“O Brasil, com a falência de estadistas, depois de Juscelino Kubitschek nunca se teve mais alguém para pensar em projetos estruturantes pro país. Esta é a grande verdade. Depois do Proálcool, teve o Proálcool, depois disso mais nada. Teve a Embrapa, teve a Embraer, mas fora disso não existe mais.”
Ronaldo CaiadoPSDVerificado pela redação
- Dito em
- 20 de agosto de 2026
- Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião7 mentiras de 44 checadas
O que recebeu o selo
A afirmação de que não houve projetos estruturantes depois de Juscelino Kubitschek, não o juízo sobre falência de estadistas.
O que os dados mostram
A própria frase se desmente, e as datas mostram como. Juscelino Kubitschek deixou a Presidência em 31 de janeiro de 1961. A Embraer foi autorizada pelo Decreto-Lei nº 770, de 19 de agosto de 1969, oito anos depois; a Embrapa, pela Lei nº 5.851, de 7 de dezembro de 1972, com estatuto aprovado pelo Decreto nº 72.020, de 28 de março de 1973, e primeira diretoria empossada em 26 de abril de 1973; o Proálcool, pelo Decreto nº 76.593, de 14 de novembro de 1975. Os três exemplos que ele cita para dizer que nada mais houve são, todos, posteriores a Juscelino, e o mais recente deles é de catorze anos depois. Vale também para o que ele não citou: a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia foi autorizada pela Lei nº 10.972, de 2 de dezembro de 2004, e o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada foi criado pelo Decreto nº 6.638, de 7 de novembro de 2008.
A legenda automática escreve «Juselino Cubcheque» e «Proalco»; as duas palavras foram reconstruídas entre colchetes, e a segunda aparece três vezes na mesma frase. A leitura de que ele trate de projetos da escala do Plano de Metas e de Brasília, com Embraer, Embrapa e Proálcool como exceções que ele mesmo reconhece, não se sustenta na sintaxe da frase, que diz «nunca se teve mais alguém para pensar em projetos estruturantes» e em seguida enumera três projetos estruturantes posteriores. As datas foram conferidas nos atos normativos originais, no acervo do Planalto e, no caso do Proálcool, na publicação original do acervo legislativo da Câmara dos Deputados, porque o texto do decreto não está no Planalto. Ele discutiu as mesmas datas na sabatina de 4 de agosto, quando situou a Embrapa em 1975, e ali o veredito foi de que a lei é de 1972 e a instalação de 1973.
Classificação automática: 0 fontes confirmam contra 4 que refutam: falso. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.
A evidência
Fontes que confirmam0
Nenhuma fonte aprovada confirma esta declaração.
Fontes que refutam4
Câmara dos Deputados, acervo Legin
Decreto nº 76.593, de 14 de novembro de 1975, publicação original: institui o Programa Nacional do Álcool
Presidência da República, Casa Civil
Lei nº 10.972, de 2 de dezembro de 2004: autoriza a criação da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia
Presidência da República, Casa Civil
Decreto-Lei nº 770, de 19 de agosto de 1969: autoriza a União a constituir a Embraer, Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.
Presidência da República, Casa Civil
Lei nº 5.851, de 7 de dezembro de 1972: autoriza a instituição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Histórico
- 04/09/2026Criada pela redação.
- 04/09/2026Verificada pela redação.
SetorInstituiçõesJudiciário, Congresso, eleições, corrupção, liberdade de imprensa, Forças Armadas.
Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.