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Dados em Painel
Falso

“Como foi a MP 871 do governo do presidente Bolsonaro, que tinha um pacote antifraude, anticorrupção no INSS, que o PT trabalhou para derrubar essas medidas que combateriam a corrupção e que evitariam que os aposentados do INSS tivessem sido roubados como foram roubados nesse atual governo.”

Retrato de Flavio BolsonaroFlavio BolsonaroPLVerificado pela redação

Dito em
28 de agosto de 2026

Nesta ocasião16 mentiras de 41 checadas

O que recebeu o selo

O veredito recai sobre a atribuição ao PT da derrubada das medidas antifraude da MP 871.

O que os dados mostram

As medidas foram desfeitas dentro do próprio governo Bolsonaro, por lei que ele sancionou. A Medida Provisória nº 871, de 2019, incluiu no artigo 115 da Lei nº 8.213/1991 a exigência de revalidação anual da autorização para desconto de mensalidades de associações nos benefícios do INSS. Ainda na conversão em lei, o Congresso alargou o prazo de um para três anos, e Jair Bolsonaro sancionou a Lei nº 13.846, de 2019, com essa mudança. Em 2021 o prazo foi novamente adiado, pela Lei nº 14.131. E a exigência foi extinta de vez pelo artigo 18, inciso III, da Lei nº 14.438, de 24 de agosto de 2022, que revogou o parágrafo 6º do artigo 115 e leva a assinatura de Jair Messias Bolsonaro. O dispositivo entrou por emenda do então deputado Luis Miranda, do Republicanos, numa medida provisória sobre microcrédito, e a votação na Câmara foi simbólica, com as lideranças de todos os partidos orientando a favor. No governo atual, a Lei nº 15.327, de 2026, foi na direção contrária: revogou o inciso V do artigo 115 e passou a vedar qualquer desconto de mensalidade associativa nos benefícios administrados pelo INSS.

A leitura sob a qual a frase estaria certa é a de que a bancada do PT tivesse encabeçado alguma das três flexibilizações. Nenhuma das três é dela: a primeira é da própria conversão da medida provisória do governo Bolsonaro, a segunda entrou por dispositivo estranho ao tema em 2021 e a terceira é de emenda de um deputado do Republicanos, aprovada em votação simbólica com acordo de todas as lideranças, o que impede atribuir voto a qualquer bancada. O «pacote antifraude» também não teve outro dispositivo derrubado depois de 2023: o que houve no período foi o oposto, uma vedação total dos descontos. As fontes são o texto consolidado da Lei nº 8.213/1991 no Planalto, que traz a cadeia inteira de redações e revogações do artigo 115, e o artigo 18 da Lei nº 14.438/2022, onde estão a revogação e a assinatura de quem sancionou.

Classificação automática: 0 fontes confirmam contra 3 que refutam: falso. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.

A evidência

Fontes que confirmam0

Nenhuma fonte aprovada confirma esta declaração.

Fontes que refutam3

  • Presidência da República, Planalto

    Lei nº 14.438, de 24 de agosto de 2022, art. 18, inciso III: revoga o § 6º do art. 115 da Lei nº 8.213/1991, sancionada por Jair Messias Bolsonaro

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  • Presidência da República, Planalto

    Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, texto consolidado, art. 115: o § 6º com a revalidação a cada três anos, na redação da Lei nº 13.846/2019 e depois da Lei nº 14.131/2021, aparece como revogado pela Lei nº 14.438, de 2022

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  • Estadão Verifica · 09/05/2025

    Fim da revalidação de descontos associativos foi aprovada de maneira simbólica na Câmara: a emenda é do então deputado Luis Miranda, do Republicanos, e as lideranças de todos os partidos orientaram a favor

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Histórico

  1. 05/09/2026Criada pela redação.
  2. 05/09/2026Verificada pela redação.

SetorSocialAssistência, previdência, direitos trabalhistas, moradia, fome, desigualdade.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.