A distância entre os bancos, semana a semana
O Banco Central publica toda semana a taxa que cada instituição cobrou em cada modalidade. A página de juros mostra a semana mais recente; esta mostra o histórico inteiro, para responder se a diferença entre o mais barato e o mais caro vem aumentando ou diminuindo.
A amplitude, em pontos percentuais
Percentil 95 menos percentil 5, ao ano. Quando o fio sobe, escolher o banco errado ficou mais caro. Os extremos ficam de fora de propósito: o banco mais caro do ranking é uma instituição, não o mercado.
Quantas instituições estavam no ranking
Este gráfico não é acessório do de cima: é a leitura que o corrige. Banco que entra ou sai desloca o percentil sem que taxa nenhuma tenha mudado, e um degrau aqui explica um degrau lá. A maior troca da série é a da semana de 08/09/2025: saíram 10 instituições, de uma semana para a outra.
Por que percentil, e não faixa
A diferença entre o menor e o maior do ranking é o número mais chamativo desta base e o menos informativo: o mínimo costuma ser linha promocional ou subsidiada, e o máximo é uma instituição pequena com carteira minúscula. Nenhum dos dois descreve o que uma pessoa encontra quando procura crédito. O percentil 5 e o 95 cortam essas duas caudas e continuam sendo taxa cobrada de verdade.
A faixa só é publicada nas semanas com pelo menos 21 instituições. O limite sai da própria conta do percentil: com menos do que isso, a instituição mais cara sozinha determina o percentil 95 — que passaria a ser o máximo com outro nome, exatamente o que esta página existe para não fazer.
O segmento é parte da identidade da série, e não um filtro cosmético. Na mesma semana e na mesma modalidade, um mesmo banco chegou a cobrar 44,30% ao ano de pessoa física e 263,95% de pessoa jurídica. Juntar os dois produziria uma dispersão inventada pelo agrupamento.