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Dados em Painel
Falso

“Ele tava sendo falsamente acusado de ter cometido homicídio e na verdade foi uma troca de tiros com traficantes. Depois ficou comprovado que ele tinha trocado tiros com este traficante e ele foi absolvido.”

Retrato de Flavio BolsonaroFlavio BolsonaroPLVerificado pela redação

Dito em
28 de agosto de 2026

Nesta ocasião16 mentiras de 41 checadas

O que recebeu o selo

O veredito recai sobre o motivo da absolvição e sobre a descrição da vítima como traficante.

O que os dados mostram

A absolvição não foi por legítima defesa e a vítima não era traficante. Leandro dos Santos Silva, morto em 27 de novembro de 2003, era guardador de carros registrado na CET-Rio, e o jornal O Globo, que teve acesso aos processos, registra que a versão da defesa de que ele seria traficante e portaria uma pistola não foi comprovada nos autos. Adriano da Nóbrega foi preso em janeiro de 2004 e condenado pelo júri popular em outubro de 2005 a 19 anos de prisão. A sentença foi anulada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que a considerou contrária à prova dos autos, e no novo julgamento, em janeiro de 2007, ele foi absolvido, não por legítima defesa em troca de tiros, mas pela conclusão de que a participação dele no homicídio não ficou comprovada.

A leitura sob a qual a frase estaria certa é a de que a absolvição por falta de prova de participação equivalha, na prática, ao reconhecimento da versão da troca de tiros. Ela não se sustenta porque as duas teses são incompatíveis: a legítima defesa pressupõe que o réu atirou, e o segundo júri absolveu por não confirmar que ele atirou. A qualificação da vítima como traficante também não foi acolhida em nenhuma instância, segundo o exame dos autos feito por O Globo. O resumo registra o que enfraquece a versão em sentido contrário e não integra o veredito: dois dias depois da morte de Adriano, em 2020, uma irmã dele afirmou em escuta autorizada que «o jogo do bicho pagou a absolvição dele», sem especificar a qual dos dois processos se referia. As fontes de nível 1 são os autos dos dois júris e o acórdão de anulação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que não estão em base aberta; ficam o levantamento do anfitrião, que consultou os processos por meio de O Globo, e o da Agência Lupa.

Classificação automática: 0 fontes confirmam contra 2 que refutam: falso. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.

A evidência

Fontes que confirmam0

Nenhuma fonte aprovada confirma esta declaração.

Fontes que refutam2

  • g1, O Globo, Valor e CBN · 28/08/2026

    Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Flávio Bolsonaro à Globo: a versão da troca de tiros não foi comprovada nos autos, a vítima era guardador de carros registrado na CET-Rio, e a absolvição em janeiro de 2007 se deu pela conclusão de que não foi possível confirmar a participação dele

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  • Agência Lupa · 28/08/2026

    No JN, Flávio Bolsonaro nega aquecimento global e erra sobre Pix, Dark Horse e ataques às urnas: a condenação de outubro de 2005 foi anulada pela 4ª Câmara Criminal por ser contrária à prova dos autos, e no segundo julgamento ele foi absolvido pelos jurados

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Histórico

  1. 05/09/2026Criada pela redação.
  2. 05/09/2026Verificada pela redação.

SetorSegurança públicaCrime, polícia, homicídios, facções, armas, violência doméstica e feminicídio.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.