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Dados em Painel
Impreciso

“Quando eu cheguei no governo tinha aquela tese que dizia que briga de homem com mulher não se mete a colher. Em Goiás, meti algema, meti tornozeleira no covarde. A partir daí, eu coloquei todo um processo de botão do pânico.”

Retrato de Ronaldo CaiadoRonaldo CaiadoPSDVerificado pela redação

Dito em
23 de agosto de 2026

Nesta ocasião13 mentiras de 71 checadas

O que recebeu o selo

A oração checada é «A partir daí, eu coloquei todo um processo de botão do pânico», junto com a atribuição do uso da tornozeleira eletrônica no agressor à chegada dele ao governo. O resto da fala é relato de intenção e não recebe veredito.

O que os dados mostram

O botão do pânico e a tornozeleira no agressor já existiam em Goiás cinco anos antes de ele assumir. O sistema, com um dispositivo entregue à vítima e tornozeleira eletrônica no agressor monitorada pela Central de Monitoramento Eletrônico de Presos da Secretaria de Segurança Pública, foi instalado no estado em março de 2014, na gestão de Marconi Perillo, e em outubro de 2015 o G1 já reportava 39 mulheres monitoradas. Caiado assumiu o governo em janeiro de 2019. O que ele assinou foi a Lei estadual nº 20.736, de 17 de janeiro de 2020, que autoriza o Executivo a criar um aplicativo de celular com o mesmo nome. Ele ampliou a ferramenta, não a introduziu.

Atribuição: tréplica no primeiro confronto direto, aos 22min52s. A Lupa e o Estadão Verifica publicaram a passagem com o nome dele, e a transcrição revisada da Aos Fatos traz a mesma frase no mesmo ponto. O detalhe foi conferido na norma antes de ser chamado de errado: o botão do pânico de 2014 não é programa municipal de Goiânia, e sim estadual, porque o G1 de 2015 atribui o monitoramento à Secretaria de Segurança Pública do estado. Sob a leitura de que ele estivesse falando só do aplicativo, a frase seria verdadeira; ela não se sustenta porque a frase liga o botão do pânico à chegada dele ao governo («a partir daí»), e porque ele credita a si a tornozeleira, que também é de 2014. Daí impreciso e não falso: existe uma peça que é dele. Conferido no texto integral da lei estadual, que abre pela API do domínio da Casa Civil de Goiás, citada aqui, já que a página pública correspondente não o serve; a checagem da Lupa entra como contexto. Defasagem: o dado do G1 é de 2015 e a lei é de 2020, contra uma fala de 2026; nada indica que o sistema de 2014 tenha sido descontinuado antes de 2019.

Sobreposição editorial

A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. A lei do aplicativo é da gestão dele, de janeiro de 2020, mas o botão do pânico com tornozeleira eletrônica no agressor já funcionava em Goiás desde março de 2014, cinco anos antes de ele assumir.

A evidência

Fontes que confirmam1

  • Casa Civil do Estado de Goiás · 17/01/2020

    Lei estadual nº 20.736, de 17 de janeiro de 2020, texto integral: autoriza o Poder Executivo a criar aplicativo para dispositivo móvel denominado «Botão do Pânico»

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Fontes que refutam1

  • g1 Goiás · 05/10/2015

    Botão do pânico é usado por 39 vítimas de violência doméstica em GO: «O sistema foi instalado no estado em março de 2014», com tornozeleira eletrônica no agressor

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Contexto, sem tomar lado2

  • Estadão Verifica, reproduzido pelo Terra · 23/08/2026

    Checamos o debate Band/Estadão entre os candidatos à Presidência, do Estadão Verifica, em reprodução íntegra no Terra

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  • Band · 23/08/2026

    Veja checagem do que Renan, Caiado e Cury falaram no debate da Band: a checagem da Lupa publicada pela emissora que produziu o debate

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Histórico

  1. 04/09/2026Criada pela redação.
  2. 04/09/2026Verificada pela redação.
  3. 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.

SetorSegurança públicaCrime, polícia, homicídios, facções, armas, violência doméstica e feminicídio.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.