turno em 2022 com 56% dos votos.»
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Quando eu assumi, nós devíamos para funcionários do estado e aposentados (...) havia dívida com as prefeituras, havia dívida com fornecedores. Eu já paguei dessa dívida em aberto durante a minha gestão (...) Dívida vencida. (...) Quando eu assumi, hoje nós já quitamos esses 23 bilhões de reais.»
O veredito recai sobre o valor das contas em atraso herdadas em 2019, e não sobre a afirmação de que todo esse passivo já foi quitado.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«que eu peguei falido, com 23 bilhões de contas atrasadas, como eu falei aqui, que nem folha de pagamento pagava, 13º, etc.»
O veredito recai sobre o volume de contas atrasadas herdado pelo estado, repetido aqui na comparação de currículo com Flávio Bolsonaro.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«eu tive de pagar coisas atrasadas para a gente que dependia do estado de Minas, professoras aposentadas, 23 bilhões, que estava atrasado. Não é o corrente, não. Não é o corrente, é o atrasado.»
O veredito recai sobre o volume de contas atrasadas herdado pelo estado, da ordem de R$ 23 bilhões.
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«E fiz em Minas Gerais 7 anos e meio sem corrupção, sem escândalo. Não levei um parente para trabalhar.»
O veredito recai sobre a ausência de corrupção e de escândalo no período de governo.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Mas essa questão, Celso, a oposição não tem o que falar de corrupção no meu governo, não tenho o que falar de escândalo, não tenho que falar de gestão ruim, porque eu levei um time de elite.»
O veredito recai sobre a afirmação de que não houve corrupção nem escândalo no governo dele em Minas Gerais, e não sobre a avaliação da própria equipe.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Não vou abrir mão dos meus princípios éticos, morais e de boa gestão. Dá para conciliar. Em Minas, nós avançamos. Veja se teve escândalo ou fraude durante meu governo?»
O veredito recai sobre a última oração, a pergunta retórica que afirma não ter havido escândalo ou fraude no governo dele. A recusa de abrir mão de princípios é declaração de intenção e não se checa.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«O salário, a aposentadoria era pago de três vezes. Pensa bem, uma senhora que foi professora a vida toda receber aposentadoria em três parcelas.»
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Quando eu assumi, ninguém recebia, nem data para receber salário tinha, 13º não era quitado.»
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«O estado hoje, diferente de quando eu assumi, paga todos, sem exceção, funcionalismo, fornecedores, prefeitura, tribunal de justiça, (...) rigorosamente em dia. Quando eu assumi, ninguém recebia, nem data para receber salário tinha, 13º não era quitado.»
A situação encontrada em janeiro de 2019: salários sem data e 13º de 2018 não quitado. A afirmação de que hoje o Estado paga todos «rigorosamente em dia» não recebe veredito, porque exigiria auditoria de pagamentos que o Estado não publica em série.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Pegando o contrato pra esposa de 129 milhões.»
O valor do contrato firmado com o escritório da mulher de um ministro do Supremo. Zema não nomeia o ministro nem a contratante na sabatina.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Eu não vou citar nomes, mas eu vou citar os milagres, né? Eu não sei se algum brasileiro conseguiu um contrato para o cônjuge de R$ 129 milhões deais.»
O veredito recai sobre a existência do contrato de R$ 129 milhões com o escritório do cônjuge de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«O estado de Minas, quando eu assumi, já tinha incentivos fiscais para os setores. Fábricas de cerveja tem incentivo, autopeças, quem fabrica tem incentivo, e-commerce tem incentivo. Eu não criei nenhum incentivo.»
A afirmação de que não criou nenhum incentivo fiscal. A parte sobre rodar o país para atrair empresas é relato de atuação e não recebe veredito.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Todo incentivo que existiu... existe em Minas, na minha gestão, foi criado antes de eu assumir, em 1º de janeiro de 2019. Eu não criei um incentivo.»
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Criei uma outra empresa que hoje dá mais de 5.000 empregos diretos.»
O número de empregos diretos da empresa. A autoria da criação da empresa não recebe veredito.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Construí uma empresa que hoje gera mais de 5.000 empregos direto. Tá lá funcionando com balanço, inclusive auditado.»
O número de empregos diretos gerados pela empresa da família dele. A menção ao balanço auditado não recebe veredito, porque a empresa é de capital fechado e não publica demonstrações.
