“A inflação de alimentos no governo passado chegou nos 4 anos a 56,16%. A nossa, em 4 anos, de 2023 até agora, 13,64%, ou seja, quatro vezes menos.”
LulaPTVerificado pela redação
- Dito em
- 23 de agosto de 2026
- Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião4 mentiras de 16 checadas
O que os dados mostram
Os dois números batem, e são de uma série específica: «alimentação no domicílio» do IPCA, e não do grupo mais amplo «alimentação e bebidas». Compondo as variações anuais do IBGE de 2019 a 2022 (7,84%, 18,15%, 8,24% e 13,23%), o acumulado é 56,16%, exatamente o valor citado. Para janeiro de 2023 a julho de 2026 (−0,52%, 8,23%, 1,43% e 4,08% no ano até julho), o acumulado é 13,66%, contra os 13,64% citados. A razão entre os dois é 4,1. Duas ressalvas que não derrubam o cálculo: a comparação é entre 48 meses completos e 43 meses, e anualizada a diferença cai de 4,1 para cerca de 3,2 vezes; e o período anterior contém o choque de alimentos da pandemia, que responde pela maior parte da alta.
Dito logo após a crítica a adversários que «vão ao supermercado fazer pirotecnia». Conferido na API do SIDRA/IBGE, subgrupo 11 («Alimentação no domicílio»), variável de variação acumulada no ano, tabelas 1419 e 7060.
Classificação automática: 3 fontes confirmam contra 0 que refutam: verdade. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.
A evidência
Fontes que confirmam3
IBGE · SIDRA
Tabela 7060, IPCA, subgrupo «Alimentação no domicílio», variação acumulada no ano
IBGE · SIDRA
Tabela 1419, IPCA, subgrupo «Alimentação no domicílio», série 2012 a 2019
IBGE
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, página da pesquisa
Fontes que refutam0
Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.
Histórico
- 27/08/2026Criada pela redação.
- 27/08/2026Verificada pela redação.
SetorEconomiaInflação, emprego, renda, juros, câmbio, tributos, contas públicas, crescimento.
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