“E aí, meu amigo, a criminalidade caiu. No momento que nós fechamos as penitenciárias, que não serão mais ali universidade do crime, nem QG do crime para mandar matar lá de fora e ameaçar os agentes penitenciários, você pode saber que aquilo que aconteceu no meu estado, despenca a criminalidade.”
Ronaldo CaiadoPSDVerificado pela redação
- Dito em
- 23 de agosto de 2026
- Onde foi dito
- Debate da Band, primeiro turno
Eleições 2026 - Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião13 mentiras de 71 checadas
O que recebeu o selo
A oração checada é a queda da criminalidade em Goiás no período do governo dele, «a criminalidade caiu» e «despenca a criminalidade». A atribuição dessa queda ao fechamento das penitenciárias é imputação de causa e não recebe veredito.
O que os dados mostram
A queda existe e é maior que a do país. O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública registra em Goiás 2.705 mortes violentas intencionais em 2018, taxa de 39,3 por 100 mil habitantes, e 1.222 em 2025, taxa de 16,5. São 58,1% a menos na taxa, com queda ano a ano sem exceção desde 2019. No Brasil a taxa caiu de 27,9 para 19,1 no mesmo intervalo, 31,5%, e em 2024 Goiás ficou abaixo da média nacional pela primeira vez na série. A causa é outra conversa: a queda começa no primeiro ano do mandato e segue durante toda a pandemia, e o modelo goiano de isolar apenas os presos «batizados», com visita de advogado gravada e sem visita íntima, é objeto de divergência entre parlamentares e pesquisadores, como registrou audiência pública na Câmara em outubro de 2025.
Atribuição: mesma resposta a Ernesto Paglia, aos 37min58s. A transcrição revisada da Aos Fatos traz o trecho com o nome dele e a legenda do YouTube coincide, com uma diferença de flexão verbal («fecharmos» na Aos Fatos, «fechamos» na legenda) que os colchetes registram e que não muda o veredito. Nenhuma das três agências checou este trecho: a atribuição vem das duas transcrições. O contraexemplo mais forte é que a criminalidade caiu no Brasil inteiro no mesmo período, e a frase dele seria só o efeito nacional. Com o mesmo recorte de tempo e a mesma base, a série de mortes violentas intencionais do Anuário, Goiás cai 58,1% e o Brasil 31,5%, então a queda goiana é quase o dobro e sobrevive ao contraexemplo. A escolha do indicador também não vicia a conta: pelo número absoluto a queda em Goiás é de 54,8%, pela taxa é de 58,1%. Com a data de partida em 2019, o ano da posse, em vez de 2018, a queda ainda é de 49,0% na taxa. As notas do governo de Goiás, que anunciam quedas de até 90% em índices selecionados, não votam, por serem autoatestação de quem se beneficia do resultado, e além disso o portal goias.gov.br está com as notícias suspensas por causa da legislação eleitoral desde 26 de junho de 2026. Conferido na planilha do Anuário, que é a fonte de onde essas notas tiram os números.
Classificação automática: 1 fonte confirma contra 0 que refutam: verdade. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.
A evidência
Fontes que confirmam1
Fórum Brasileiro de Segurança Pública · 01/07/2026
20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, planilha de tabelas: Tabela 02 (série histórica das mortes violentas intencionais por unidade da federação, 2012 a 2025) e Tabela 58 (despesas dos fundos vinculados ao Ministério da Justiça)
Fontes que refutam0
Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.
Contexto, sem tomar lado1
Agência Câmara de Notícias · 28/10/2025
Políticos e pesquisadores divergem sobre separar presos ligados a facções em presídios: Caiado apresenta o modelo de Goiás em audiência na Câmara, em 28 de outubro de 2025
Histórico
- 04/09/2026Criada pela redação.
- 04/09/2026Verificada pela redação.
SetorSegurança públicaCrime, polícia, homicídios, facções, armas, violência doméstica e feminicídio.
Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.