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«E o que eu fiz foi pagar o atrasado. Hoje o estado está com tudo rigorosamente em dia.»
O veredito recai sobre a afirmação de que o Estado está com tudo em dia.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«E Minas que estava arruinada, falida, eu vou te responder sobre a dívida, hoje está com as contas rigorosamente em dia.»
O veredito recai sobre a afirmação de que as contas do estado estão em dia, e não sobre a descrição do estado em que ele o encontrou.
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Tem alguém que tá criticando o Supremo tanto quanto eu? Inclusive recebendo uma ação do Gilmar Mendes?»
A existência de uma ação judicial movida por Gilmar Mendes contra ele. A comparação sobre quem critica mais o Supremo é juízo e não recebe veredito.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«E ele tá movendo um processo contra mim. Candidato, não tenho medo.»
A existência de um processo contra ele por causa das declarações sobre o ministro Gilmar Mendes e a autoria desse processo, que ele atribui ao próprio ministro.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Então, Celsio, mais uma vez, né, o estado, como eu disse, pagava uma taxa de IPCA + 4% ao ano, agora IPCA + 1%.»
O veredito recai sobre as duas taxas citadas, e não sobre o argumento seguinte, de que aplicar o dinheiro rende mais do que antecipar parcelas.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«A dívida de Minas hoje tem os juros que é IPCA mais 1. Quando eu assumi era IPCA mais 4.»
As duas taxas de juros do refinanciamento da dívida de Minas com a União. A frase seguinte, sobre a prestação caber no orçamento, é avaliação e não recebe veredito.
Zema fez 19 promessas nesta sabatina, e 5 delas ele já tinha feito antes.
nenhum avaliado ainda
Por que a promessa não recebe veredito
16 compromissos · 28 vezes prometidos
sem prazo declarado
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«O que eu quero, Celso, é acabar com a informalidade no Brasil, dar condição para quem não trabalha formalmente trabalhar. (...) O que eu quero é dar flexibilidade: todo país desenvolvido, país sério, o trabalho é por hora. Eu não quero acabar com a CLT. Deixa a CLT e põe essa outra opção aqui.»
Criar um regime de contratação por hora trabalhada, paralelo à Consolidação das Leis do Trabalho e sem substituí-la, para quem hoje não consegue trabalho formal em dias ou horários alternados. A ressalva é parte do compromisso e ele a repete: não quer acabar com a CLT, e a nova modalidade seria uma opção ao lado dela, comparada por ele à escolha entre regime total e regime parcial de bens no casamento. Os casos que dá são o estudante que quer trabalhar num sábado em lanchonete de shopping ou em rede de lojas e quem trabalha segunda, quarta e sexta por doze horas e quer também terça e quinta. Seria cumprida se um regime de contratação por hora, adicional e não substitutivo da CLT, entrar em vigor por lei. Ele não diz como ficariam férias, décimo terceiro, fundo de garantia e recolhimento previdenciário nessa modalidade, nem qual seria a jornada máxima diária, e não respondeu à comparação que a pergunta fez com as mudanças de Javier Milei na Argentina. O acervo registra o mesmo compromisso de Renan Santos no debate da Band, em 23 de agosto, e na sabatina do Globo, do Valor e da CBN, em 27 de agosto. A afirmação de que a CLT não prevê esse tipo de trabalho é sobre o presente e está checada em separado neste dossiê, com a ressalva de que o veredito depende de conferir a fala no áudio.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«O que eu quero é dar flexibilidade (...) todo país desenvolvido, país sério, o trabalho é por hora. Eu não quero acabar com a CLT. Deixa a CLT e põe essa outra opção aqui.»
Compromisso de criar, ao lado da CLT e sem revogá-la, um regime de contratação com pagamento por hora trabalhada, que ele descreve como a saída para o estudante que quer trabalhar só no sábado e para quem quer um segundo emprego em dias alternados. Cumprir significa a aprovação da lei que institua esse contrato por hora mantendo a CLT em vigor. Sem prazo declarado. A afirmação de que em todo país desenvolvido o trabalho é por hora é sobre o presente, com aferição própria, assim como a de que a CLT está perto de completar 100 anos.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Agora, hoje, por que que nós não poderíamos ter aqui no Brasil alguém que vai trabalhar, mesmo que seja na CLT, que fale: «Eu quero optar por receber aqui o meu 13º ao longo do ano». Ele poderia, você entende?»
