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Dados em Painel
Impreciso

“A União hoje tem aproximadamente, né, por baixo ali R$ 3 trilhões de créditos, né, com estados, com municípios, né, e com com outros fornecedores. 3 trilhões isso pode ser securitizado.”

Retrato de Flavio BolsonaroFlavio BolsonaroPLVerificado pela redação

Dito em
4 de agosto de 2026

Nesta ocasião2 mentiras de 28 checadas

O que recebeu o selo

O veredito é sobre a natureza dos créditos, «com estados, com municípios e com outros fornecedores», e sobre a ordem de grandeza citada. A proposta de securitizar a carteira é compromisso futuro e não entra.

O que os dados mostram

A carteira que se securitiza é a dívida ativa, e quem deve a ela não são estados, municípios nem fornecedores: são pessoas físicas e jurídicas que deixaram de pagar impostos federais, taxas, contribuições previdenciárias e multas trabalhistas ou eleitorais. O valor também não fecha na fonte que dá para ler. Em março de 2025, ao apresentar o balanço anual da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a procuradora-geral Anelize Lenzi Ruas de Almeida disse que a dívida ativa estava em R$ 2,1 trilhões. Circulam em reportagens números maiores, de R$ 2,8 trilhões a mais de R$ 3 trilhões, sem confirmação na publicação da própria PGFN. A conta de cerca de R$ 5 trilhões a receber, citada no debate do projeto de securitização aprovado pela Câmara em junho de 2024, soma União, estados e municípios, e não a União sozinha.

A leitura que salvaria a frase não existe. A União tem mesmo créditos contra estados e municípios, das dívidas refinanciadas nos anos 1990, mas essa carteira é de centenas de bilhões e não é a que o projeto de securitização citado por ele na sequência alcança. A publicação da própria PGFN não está legível em consulta aberta: o PDF do PGFN em Números de 2026 usa fontes com codificação própria e não devolve texto extraível, a edição de 2025 não está publicada em endereço válido e a notícia oficial com o balanço de 2024 exige autenticação. Por isso o valor entra no resumo com a divergência entre as fontes declarada, e o veredito se apoia na parte que as fontes disponíveis fixam, que é quem deve.

Sobreposição editorial

A redação classificou esta declaração à mão, sobrepondo a contagem de fontes. Existe uma carteira dessa ordem de grandeza para securitizar, e o projeto a que ele se refere é real, mas ela é a dívida ativa, devida por contribuintes, e não por estados, municípios e fornecedores; o valor confirmável na fonte acessível é de R$ 2,1 trilhões, em março de 2025.

A evidência

Fontes que confirmam0

Nenhuma fonte aprovada confirma esta declaração.

Fontes que refutam2

  • Consultor Jurídico · 19/03/2025

    PGFN recupera R$ 61 bi e evita perdas de R$ 727 bi para União em 2024: a procuradora-geral da Fazenda Nacional diz que a dívida ativa está em R$ 2,1 trilhões

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  • InvestNews · 19/03/2025

    Novo plano de negociação de dívida ativa da União dobra valores recuperados em cinco anos: devedores da União são pessoas físicas ou jurídicas que não pagaram impostos federais, taxas, contribuições previdenciárias e multas

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Contexto, sem tomar lado2

  • Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional

    PGFN em Números e Anuário da PGFN: relatório anual com o estoque da dívida ativa da União

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  • Agência Câmara de Notícias · 04/06/2024

    Câmara aprova regras para securitização da dívida ativa da União, de estados e municípios: PLP 459/17, com estimativa do relator de cerca de R$ 5 trilhões a receber somando os entes

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Histórico

  1. 04/09/2026Criada pela redação.
  2. 04/09/2026Verificada pela redação.
  3. 05/09/2026Reclassificada à mão para impreciso, sobrepondo a contagem de fontes.

SetorEconomiaInflação, emprego, renda, juros, câmbio, tributos, contas públicas, crescimento.

Fonte adicionada por leitor entra em análise antes de aparecer, e antes de contar para a classificação.