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Dados em Painel
Impreciso

“A maior estrutura hoje de cocaína no mundo sai na estrutura do Amazonas, onde ali tomou o hub hoje de distribuição de cocaína do mundo, e nós não produzimos cocaína.”

Retrato de Ronaldo CaiadoRonaldo CaiadoPSDVerificado pela redação

Dito em
20 de agosto de 2026

Nesta ocasião7 mentiras de 44 checadas

O que recebeu o selo

A afirmação de que a maior estrutura mundial de cocaína sai do Amazonas e que a região se tornou o centro de distribuição mundial.

O que os dados mostram

O maior fluxo de cocaína do Brasil não sai pelo Amazonas, sai por Santos. O estudo do UNODC sobre o Brasil na cadeia da cocaína registra que São Paulo e Paraná respondiam, juntos, por 58% de todas as apreensões de cocaína feitas pela Polícia Federal em 2019, e que Santos, o maior porto de contêineres da América Latina, movimenta mais de 40% dos contêineres brasileiros e é de onde «sai a maior parte da cocaína embarcada para a Europa e a África». O corredor amazônico existe e é relevante como porta de entrada, porque Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia fazem fronteira com os três países produtores, mas nenhum levantamento nacional ou internacional mede qual país ou estado concentra «a maior estrutura de cocaína do mundo». O superlativo não tem série que o sustente. E não há contradição no encerramento da frase: o Brasil de fato não cultiva coca, como diz o item anterior deste dossiê.

A legenda automática escreve «tomou hubo hoje de distribuição»; a palavra restaurada entre colchetes é «hub», e o artigo foi acrescentado para dar sentido à oração. A rota do Solimões é reconhecida pelo UNODC como principal via de entrada da cocaína boliviana e peruana, e entrada não é distribuição: o dado de apreensão aponta para o Sudeste e o Sul na saída. Se a frase falasse de entrada, e não de centro mundial de distribuição, ela se sustentaria. O estudo do UNODC usado aqui é de 2022, quatro anos antes da fala. O plano de governo dele trata o problema como nacional e não amazônico, ao propor política portuária «para que o Brasil deixe de ser um hub internacional do crime organizado».

Sobreposição editorial

A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. O corredor amazônico é via de entrada reconhecida da cocaína andina, mas a saída se concentra no Sudeste e no Sul, com 58% das apreensões em São Paulo e Paraná e o porto de Santos como principal embarque para Europa e África; e não existe medida de qual região concentra a maior estrutura mundial.

A evidência

Fontes que confirmam0

Nenhuma fonte aprovada confirma esta declaração.

Fontes que refutam1

  • UNODC, Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime

    Cocaine Insights volume 4, 2022, Brazil in the regional and transatlantic cocaine supply chain: São Paulo e Paraná com 58% das apreensões de 2019 e Santos como principal ponto de embarque para Europa e África (p. 32)

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Contexto, sem tomar lado1

  • Poder360

    Plano de Governo 2027 a 2030, PSD, Caiado e Kassab: Tema 6, item 5, política portuária e aeroportuária «para que o Brasil deixe de ser um hub internacional do crime organizado» (p. 18)

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Histórico

  1. 04/09/2026Criada pela redação.
  2. 04/09/2026Verificada pela redação.
  3. 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.

SetorSegurança públicaCrime, polícia, homicídios, facções, armas, violência doméstica e feminicídio.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.