Terceira vez que o compromisso aparece na resposta sobre trabalho, e a quarta na sabatina, agora dentro da própria CLT: permitir que o empregado escolha receber o décimo terceiro diluído ao longo do ano, em vez de acumulado. Seria cumprida se norma aprovada no governo dele autorizar essa opção. Ele não diz se a escolha seria do empregado sozinho ou negociada com o empregador, nem o efeito sobre o cálculo do fundo de garantia.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Segundo, eu vou melhorar em muito um dos problemas que a previdência tem no Brasil e que os políticos não enxergam. (...) Quase metade, 40 milhões de brasileiros não recolhem para a previdência. Se nós melhorarmos essa formalidade, esse rombo diminui sensivelmente. (...) Tem muito estudante que não pode trabalhar de segunda a sexta-feira e que tá disponível para trabalhar final de semana. Vê se existe contrato de trabalho hoje que permite isso.»
Reduzir a informalidade criando forma de contratação que hoje não existe, como o contrato só de fim de semana para o estudante, com o argumento de que mais gente formalizada diminui o rombo da previdência. É a mesma proposta de regime alternativo à CLT que ele apresentou na sabatina do Jornal SBT News, em 19 de agosto de 2026, quando disse que quer acabar com a informalidade e pôr uma opção de trabalho por hora ao lado da CLT, sem extingui-la. Seria cumprida se lei aprovada no governo dele criar essa modalidade de contrato. Ele não diz o instrumento nem o prazo.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Na hora que você vai trabalhar, você só engole CLT no Brasil. Eu quero que o patrão, o empregado tenham opções. Aqui no Brasil eles criaram uma ideia que não pode ter opção. (...) Por que que na hora de trabalhar é obrigado a ter só CLT?»
Segunda vez na mesma resposta: dar a patrão e a empregado formas de contratação para escolher, em vez da CLT como via única. Ele compara com o regime de bens do casamento, que o casal escolhe, depois de a entrevistadora observar que quem procura emprego não tem a mesma liberdade. Seria cumprida se lei aprovada no governo dele instituir alternativa de contratação de adesão facultativa. Na sabatina do Jornal SBT News, em 19 de agosto de 2026, ele já dizia que não quer acabar com a CLT, e sim pôr outra opção ao lado dela.
25/08/2026Sabatina do Globo, Valor e CBN
«Agora, se nessa reforma, nessa introdução de um novo regime trabalhista, for considerado o seguinte: você vai receber por hora, mas aqui nesse seu regime de trabalho, você já está recebendo e não ficando acumulado para você receber no futuro, férias, 13º, fundo de garantia, etc. Talvez é algo que o trabalhador possa ter essa opção. Ele faz a opção. (...) Eu quero que o patrão, o empregado tenham opções.»
Terceira aparição no acervo do mesmo compromisso, e a mais detalhada até aqui: um regime de trabalho por hora, opcional, ao lado da CLT, em que férias, 13º e fundo de garantia são pagos ao longo do ano em vez de acumulados para o futuro. Duas condições que ele declara fazem parte da promessa: a escolha é do trabalhador, e a cobertura previdenciária não entra na negociação, «previdência é algo que é sagrado, sobre isso é inegociável». Ele estende a ideia a quem já está na CLT, dizendo que essa pessoa também poderia optar por receber o 13º ao longo do ano. O caso que usa para justificar é o do estudante que só pode trabalhar no fim de semana e não encontra contrato para isso. Seria cumprida com a aprovação de lei que crie a modalidade por hora, facultativa, preservada a contribuição previdenciária. Ele não diz o custo da hora, o piso, o limite de jornada nem como o trabalhador ficaria protegido da imposição do empregador, objeção que Maria Cristina Fernandes levanta duas vezes e que ele responde com a analogia do regime de bens no casamento. A afirmação sobre 40 milhões de brasileiros fora da previdência, que ele usa como razão da mudança, está na mesa de checagem desta ocasião.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«(...) acabar com as decisões monocráticas em várias questões. Hoje o Congresso vota uma coisa, o Supremo (...) desvota tudo.»
Compromisso de acabar com as decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal, que ele delimita como valendo para várias questões, sem dizer quais. Vem no mesmo bloco em que pede novas regras para a corte, com o argumento de que decisão individual desfaz o que o Congresso aprovou. Não diz o instrumento, e o alcance declarado é parcial, não total, o que precisa constar do registro para que a avaliação futura não cobre mais do que ele prometeu. Seria cumprida se norma em vigor passar a exigir decisão de colegiado nas hipóteses hoje decididas por um ministro só.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«O STF não pode ter decisões monocráticas como tá tendo, valer mais a assinatura de um ministro do que de 400 deputados.»
