“O presidente Bolsonaro, logo no primeiro mês do seu governo, logo no início, cortou 20.000 cargos em comissão.”
Flavio BolsonaroPLVerificado pela redação
- Dito em
- 4 de agosto de 2026
- Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião2 mentiras de 28 checadas
O que os dados mostram
O total confere por arredondamento; o mês e a categoria, não. O Decreto 9.725 é de 12 de março de 2019, o terceiro mês do governo, e alcança 21.000 postos. Desses, 17.508 foram extintos (5.100 na entrada em vigor e 12.408 em 31 de julho de 2019) e 3.492 gratificações tiveram apenas a ocupação vedada, não a existência extinta. Cargos em comissão propriamente ditos são 119, os Cargos de Direção da Lei 8.168 de 1991; o restante são funções gratificadas, funções comissionadas de coordenação de curso, funções comissionadas técnicas e funções comissionadas do Poder Executivo, que são de ocupação restrita a servidores. Arredondar 21.000 para 20.000 é fiel ao número; chamar o conjunto de cargos em comissão não é. O artigo 3º do decreto foi declarado inconstitucional pelo Supremo na ADI 6.186.
Não há decreto de janeiro ou fevereiro de 2019 com corte dessa dimensão, que é o que salvaria o «primeiro mês»: o corte de 21 mil postos estava na lista de metas dos 100 primeiros dias e saiu em 12 de março. O número também não vem de outra medida: 21.000 é a soma dos anexos do próprio decreto. A fundamentação é o texto do decreto no Planalto, onde os quantitativos estão listados por espécie no artigo 1º e no artigo 2º, e onde aparece a remissão à ADI 6.186. Conferência da fala: o Diário do Grande ABC registra no mesmo dia que ele «relembrou que, no governo do seu pai, Jair Bolsonaro, foram extintos cerca de 20 mil cargos comissionados», o que confirma o número fora da legenda automática.
Sobreposição editorial
A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. O decreto alcançou 21.000 postos, o que valida a ordem de grandeza, mas ele é de 12 de março de 2019, o terceiro mês de governo, e só 119 dos postos eram cargos em comissão; o restante são funções de confiança e gratificações.
A mesma alegação, dita 2 vezes
O governo Bolsonaro cortou 20 mil cargos em comissão no início do mandato
No placar acumulado essas 2 ocorrências contam 2. No consolidado contam uma. Por que as duas contagens existem.
- 04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4 com Flávio Bolsonaroesta
«O presidente Bolsonaro, logo no primeiro mês do seu governo, logo no início, cortou 20.000 cargos em comissão.»
- 28/08/2026Sabatina do Jornal Nacional com Flávio Bolsonaro
«O presidente Bolsonaro, em 2019, cortou 20.000 cargos em comissão.»
A evidência
Fontes que confirmam2
Agência Câmara de Notícias
Projeto suspende decreto presidencial que cortou 21 mil cargos e funções
Presidência da República · 12/03/2019
Decreto nº 9.725, de 12 de março de 2019, arts. 1º e 2º: 17.508 cargos e funções extintos e 3.492 gratificações com ocupação vedada, com remissão à ADI 6.186
Fontes que refutam0
Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.
Contexto, sem tomar lado1
Diário do Grande ABC · 04/08/2026
Flávio Bolsonaro: vou promover tesouraço e desburocratização com redução de carga tributária: reportagem sobre esta sabatina, com o bloco econômico em aspas
Histórico
- 04/09/2026Criada pela redação.
- 04/09/2026Verificada pela redação.
- 05/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.
SetorInstituiçõesJudiciário, Congresso, eleições, corrupção, liberdade de imprensa, Forças Armadas.
Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.