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Dados em Painel
Verdade

“A Dilma Rousseff tinha muita experiência administrativa, tomou impeachment. Fernando Collor foi governador das Alagoas, tomou impeachment.”

Retrato de Renan SantosRenan SantosMISSÃOVerificado pela redação

Dito em
17 de agosto de 2026

Nesta ocasião0 mentiras de 36 checadas

O que recebeu o selo

O veredito recai sobre os dois fatos, o mandato de Collor como governador de Alagoas e a conclusão dos dois processos de impeachment. Não recai sobre o juízo de que experiência administrativa não previne impeachment.

O que os dados mostram

Os dois fatos conferem, com um detalhe de procedimento no caso de Collor. Fernando Collor de Mello foi governador de Alagoas de 1987 a 1989, cargo em que ganhou projeção nacional com o discurso contra os «marajás» do serviço público, e de lá saiu para se eleger presidente em 1989. O processo de impeachment contra ele começou em 29 de setembro de 1992, quando a Câmara dos Deputados autorizou a abertura por 441 votos. Em 29 de dezembro de 1992, no dia em que o julgamento começou no Senado Federal, ele renunciou por carta para tentar escapar da condenação. O Senado prosseguiu e no dia seguinte o condenou à inabilitação para cargo público por oito anos, por 76 votos a 2. Ou seja, ele renunciou à Presidência antes da sentença, mas o julgamento por crime de responsabilidade foi concluído e a pena política foi aplicada, o que faz «tomou impeachment» ser descrição correta do desfecho. Dilma Rousseff foi afastada em maio e cassada em 31 de agosto de 2016, no segundo e único outro processo de impeachment concluído contra presidente eleito no Brasil.

Nem o processo de impeachment no arquivo do Senado nem a ficha de Collor no repositório do Tribunal Superior Eleitoral estão em consulta pública aberta, e os dois fatos entram por fonte de referência enciclopédica, ou seja, de segunda mão, limite que fica registrado. O argumento mais forte do lado contrário, o de que Collor não sofreu impeachment porque renunciou antes, não se sustenta: o Senado continuou o julgamento depois da renúncia e aplicou a inabilitação de oito anos, decisão depois confirmada pelo Supremo Tribunal Federal. A legenda automática escreveu «Fernando Color», e o mandato de governador de Alagoas de 1987 a 1989 confere em registro histórico.

Classificação automática: 2 fontes confirmam contra 0 que refutam: verdade. Só fonte aprovada pela redação entra na contagem, e fonte de contexto não vota.

A evidência

Fontes que confirmam2

  • Wikipédia

    Impeachment of Fernando Collor de Mello: autorização da Câmara em 29 de setembro de 1992 por 441 votos e conclusão do julgamento no Senado depois da renúncia

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  • Wikipédia

    Fernando Collor de Mello: governador de Alagoas de 1987 a 1989, presidente de 1990 a 1992, renúncia em 29 de dezembro de 1992 e inabilitação por oito anos aprovada pelo Senado por 76 votos a 2

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Fontes que refutam0

Nenhuma fonte aprovada refuta esta declaração.

Contexto, sem tomar lado1

  • Tribunal Superior Eleitoral

    Collor, julgados históricos: página do repositório do TSE sobre o caso, que respondeu 403 a este processo e não pôde ser lida

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Histórico

  1. 04/09/2026Criada pela redação.
  2. 04/09/2026Verificada pela redação.

SetorInstituiçõesJudiciário, Congresso, eleições, corrupção, liberdade de imprensa, Forças Armadas.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.