Acabar com as decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal, com o argumento de que a assinatura de um ministro passa a valer mais do que o voto de centenas de deputados. Ele já havia assumido o mesmo compromisso na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, onde delimitou o alcance a «várias questões»; aqui fala da corte sem delimitar hipótese, o que amplia o compromisso e precisa constar do registro. Seria cumprida se norma em vigor passar a exigir decisão de colegiado nos casos hoje decididos por um ministro só. Ele não diz o instrumento, se emenda constitucional, lei ou mudança no regimento interno do tribunal, e não trata das hipóteses de urgência em que a decisão individual é depois submetida ao plenário. O número de deputados que ele cita é arredondamento retórico: a Câmara tem 513 cadeiras.
sem prazo declarado; ele condiciona o impeachment à renovação do Senado na eleição de 2026
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Totalmente favorável. Se Deus quiser, nós vamos ter um um Senado que vai ser renovado e vai fazer isso. Temos lá frutas podres que precisam ser eliminadas.»
Perguntado no bate-bola sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, ele se diz totalmente favorável e conta com um Senado renovado na eleição de 2026 para aprová-lo. Cumprir significa o governo dele apoiar formalmente os pedidos contra ministros nominados, cuja admissão cabe ao presidente do Senado e cuja aprovação exige dois terços da Casa. Sem prazo declarado, e a execução que ele descreve depende do Senado, não dele.
Prazo desta vez sem prazo declarado, condicionado à renovação do Senado na eleição de 2026
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Se Deus quiser, nós vamos ter renovação no Senado e impeachment desses ministros. E se depender de mim, prisão.»
Compromisso de levar adiante o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, que ele acusa de corrupção e chama de «algumas frutas podres», contando com o que descreve como renovação do Senado na eleição de 2026. Nenhum ministro é nomeado: ele diz «desses ministros» depois de citar carona em jatinho de banqueiro e contrato de 129 milhões para esposa, o que está checado em separado neste dossiê. Seria cumprida se o Senado aprovar o impeachment de ao menos um ministro, com apoio formal do governo dele: pelo artigo 52, inciso II, da Constituição, processar e julgar ministros do Supremo por crime de responsabilidade é competência privativa do Senado, e o parágrafo único do mesmo artigo exige dois terços dos votos para condenar. O acréscimo «se depender de mim, prisão» não é ato do presidente da República: dependeria de denúncia da Procuradoria-Geral da República e de decisão do próprio Supremo, e fica registrado como parte da fala sem que a avaliação futura possa cobrá-lo dele como ato próprio. Ele não declara prazo nem nomes.
sem prazo declarado nesta ocorrência
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«O estado era o maior cemitério de obras abandonadas (...) do Brasil e entreguei tudo ou estão sendo entregues agora nesse resto de ano.»
Compromisso de entregar, até o fim de 2026, as obras que o governo de Minas Gerais herdou paradas e que ainda estão em execução. Cumprir significa a entrega das obras restantes dentro do mandato de governador, que termina em 31 de dezembro de 2026. A parte da frase que diz que ele já entregou tudo é afirmação sobre o passado, com aferição própria pelo registro de obras do governo mineiro.
Prazo desta vez até o fim de 2026, no resto do mandato de governador
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«O estado hoje está solvente, o estado está investindo. Tudo que o PT parou de obra, eu concluí ou tá sendo concluído.»
O mesmo compromisso de conclusão das obras paradas, dito uma segunda vez na sabatina, agora na resposta sobre por que o governo mineiro não antecipou parcelas da dívida. Cumprir significa a entrega das obras ainda em execução, que ele atribui à interrupção pelo governo anterior. Ele não diz quantas obras são nem quais, e a parte já concluída é afirmação sobre o passado, com aferição própria.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«E também quero que o presidente não tenha mais a liberdade que tem hoje para indicar as pessoas para o Supremo. (...) Eu quero que o presidente também receba uma lista tríplice de notáveis que foi preparada pelo Senado, pela OAB, pelo Superior Tribunal de Justiça e não que fique nomeando o advogado dele, o advogado do PT, o advogado, o ministro dele, como foi feito.»
