“Eu disse lá que a empresa que fez as urnas eletrônicas, por parte delas, no Brasil, era uma empresa venezuelana. Falei errado: ela não fabricou as urnas, ela apenas participou de alguns processos ao longo ali do processo eleitoral que o TSE tava organizando.”
Flavio BolsonaroPLVerificado pela redação
- Dito em
- 28 de agosto de 2026
- Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião16 mentiras de 41 checadas
O que recebeu o selo
O veredito recai sobre a correção que ele faz: a de que a Smartmatic não fabricou as urnas e participou apenas de alguns processos organizados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O que os dados mostram
A correção bate com o que o próprio tribunal diz. Em nota divulgada em 2022 e reiterada em julho de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral afirma que a Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras e não participou da programação desses equipamentos; que atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional às urnas; que prestou serviços de conexão de dados e voz, sem participar do desenvolvimento nem da operação dos equipamentos; e que disputou a licitação para fabricar urnas para as eleições de 2020, mas perdeu a concorrência. É exatamente a descrição que ele dá: não fabricou, participou de alguns processos.
O contraexemplo mais forte é a checagem do Estadão Verifica desta mesma sabatina, que afirma não ser verdadeiro que a Smartmatic tenha participação no desenvolvimento dos equipamentos de votação. A divergência é de leitura: a frase dele não afirma participação no desenvolvimento, e sim o contrário disso, e o que ela afirma, participação em alguns processos do pleito, é o que a nota do tribunal descreve, treinamento de suporte e serviços de conexão de dados e voz. A nota também não se refere a outra empresa homônima nem a outro país: ela nomeia a Smartmatic e as eleições brasileiras. A nota está no portal do Tribunal Superior Eleitoral, cujas páginas de 2017 e de 2020 não estão acessíveis; o conteúdo dela entra reproduzido em detalhe pela reportagem do Jornal Nacional de 22 de julho de 2026, que a colheu junto ao tribunal. O veredito não alcança a afirmação seguinte, sobre nunca ter questionado o processo eleitoral, que é falsa e está em checagem própria.
Classificação automática: 1 fonte confirma contra 0 que refutam: verdade. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.
A evidência
Fontes que confirmam1
Jornal Nacional, g1 · 22/07/2026
Flávio Bolsonaro diz que urnas usadas no Brasil são de empresa suspeita de envolvimento em fraudes na Venezuela: nota do TSE reiterada em julho de 2026 diz que a Smartmatic atuou no treinamento de profissionais de suporte técnico e prestou serviços de conexão de dados e voz, sem fabricar nem programar as urnas
Fontes que refutam0
Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.
Contexto, sem tomar lado1
Tribunal Superior Eleitoral
Empresa Smartmatic não fornece urnas eletrônicas ou softwares para as eleições brasileiras: nota de esclarecimento do tribunal, página que devolveu Access Denied nesta apuração
Histórico
- 05/09/2026Criada pela redação.
- 05/09/2026Verificada pela redação.
SetorInstituiçõesJudiciário, Congresso, eleições, corrupção, liberdade de imprensa, Forças Armadas.
Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.