“Ao invés de eu vender a 70 a tonelada, eu vou vender a 1.000 cada elemento químico, como o térbio, o nióbio, o disprósio: todos eles valem em torno de 800 a 1.000 o quilo.”
Ronaldo CaiadoPSDVerificado pela redação
- Dito em
- 20 de agosto de 2026
- Fonte primária
- Registro na íntegra (abre em nova aba)
Nesta ocasião7 mentiras de 44 checadas
O que recebeu o selo
Os preços por quilo atribuídos ao térbio, ao nióbio e ao disprósio.
O que os dados mostram
A faixa acerta um dos três elementos por vez, dependendo do mercado, e o terceiro não é terra rara. O nióbio é metal de transição do grupo 5, não elemento terra rara, e o Brasil o vende como ferronióbio a US$ 26 por quilo, valor unitário médio registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos para 2025, ou seja, cerca de trinta vezes abaixo da faixa que ele cita. Térbio e disprósio são terras raras pesadas, e os preços de 2026 dependem de qual mercado se olha, porque os controles de exportação chineses de abril de 2025 abriram um vão entre o preço interno na China e o preço fora dela: no mercado global, o óxido de disprósio circulou entre cerca de US$ 930 e US$ 1.450 por quilo, dentro ou perto da faixa dele, enquanto o óxido de térbio passou de US$ 4.000 por quilo, quatro vezes acima. No mercado interno chinês a relação se invertia, com o térbio perto de US$ 800 e o disprósio perto de US$ 190. Não existe mercado em que os três valham 800 a 1.000 ao mesmo tempo.
A legenda automática escreve «disposió»; a palavra restaurada entre colchetes é disprósio, leitura evidente pelo contexto de terras raras pesadas. A ressalva «em torno de» é o que impede um veredito de falso, porque para o disprósio no mercado global a faixa está certa. Nas duas réguas de preço, a chinesa e a global, o resultado é o mesmo: um dos elementos fica dentro da faixa e outro fica quatro a cinco vezes fora. A tabela de preços do capítulo de terras raras do Mineral Commodity Summaries 2026 traz oito óxidos, do lantânio ao gadolínio, nenhum deles acima de US$ 100 por quilo, e não inclui térbio nem disprósio; por isso os dois valores vêm de acompanhamento de mercado, que entra como contexto e não vota, e o veredito se apoia no nióbio, que tem preço na fonte oficial.
Sobreposição editorial
A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. A faixa de 800 a 1.000 dólares por quilo descreve o óxido de disprósio no mercado global e o óxido de térbio no mercado interno chinês, mas nunca os dois juntos, e o nióbio, que ele inclui na lista, não é terra rara e é vendido pelo Brasil a US$ 26 por quilo.
A evidência
Fontes que confirmam0
Nenhuma fonte aprovada confirma esta declaração.
Fontes que refutam1
United States Geological Survey
Mineral Commodity Summaries 2026, capítulo de nióbio: valor unitário médio do ferronióbio de US$ 26 por quilo em 2025; o Brasil responde por 93% da produção mundial
Contexto, sem tomar lado2
United States Geological Survey
Mineral Commodity Summaries 2026, capítulo de terras raras: tabela de preços de oito óxidos, do lantânio ao gadolínio, todos abaixo de US$ 100 por quilo, sem térbio e sem disprósio; reservas brasileiras de 11 milhões de toneladas
The Oregon Group
Rare Earth prices surge as China keeps export restrictions: óxido de disprósio perto de US$ 1.450 por quilo e óxido de térbio perto de US$ 4.500 por quilo no mercado fora da China em 2026
Histórico
- 04/09/2026Criada pela redação.
- 04/09/2026Verificada pela redação.
- 06/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.
SetorEconomiaInflação, emprego, renda, juros, câmbio, tributos, contas públicas, crescimento.
Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.