Compromisso de mudar a regra de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal, retirando do presidente a liberdade de indicar qualquer nome e obrigando-o a escolher dentro de lista tríplice de notáveis preparada pelo Senado, pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Superior Tribunal de Justiça. Ele toma como modelo o que diz ter feito como governador, ao escolher desembargadores a partir de lista tríplice, o que está checado em separado neste dossiê. A regra vigente está no artigo 101 da Constituição, que prevê nomeação livre pelo presidente após aprovação do Senado, de modo que a mudança dependeria de emenda constitucional; ele não diz por qual via pretende fazê-la, nem como as três instituições comporiam uma lista só. Seria cumprida se emenda com esse desenho for aprovada e se as indicações passarem a sair de lista tríplice.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«E o STF também para nomear os ministros. Eu quero que o presidente tenha uma lista tríplice. Como governador, eu nomeei desembargadores através de lista tríplice.»
Obrigar o presidente da República a escolher os ministros do Supremo Tribunal Federal dentro de uma lista tríplice, em lugar da indicação livre que o artigo 101 da Constituição prevê hoje, o que dependeria de emenda constitucional. Ele já havia assumido o compromisso na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, quando disse que a lista seria preparada pelo Senado, pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Superior Tribunal de Justiça; aqui não diz quem a formaria, e essa é a diferença entre as duas redações. Seria cumprida se emenda com esse desenho for aprovada e as indicações passarem a sair de lista tríplice. A afirmação de que nomeou desembargadores por lista tríplice quando governador é sobre o passado e está checada em separado neste dossiê, onde consta que o mecanismo alcança as vagas do quinto constitucional e não as demais.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Mas para o Supremo eu eu quero novas regras. Primeiro, quero aprovar uma lei aonde quem vai para o Supremo precisa ter pelo menos 60 anos de idade, ser alguém com uma longa carreira jurídica ou acadêmica.»
Compromisso de aprovar norma que exija, de quem for indicado ao Supremo Tribunal Federal, no mínimo 60 anos de idade e longa carreira jurídica ou acadêmica. Ele fala em lei, e os requisitos de ingresso estão hoje no artigo 101 da Constituição, que pede mais de 35 e menos de 70 anos de idade, na redação da Emenda Constitucional 122, de 2022, além de notável saber jurídico e reputação ilibada, de modo que uma idade mínima de 60 anos dependeria de emenda constitucional. Não define o que contaria como longa carreira, nem quantos anos de exercício. Seria cumprida se a exigência entrar em vigor e passar a valer para as indicações seguintes.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Nós precisamos, Celso, de muitas mudanças no judiciário. Muitas. Eu quero idade mínima de 60 anos. STF é para quem teve uma carreira intocável no setor jurídico ou então no setor acadêmico.»
Exigir de quem for indicado ao Supremo Tribunal Federal no mínimo 60 anos de idade e carreira no setor jurídico ou no setor acadêmico, que ele descreve como intocável. Ele já havia assumido o mesmo compromisso quinze dias antes, na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, quando disse que queria aprovar lei com essa exigência; aqui não diz o instrumento. Os requisitos de ingresso estão no artigo 101 da Constituição, que pede mais de 35 e menos de 70 anos de idade, na redação da Emenda Constitucional nº 122, de 2022, além de notável saber jurídico e reputação ilibada, de modo que uma idade mínima de 60 anos dependeria de emenda constitucional. Seria cumprida se a exigência entrar em vigor e passar a valer para as indicações seguintes. Ele não define quantos anos de exercício contariam como carreira, nem se a alternativa acadêmica dispensa a formação jurídica.
sem prazo declarado
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Agora se ele tiver um equipamento novo para derrubar drone de bandido, escuta de bandido, será muito bem-vindo.»
Na mesma resposta, e logo depois de recusar a vinda de militares americanos, ele repete o compromisso de cooperação e o desloca do satélite para o equipamento: aceitaria tecnologia americana para derrubar drone de facção e para escuta. Cumprir significa a cessão ou a compra desse equipamento por acordo com os Estados Unidos. Sem prazo declarado.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«Primeiro, Leandro, soberania sempre, agora cooperação com outros países para combater as facções criminosas (...), nós vamos fazer sim. Se os Estados Unidos puder mandar imagem de satélite pra gente ver aonde eles estão dominando, estão instalando barricadas, etc. Eu quero. (...) É algo a ser analisado. (...) Não vamos precisar disso não. Nós temos condição de levar adiante. Agora, se ele tiver um equipamento novo para derrubar drone de bandido, escuta de bandido, será muito bem-vindo.»
