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Dados em Painel
Impreciso

“Vou fazer com que a taxa de juros caia a patamares como já caíram em termos de 6% quando Michel Temer assumiu o governo.”

Retrato de Ronaldo CaiadoRonaldo CaiadoPSDVerificado pela redação

Dito em
23 de agosto de 2026

Nesta ocasião13 mentiras de 71 checadas

O que recebeu o selo

A oração checada é «já caíram em termos de 6% quando Michel Temer assumiu o governo». A primeira parte, «vou fazer com que a taxa de juros caia», é promessa e não recebe veredito.

O que os dados mostram

A Selic nunca chegou a 6% no governo Michel Temer, e não caiu quando ele assumiu. Na posse, em 31 de agosto de 2016, a meta estava em 14,25% ao ano, onde estava desde julho de 2015. O Copom começou a cortar em 20 de outubro de 2016 e só chegou ao piso de 6,50% em 22 de março de 2018, um ano e meio depois, mantendo esse patamar até o fim do mandato, em dezembro de 2018. A ressalva do candidato, «em termos de 6%», cobre a distância entre 6,50% e 6%. O que não se sustenta é o momento: o piso é do fim do governo Temer, não do começo.

Atribuição: bloco de resposta ao âncora aos 7min59s. A frase aparece idêntica na legenda automática do YouTube e na transcrição revisada da Aos Fatos, que a destacou para checagem própria, e o veredito depende dela palavra por palavra, então as duas foram cotejadas. Nenhuma leitura põe 6% na posse: nem a Selic efetiva além da meta, nem o início do mandato interino, em 12 de maio de 2016, quando a meta também estava em 14,25%, nem o começo do ciclo de corte. Sob a leitura mais generosa, «caíram a algo em torno de 6% no governo Temer», a frase confere, porque 6,50% é o menor valor da série até então. É por isso que o veredito é impreciso e não falso: o número está certo dentro da ressalva do falante e a moldura temporal está errada. Conferido na série do próprio Banco Central, puxada pela API do SGS; a checagem da Aos Fatos, que classificou o trecho como «precisa de contextualização», entra como contexto.

Sobreposição editorial

A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. O piso de juros que ele cita existe e a ressalva «em termos de 6%» cobre a diferença para os 6,50% efetivos, mas o piso é do fim do governo Temer, e não de quando ele assumiu, quando a Selic estava em 14,25%.

A mesma alegação, dita 2 vezes

A taxa de juros caiu fortemente no primeiro ano do governo Temer, depois de fechar o governo Dilma em 14%

No placar acumulado essas 2 ocorrências contam 2. No consolidado contam uma. Por que as duas contagens existem.

  1. 04/08/2026Sabatina do Antagonista e do G4 com Ronaldo Caiado

    «Vocês se lembram que quando o Brasil saiu da mão da Dilma, eu tava com 14% ali de taxa de juros, 10% de inflação, e com 1 ano de governo do Temer já tava a 4% da taxa de juros.»

    O veredito recai sobre os três números da comparação: a taxa de juros e a inflação ao fim do governo Dilma e a taxa alcançada um ano depois. A avaliação sobre os governos é juízo e não recebe selo.

  2. 23/08/2026Debate da Band, primeiro turnoesta

    «Vou fazer com que a taxa de juros caia a patamares como já caíram em termos de 6% quando Michel Temer assumiu o governo.»

    A oração checada é «já caíram em termos de 6% quando Michel Temer assumiu o governo». A primeira parte, «vou fazer com que a taxa de juros caia», é promessa e não recebe veredito.

A evidência

Fontes que confirmam0

Nenhuma fonte aprovada confirma esta declaração.

Fontes que refutam1

  • Banco Central do Brasil

    Série 432 do SGS, meta Selic definida pelo Copom, dia a dia de 2016 a 2018: 14,25% até 20/10/2016 e piso de 6,50% a partir de 22/03/2018

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Contexto, sem tomar lado1

  • Aos Fatos · 23/08/2026

    Checamos em tempo real o debate presidencial da Band: transcrição integral com revisão humana e identificação de quem fala em cada bloco

    Abrir (abre em nova aba)

Histórico

  1. 04/09/2026Criada pela redação.
  2. 04/09/2026Verificada pela redação.
  3. 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.

SetorEconomiaInflação, emprego, renda, juros, câmbio, tributos, contas públicas, crescimento.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.