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Dados em Painel
Impreciso

“O presidente Bolsonaro, em 2019, cortou 20.000 cargos em comissão.”

Retrato de Flavio BolsonaroFlavio BolsonaroPLVerificado pela redação

Dito em
28 de agosto de 2026

Nesta ocasião16 mentiras de 41 checadas

O que os dados mostram

O total confere e a categoria não. O Anexo IV do Decreto 9.725, de 12 de março de 2019, fecha em exatamente 21.000 postos, com impacto orçamentário anualizado de R$ 194.978.059,09. Desses, 17.508 foram de fato extintos (5.100 na entrada em vigor e 12.408 em 31 de julho de 2019) e 3.492 tiveram apenas a ocupação vedada, não a existência extinta. E cargos em comissão propriamente ditos são 119: os Cargos de Direção do artigo 1º da Lei 8.168, de 1991. O restante são funções gratificadas (13.021), funções comissionadas de coordenação de curso (1.870), funções comissionadas técnicas (498), funções comissionadas do Poder Executivo (40) e gratificações de representação. Arredondar 21.000 para 20.000 é fiel; chamar o conjunto de cargos em comissão não é.

Quem decide aqui é o texto da norma, e não a ementa nem o noticiário. O Anexo IV somado linha a linha dá 21.000 cargos, com os subtotais de 5.100, 12.408, 1.487, 2.001 e 4. Pela leitura generosa, de que na linguagem corrente cargo em comissão engloba função de confiança, o número também não fecha: as gratificações do artigo 2º não foram extintas, e a diferença entre extinguir e vedar ocupação é do próprio decreto. No texto publicado no Planalto aparece ainda a remissão «(Vide ADI 6186)» ao lado do artigo 3º, que trata da exoneração automática dos ocupantes e não é mencionada por nenhuma das reportagens sobre o decreto. O registro da norma traz a remissão sem indicação de decisão, e por isso o decreto fica como pendência de controle de constitucionalidade, e não como norma derrubada.

Sobreposição editorial

A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. O decreto de 2019 alcançou 21.000 postos, o que valida a ordem de grandeza, mas só 119 deles eram cargos em comissão; o restante são funções de confiança e gratificações, e 3.492 tiveram apenas a ocupação vedada.

A mesma alegação, dita 2 vezes

O governo Bolsonaro cortou 20 mil cargos em comissão no início do mandato

No placar acumulado essas 2 ocorrências contam 2. No consolidado contam uma. Por que as duas contagens existem.

  1. 04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4 com Flávio Bolsonaro

    «O presidente Bolsonaro, logo no primeiro mês do seu governo, logo no início, cortou 20.000 cargos em comissão.»

  2. 28/08/2026Sabatina do Jornal Nacional com Flávio Bolsonaroesta

    «O presidente Bolsonaro, em 2019, cortou 20.000 cargos em comissão.»

A evidência

Fontes que confirmam2

  • Agência Câmara de Notícias

    Projeto suspende decreto presidencial que cortou 21 mil cargos e funções

    Abrir (abre em nova aba)

  • Presidência da República · 13/03/2019

    Decreto nº 9.725, de 12 de março de 2019, art. 1º, art. 2º e Anexo IV: total de 21.000 cargos, funções e gratificações, dos quais 119 Cargos de Direção

    Abrir (abre em nova aba)

Fontes que refutam0

Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.

Histórico

  1. 04/09/2026Criada pela redação.
  2. 04/09/2026Verificada pela redação.
  3. 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.

SetorInstituiçõesJudiciário, Congresso, eleições, corrupção, liberdade de imprensa, Forças Armadas.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.