Firmar cooperação com outros países, e nomeadamente com os Estados Unidos, para combater as facções criminosas, com duas ressalvas que fazem parte do compromisso e não podem ser cortadas dele: «soberania sempre» e a recusa, por ora, de entrada de pessoal estrangeiro. O que ele diz que aceitaria é imagem de satélite para ver onde as facções dominam e instalam barricadas, e equipamento para derrubar drone e fazer escuta de criminosos, que seria «muito bem-vindo». Perguntado se permitiria a entrada de forças armadas norte-americanas em cooperação com o Exército brasileiro, e se aceitaria pessoal para treinar as polícias, responde que é «algo a ser analisado», cita a aceitação por parte do Equador e da Colômbia e em seguida diz que «não vamos precisar disso não», porque considera a Polícia Federal e o Exército muito qualificados. Seria cumprida se houver acordo ou memorando de cooperação em vigor com esse conteúdo, sem cessão de comando e sem presença de força estrangeira em operação no território brasileiro. Ele não diz que órgão conduziria a cooperação, que contrapartida o Brasil daria, nem em que prazo. O acervo registra compromisso da mesma família de Lula na sabatina do Jornal Nacional, em 27 de agosto.
sem prazo declarado
04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4
«Sou totalmente favorável à revisão de todos esses julgamentos que tiveram caráter político e não judicial.»
Perguntado no bate-bola final sobre indulto a Jair Bolsonaro, responde com um compromisso mais largo e menos definido: a revisão de todos os julgamentos que classifica como de caráter político, e não judicial. Não fala em indulto, em graça nem em anistia, não delimita quais processos entram nessa conta, não diz quem faria a revisão e não indica instrumento, o que torna o objeto o mais indefinido entre os compromissos desta sabatina, e fica registrado com essa ressalva. Seria cumprida se o governo editar indulto ou graça, ou apoiar formalmente medida de revisão, alcançando as condenações que ele descreve como políticas. A qualificação dos julgamentos como políticos é juízo dele, não fato aferível, e não vai à mesa de checagem.
19/08/2026Sabatina do Jornal do SBT Newsesta ocasião
«E precisamos resolver isso. Passar uma borracha nessa história. Aí o Brasil precisa olhar pra frente. E o que houve com o ex-presidente foi um tribunal político e não jurídico. No mínimo, um novo tribunal. Nós precisamos fazer para que haja isenção.»
Submeter a condenação de Jair Bolsonaro a um novo julgamento, em foro que considere isento, por entender que o primeiro foi político e não jurídico. Ele já havia assumido compromisso desta família na sabatina do Antagonista e do G4, em 4 de agosto de 2026, quando, perguntado sobre indulto, respondeu que era favorável à revisão de todos os julgamentos de caráter político; aqui a redação é mais estreita e mais concreta, porque delimita o caso do ex-presidente e fala em novo tribunal. Seria cumprida se o governo propuser ou apoiar formalmente medida que submeta o caso a novo julgamento, e a via não é declarada: o presidente da República não anula condenação do Supremo nem designa outro foro. A qualificação do julgamento como político é juízo dele e não vai à mesa de checagem; a negativa de que houve tiros e derramamento de sangue no 8 de janeiro está checada em separado neste dossiê, e a comparação com outras tentativas de golpe na história ficou registrada lá como juízo.
Autorizar os estados a legislar sobre segurança pública
sem prazo declarado
Conceder indulto a Jair Bolsonaro
sem prazo declarado
Encerrar a pauta do 8 de janeiro no governo
sem prazo declarado
Manter o Bolsa Família com contrapartida de curso de qualificação
sem prazo declarado
Não admitir ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro
sem prazo declarado
Negociar com os Estados Unidos o fim das tarifas e das sanções a empresas brasileiras
sem prazo declarado, com permanência de um dia, cinco ou dez, o tempo que for necessário
Pacificar a relação comercial e diplomática com os Estados Unidos
sem prazo declarado para o acordo; a viagem seria no início do mandato, no que ele chama de primeiro avião, e duraria «um dia, cinco ou 10, o tempo que fosse necessário»
Reunir os presidentes dos Estados Unidos, da Colômbia, da Bolívia e do Peru contra o tráfico de drogas
Prazo imediatamente, isto é, no início do mandato
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Economia
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